segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mulheres Piratas!

Está aqui, a pedidos, uma pequena bibliografia sobre as mulheres que se aventuraram no mundo da pirataria. Os livros nem sempre são fáceis de se encontrar, mas podem ser pesquisados facilmente utilizando-se as ferramentas do Google.


Musnik, Henry. LAS MUJERES PIRATAS. 2007








G. Vazquez. MUJERES PIRATAS. 2004










Sjoholm, Barbara. THE PIRATE QUEEN: IN SEARCH OF GRACE O'MALLEY AND OTHER LEGENDARY WOMEN OF THE SEA. 2004








Sharp, Anne Wallace. DARING PIRATE WOMEN. 2002










Weatherly, Myra. WOMEN OF THE SEA. 2006

sábado, 27 de novembro de 2010

Piratas somalis são condenados em tribunal nos Estados Unidos.

Assaltantes do mar podem apanhar prisão perpétua por ataque contra a marinha dos EUA. Foto Reuters.

Cinco somalis acusados de atacarem um navio da Marinha dos Estados Unidos ao largo da costa oriental africana foram condenados, na quarta-feira, pelas autoridades federais americanas acusados de pirataria, num caso que os especialistas disseram ser o primeiro julgamento deste tipo nos EUA em mais de um século.

O julgamento foi feito por um tribunal distrital, em Norfolk, na Virgínia. Os cinco somalis, que tiveram de escutar a sentença através da voz de um tradutor nos auscultadores, pois não compreendem a língua inglesa, ouviram em silêncio a acta de acusação. A sentença será emitida em 14 de Março, em Norfolk, e eles poderão ser condenados a penas de prisão perpétua.

“Eles estavam muito tristes”, disse David Bouchard, que defendeu um dos cinco homens, Abdi Wali Dire. Os advogados de defesa argumentaram que os cinco são pescadores inocentes, que foram sequestrados por piratas e forçados a disparar contra o navio de guerra americano. Mas juízes federais argumentaram, durante o julgamento, que os cinco confessaram ter atacado o USS Nicholas em Abril, após terem acreditado, por engano, que o navio era uma embarcação mercantil.

O Nicholas, que tem a sua base em Norfolk, fazia parte da frota internacional que luta contra a pirataria ao largo do Golfo de Áden e da costa somali. John S. Davis, assessor da Procuradoria-Geral dos EUA, argumentou que três dos cinco somalis estavam num bote no mar aberto e dispararam contra o Nicholas com armas automáticas e depois fugiram quando os marinheiros responderam aos disparos com metralhadoras.

Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/13/0/piratas_somalis_sao_condenados_em_tribunal_nos_estados_unidos (26/11/2010)

El pirata romántico que todos llevamos dentro

Corsarios, bucaneros o filibusteros, los héroes del mar.

SARA VÍTORES

La piratería en Somalia nos lleva a recordar el origen del pillaje en el mar. Ya hay referencias de los piratas cinco siglos antes de Cristo

Las primeras referencias históricas sobre la piratería datan del siglo V antes de Cristo, en el Golfo Pérsico. Su actividad se mantuvo durante toda la Antigüedad, pero la época dorada fue la del Capitán Drake, en el siglo XVII.

¿Quiénes son los corsarios, quiénes los bucaneros, quiénes los filibusteros? Todos ellos son piratas, pero los corsarios eran los que poseían la Patente de Corso, navegaban a las órdenes de un rey y realizaban "actos de guerra" contra los intereses de un país enemigo. Los bucaneros eran colonos franceses que se habían establecido en la parte occidental de La Española. Recibían el nombre de bucaneros, derivado de la palabra "bucan", como llamaban los indios el lugar donde ahumaban la carne. Y los filibusteros son un tipo de bucaneros de la Isla de la Tortuga; filibustero proviene del holandés "Vrij Buiter" ("el que va a la captura de botín", en inglés "freebooter").

Cuando los piratas estaban cerca del barco al que iban a atacar, sacaban la bandera negra para atemorizar. Si el barco no se rendía, sacaban la bandera roja, indicando que matarían a todos, el rojo del color de la sangre. Y al trapo rojo o negro de la bandera se le añadían símbolos relacionados con la muerte y el terror, como calaveras, esqueletos, cuchillos.

La vida a bordo de un barco era como estar en una cárcel. Hacinamiento, falta de salubridad e higiene, comida escasa y monótona cuando había, racionamiento en caso de escasez... Y toda una disciplina excesiva y cruel. Arriesgaban el pellejo para conseguir el botín y los tesoros duraban apenas horas... no eran nada previsores, el botín estaba para gastárselo. Así era la vida de los valientes, anárquicos y adorados piratas.

Fonte: http://www.cadenaser.com/sociedad/articulo/pirata-romantico-todos-llevamos-dentro/csrcsrpor/20101121csrcsrsoc_6/Tes (21/11/2010)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tesouro encontrado em Portugal disputado nos EUA


por LUÍS FONTES

Espanha reclama da empresa de caçadores de tesouros norte-americana, a Odyssey Explorer, uma fortuna avaliada em 500 milhões e euros. Na semana passada, um novo recurso no Tribunal de Atlanta adiou a decisão de entregar o ouro e a prata a Espanha. Os destroços do local de pilhagem na nau "Nuestra Señora de las Mercedes", conforme foi explicado em tribunal, estão ao largo do Cabo de Santa Maria, Faro.

Portugal não vai reclamar o tesouro
Um tesouro avaliado em 500 milhões de euros resgatado do fundo do mar, em 2007, em plena costa marítima portuguesa, está a ser alvo de uma dura disputa judicial nos Estados Unidos. Na semana passada, mais um recurso da empresa de achados marítimos Odyssey Marine Explorer deu entrada no Supremo Tribunal de Atlanta para invalidar uma decisão do Tribunal de Tampa, Florida, que declarava que a fortuna em moedas de ouro e prata - terá sido encontrada a 21 milhas da costa algarvia na Zona Económica Exclusiva (ZEE), em frente ao cabo de Santa Maria, Faro - devia ser entregue à Coroa Espanhola.

O caso arrasta-se na justiça norte--americana desde Maio de 2008. O achado terá sido em Maio de 2007, quando a empresa Odyssey fretou um avião e voou de Gibraltar para os EUA com 500 mil moedas em ouro e prata, lingotes de cobre e estanho, caixas de ouro... um total de 17 toneladas da nau Nuestra Señora de Las Mercedes.

O arqueólogo subaquático Alexandre Monteiro, da Universidade Nova, tem acompanhado com atenção este caso. Recorda ao DN que o trabalho da Odissey Explorer remonta a 2005, quando a empresa firma um contrato com o Reino Unido para encontrar o navio HMS Sussex naufragado em 1694 perto de Gibraltar. "Fizeram na altura várias incursões em Cádis", explica o arqueólogo. Contudo, o explorador Greg Stemm, da Odyssey, já estaria na perseguição dos destroços do Nuestra Señora de Las Mercedes. "Havia muita documentação acerca da localização do navio afundado, e era tentador para este tipo de empresas procurá-lo", diz o arqueólogo.

Também Filipe Castro, arqueólogo subaquático que se encontra na Universidade do Texas, conhece bem a história no navio espanhol.

"A empresa Odyssey recuperou a carga de um navio que tudo indica ser a Nuestra Señora de las Mercedes . Este navio espanhol foi afundado ao largo da costa portuguesa no início do século XIX durante um acto de pirataria da armada inglesa", explica Filipe Castro. O arqueólogo da universidade texana considera que "Espanha parece ter demonstrado em tribunal que o salvamento desta carga era ilegal e o processo está em vias de ser decidido, a favor da Espanha, que já ganhou dois processos em tribunais americanos contra caçadores de tesouros [os dos navios Juno e Galga]. Creio que a única coisa pendente neste processo é um último apelo, que toda a gente crê que vai ser resolvido contra a Odyssey", considera Filipe Castro.

Em Dezembro do ano passado, o juiz Steven Merryday decidiu (entretanto a Odyssey meteu recurso da decisão) que "a inevitável verdade é que o Nuestra Señora de las Mercedes é um navio da Marinha espanhola e que os destroços deste navio de guerra, toda a carga e também vestígios humanos que existam são património natural e legal de Espanha".

Os tribunais norte-americanos por onde esse caso tem passado tiveram contacto com várias localizações do achado. Numa primeira fase, a Odyssey disse que o tesouro estava a bordo do navio Black Swan e que tinha sido resgatado das profundezas ao largo de Gibraltar em águas internacionais. Depois, que o salvamento das peças tinha sido ao largo de Gibraltar, também em águas internacionais. Por seu lado, os advogados da Coroa Espanhola argumentaram que o tesouro tinha sido resgatado em águas territoriais espanholas num zona em Gibraltar onde estão vários navios submersos. "Segundo a lei do Almirantado, se o achado for em águas internacionais poderá pertencer a quem o encontra", explica o arqueólogo Alexandre Monteiro. Por outro lado, tratando--se de um navio de guerra, há a considerar o Estado de Bandeira da embarcação. "Neste caso pertence a Espanha", adianta o arqueólogo.

Portugal entra no jogo espanhol com um primeiro e-mail que partiu da Embaixada de Portugal em Madrid, a 21 de Junho de 2007 - um mês após Greg Stemm ter mostrado à imprensa, na Florida, o fabuloso tesouro que posteriormente, em tribunal, disse ter encontrado "algures" no oceano Atlântico nos destroços do navio Black Swan.

No e-mail do gabinete do embaixador Moraes Cabral, a que o DN teve acesso, pede-se ao então secretário de Estado da Defesa para ajudar Espanha nas buscas do Nuestra Señora de Las Mercedes.

Com a classificação de "Urgente e Reservado" e com o explícito pedido para que a mensagem não fosse "oficializada": "Espanha manifestou desejo de verificar, 26 quilómetros a sul do cabo de Santa Maria (Faro) em ZEE, com um barco da Marinha... se algo foi remexido no local onde estará um galeão espanhol que, segundo aqueles, terá sido "pirateado" por uma empresa privada Odyssey... Espanha propõe fazer a coisa com a presença de oficiais portugueses a bordo".

Segundo o DN apurou, a Marinha ordenou que dois oficias portugueses subissem a bordo de um navio da armada espanhola para as respectivas buscas ao largo de Faro com um Rove (pequeno submergível comandado a partir da superfície). Com os dados colhidos na operação, designada como de "carácter científico", a localização oficial do achado passa a ser em águas territoriais portuguesas. Portugal passa então a ser referido nos tribunais da Florida como o local do afundamento do Nuestra Señora de las Mercedes.

Portugal passa então, no plano teórico, como Estado costeiro onde se encontra naufragado o navio espanhol, a ter direito a parte do achado. Fonte diplomática contactada pelo DN descarta a hipótese. "Ficaríamos muito mal no retrato. Daria a ideia de que estamos com um comportamento idêntico aos dos caçadores de tesouros.

Não devemos ter essa postura." Oficialmente para o Ministério dos Negócios Estrangeiros "Portugal assinou a Convenção de Genebra no que se refere a achados arqueológicas. O que for encontrado submerso em Portugal e que seja espanhol será entregue ao seu país de bandeira e vice-versa. É um acordo internacional que assinámos e que respeitamos".

O tesouro que está a ser disputado judicialmente tem também como reclamante o Peru (local de onde proviria o ouro e a prata). Em relação a este pedido, não se registou nenhuma audiência nos EUA.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1714531 (19/11/2010)

Tribunal alemão julga primeiro caso de pirataria em quase 400 anos

Mais de sete meses após ataque ao navio de bandeira alemã Taipan, começa em Hamburgo o julgamento de dez somalis acusados de pirataria. Direito internacional determina que, no navio atacado, vale a lei do país de origem.

Somalis suspeitos de pirataria sendo presos pela Marinha alemã em março de 2009

Dez réus da Somália acusados de pirataria estão sendo julgados por um tribunal regional de Hamburgo a partir desta segunda-feira (22/11). Um dia após a Páscoa deste ano, os piratas interceptaram a embarcação alemã Taipan, que transportava contêineres em alto-mar, na altura do litoral da Somália.

Quatro horas após o assalto, a Marinha holandesa libertou o navio, prendendo os supostos piratas e entregando-os às autoridades alemãs. Após um tribunal de Hamburgo ter emitido ordem de prisão contra os criminosos, inicia-se agora na cidade hanseática o primeiro processo judicial de pirataria realizado na Alemanha em quase quatro séculos.

Pirataria, uma complexa questão jurídica
Nos últimos anos, a pirataria voltou a se tornar um problema internacional. Embora esse tipo de crime estivesse quase extinto, ele ainda constava do direito internacional, tendo bases processuais e penais bem claras.

Como o navio da companhia de navegação Komrowski circulava sob bandeira alemã na altura do litoral somali, o que impera a bordo são as leis e o direito penal da Alemanha. Segundo o parágrafo 10 do Código Penal alemão, a autoridade de julgar crimes a bordo compete ao tribunal que tem jurisdição sobre o porto de origem do navio em questão. No caso do Taipan, o porto originário era Hamburgo.

A extradição dos supostos piratas somalis para a Alemanha, por sua vez, se respalda nas determinações da missão europeia Atalanta e na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, também ratificada pela Alemanha.

Apesar de se sustentar no direito internacional, a punição do crime de pirataria segue o direito nacional, explica Uwe Jenisch, professor de direito marítimo da Universidade de Kiel: "A pirataria em alto-mar é passível de punição segundo as regras do direito alemão. As penas costumam ser de cinco anos de prisão para crimes medianos, mas em casos de homicídio ou de sequestro, a sentença nunca é inferior a dez anos", explica o jurista.

Punição de piratas não é fácil
Os réus do tribunal de Hamburgo podem ser condenados a 15 anos de prisão. Mas isso só é possível porque o direito penal alemão prevê como crime qualquer "ataque contra o tráfego marítimo", ou seja, a pirataria. Isso não é uma obviedade em nível internacional. Países como a Dinamarca e o Canadá, por exemplo, não reconhecem juridicamente o crime da pirataria em alto-mar, diz Jenisch.

Mesmo prevendo esse tipo de criminalidade, o direito alemão impõe critérios rigorosos para que casos de pirataria sejam levados a julgamento. Em primeiro lugar, é necessário confirmar a identidade e a idade dos supostos criminosos. Quem alegar ser menor de 18 anos só poderá ser julgado de acordo com o direito penal juvenil, que prevê penas mais brandas.

A validade das provas jurídicas também pode causar dificuldades à Promotoria. Mesmo que os criminosos portassem armas no momento em que foram dominados, como prova são requeridas impressões digitais nas armas.

Piratas raramente são julgados na Alemanha. Em geral, eles são levados a tribunal em países com os quais a Alemanha tem acordos judiciais, como o Quênia e a Tanzânia.

Instrumentos internacionais de perseguição à pirataria
Neste ano se registraram em todo o mundo 196 casos de pirataria, o que representa um retrocesso de 20% em relação ao ano passado, segundo aponta o mais recente relatório da polícia federal marítima da Alemanha.

No entanto, para a Associação Alemã de Direito Internacional Marítimo, isso não deve ser motivo de despreocupação. Afinal, no último ano, mais de mil marinheiros se tornaram reféns de piratas, uma situação sem precedentes até então. Os assaltos contra navios vêm aumentando sobretudo nas águas da Indonésia e ao sul da China.

Recrutas somalis treinados por forças da UE para operações antipirataria

Em Hamburgo também se localiza a sede do Tribunal Internacional de Direito do Mar das Nações Unidas, responsável por regulamentar disputas entre Estados, mas também entre pessoas, como capitães, por exemplo.

No entanto, os processos jurídicos não representam uma solução duradoura para o problema da pirataria, constata Mahmed Garani Kadham, da agência de notícias Irin, um serviço do escritório das Nações Unidas para coordenação de assuntos humanitários. "Não adianta lutar contra os piratas. Para cortar o mal pela raiz, é necessário solucionar os problemas nos países [de onde eles vêm]", argumenta.

Atalanta aumenta esfera de ação
Mesmo assim, o fenômeno da pirataria no litoral da África não deixa de mobilizar a comunidade internacional. As Nações Unidas promulgaram uma série de resoluções, com base nas quais a União Europeia (UE) criou a Força Naval Europeia para a Somália (EU Navfor), incumbida da operação Atalanta. Sua meta é proteger o tráfego naval internacional de ataques piratas nessa região e entregar criminosos eventualmente capturados às autoridades penais competentes.

A operação Atalanta reúne 1.800 militares da Marinha, navios de guerra e helicópteros provindos de oito países da UE e também da Noruega, Croácia, Montenegro e Ucrânia.

A ação militar conjunta visa proteger a navegação comercial e os carregamentos do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas nos mares do Chifre da África e nas regiões adjacentes ao Oceano Índico – uma área que corresponde à extensão do Mar Mediterrâneo.

Até julho de 2010, as unidades da marinha submetidas à Atalanta escoltaram 75 carregamentos de produtos alimentícios do programa da ONU, garantindo que 415 mil toneladas chegassem ao destino previsto. A frota militar internacional também protege transportes militares e fornece indicações de segurança a navios comerciais, podendo também escoltá-los.

Além disso, os navios de guerra da EU Navfor podem deter embarcações suspeitas, se preciso até com uso de violência, a fim de revistá-las, prender possíveis piratas e extraditá-los às autoridades competentes de algum país da União Europeia ou do Quênia.

De acordo com os órgãos internacionais de controle marítimo, mais da metade dos ataques piratas são liderados por somalis.

Pode ser que a diminuição dos casos de pirataria nos primeiros meses de 2010 se deva à presença militar internacional ou a uma mudança de estratégia dos piratas, que parecem estar se deslocando para áreas mais distantes do Oceano Índico.

Paralelamente, a área de alcance da operação Atalanta – cujos custos anuais chegam a 8 milhões de euros – também foi ampliada de 3,5 milhões para 5 milhões de quilômetros quadrados.

Autores: Wolfgang Dick / Daniel Scheschkewitz (sl)
Revisão: Carlos Albuquerque

Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,6253248,00.html (22/11/2010)

Navio espanhol se escapa de ataque pirata

Madrid (Espanha) - Um navio espanhol de pesca, "thonier Campolibre Alai ", escapou-se de uma tentativa de assalto por presumiveis piratas no oceano índico, anunciou hoje (segunda-feira) a AFP.

"Dois navios tentaram aproximar-se quando a equipa de segurança privada que se encontrava a bordo abriu fogo no ar para os amedrontar", explicou a AFP um porta-voz da empresa de pesca Echebastar, com sede em Bermeo, País Basco (norte).

A fonte não adiantou mais detalhes sobre a ocorrência que não registou vítimas.

Em Maio passado, o mesmo navio escapou-se de uma tentativa de assalto, no largo de Madagáscar, próximo da ilha francesa de Mayotte.

Desde ano passado, os barcos espanhois são protegidos por segurança privada que usa armas de guerra.

Esta decisão foi tomada depois de 36 membros da tripulação de um navio espanhol terem sido feitos reféns, em 2009, na costa da Somália, cuja a libertação ficou estimada em quatro milhões de dólares.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2010/10/47/Navio-espanhol-escapa-ataque-pirata,23073470-aedf-4f0a-918d-2ab954eb66c1.html (22/11/2010)

China envia navio para combater piratas no Oceano Índico

Um navio da marinha chinesa chegará ao norte do Oceano Índico no sábado para proteger um barco chinês atacado por piratas, informou nesta sexta-feira o diretor do Centro de Busca e Resgate Marítimos da China, Zhai Jiugang.

O Lecong, da companhia COSCO Shipping, com 26 tripulantes a bordo, conseguiu repelir um ataque de piratas, disse Zhai.

O centro recebeu um pedido por socorro às 21h30 da quinta-feira, afirmou Zhai. Em quinze minutos, o órgão mobilizou um navio militar que estava em serviço no Golfo de Áden. Os dois navios devem se encontrar às 10h20 de sábado.

Um marinheiro do Lecong foi ferido durante o confronto, acrescentou o diretor do centro, advertindo que os navios devem dar mais atenção à segurança, em vista dos frequentes ataques de piratas na região recentemente.

Fonte: http://portuguese.cri.cn/561/2010/11/19/1s128911.htm (19/11/2010)

Mar em alerta amarelo

Por Joaquim Magalhães de Castro

Durante o fim-de-semana as vagas aumentaram consideravelmente. Sente-se agora, e bem, o baloiçar da proa para a ré, o ranger das madeiras e o adornar da barca para bombordo, o que nos obriga a caminhar com mais cuidado e a meter a mão às cordas que encontramos pela frente.

Devido a esta forte ondulação, ontem à tarde não houve jogo de futebol de convés, mas hoje o torneio do Índico retoma o seu rumo com os Capa-Pichotas a medir forças com os Barrigudos.

Forte ondulação é sinal de enjoo. Que o diga o fotógrafo de bordo Guta de Carvalho que tomou o pequeno-almoço e logo o vomitou. Não teve outra alternativa se não passar o resto do dia sem comer. No que me diz respeito, apenas sinto um vazio na cabeça, como se tivesse uma forte quebra de tensão arterial, e uma grande sonolência, sintomas normais em condições de navegação como esta e que consigo quebrar com algumas simples buchas entre as refeições.

Olho o correr das vagas a partir da vigia da câmara dos cadetes femininos, onde eu e o Guta estamos alojados, em dois beliches junto aos chuveiros e às caixas com folhetos informativos do Turismo e da Marinha, o que resta do material promocional, e constato que agora as ondas batem no vidro com alguma violência.

No altifalante ouve-se a chamada para o primeiro exercício do dia. “Exercício, exercício, exercício. Embarcação suspeita a quatro mil jardas. Alerta vermelho.” Num instante posicionam-se à ré do tombadilho os oito fuzileiros que asseguram a defesa de Sagres em caso de ataque pirata, com o apoio de um pequeno grupo de marinheiros preparados para o efeito. Têm os seus nomes escritos numa fita adesiva branca colada em torno do capacete verde. Nomes como Dantas, Mendonça, ou então nomes de guerra como Rabbit, Coruja ou Falcão.

Findo o exercício, o primeiro-tenente Melo de Melo, sempre solícito, conduz-me à cabina de comando e volta a mostrar-me o mapa com a rota da viagem. No monitor estão desenhadas as curvas com a indicação da profundidade das águas nesta zona. Umas indicam três e quatro mil metros, outras não chegam aos mil metros. Enfim, buracos marinhos que não passam de montanhas viradas do avesso.

Num visor ao lado vem indicada a rota inicialmente traçada, a velocidade em nós e a previsão de chegada. Segundo essas coordenadas, e se seguirmos a velocidade actual, entraremos no canal de Suez a 31 de Novembro. Mas não é essa a intenção. Está programado aportarmos a Alexandria a 6 de Dezembro próximo, daí que se preveja um abrandamento da velocidade.

“Navegamos com uns quatro dias de avanço”, informa o tenente Melo. Os indicadores dos radares, da vante e da ré, ocupam um círculo azul com um traço vermelho que sai de um amontoado de pontos amarelos. Dentro desse círculo, outros pontos minúsculos acendem-se e apagam-se, fazendo lembrar as estrelas numa daquelas representações do globo celeste.

“Acabámos de ser informados que mais um navio foi atacado por piratas, e não foi muito longe daqui”, diz. E para realçar o que acaba de dizer, passa-me para as mãos um caderno plastificado com algumas fotos a preto e branco de diversas embarcações. “São os barcos dos piratas já identificados. Trazem a bordo ou a reboque os botes rápidos utilizados nos actos de pirataria.” No verso dos cartões estão o nome do barco, as suas características, os seus proprietários (quando conhecidos) e a origem, pois trata-se de barcos furtados. Pelo que vejo, há que estar particularmente atentos às embarcações repletas de bidões e a todos os barcos de pesca, mesmo aqueles com aspecto inofensivo.

Os métodos utilizados pelos piratas de hoje são o da abordagem pura e dura, com ganchos e cordas, como se fazia antigamente. A diferença está nas armas que utilizam e o seu poder destrutivo.

“Eles que venham, que nós cá os esperamos”, atira o sargento X, o único snipper a bordo da Sagres, membro do Destacamento de Acções Especiais (DAE). Empunhando uma sofisticada espingarda de assalto HK 36, equipado a rigor, camuflado, capacete, joelheiras, binóculos, óculos de visão nocturna, colete à prova de bala, pistola semi-automática Glock à cintura, mantém a guarda no corredor de acesso ao tombadilho. Atrás dele está o seu colega, o cabo Y, o outro DAE a bordo.

Para mim, estes seres musculados remetem-me para os filmes do Arnold Schwarzenegger. Mas isto não é cinema. Sinto que, caso seja necessário, eles não hesitarão um segundo. “Em situações de emergência, não pensamos, agimos. São eles ou nós”, atira o sargento X.

E a verdade é que, há que admiti-lo, todos nos sentimos mais seguros com a sua presença a bordo.

Fonte: http://pontofinalmacau.wordpress.com/2010/11/22/mar-em-alerta-amarelo/ (22/11/2010)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Apesar do risco, dinheiro de pirataria atrai mais somalis

De acordo com organização especializada, piratas somalis mantêm, atualmente, mais de 25 navios estrangeiros com 550 reféns

The New York Times

Piratas somalis suspeitos em julgamento em corte de Mombasa, no Quênia (22/10/2010)

A época das monções terminou. O Oceano Índico está calmo novamente. E para os piratas da Somália isso significa apenas uma coisa: a época mais agitada do ano começou.

De acordo com a Ecoterra International, uma organização com escritórios na África Oriental que acompanha a pirataria na Somália, piratas mantêm, atualmente, mais de 25 navios estrangeiros e 500 pessoas como reféns.

Alguns dos navios foram sequestrados a centenas de milhas da costa, mais perto da Índia do que da África. As tripulações são frequentemente detidas por homens armados durante meses, enquanto as negociações do resgate acontecem. Os resgates estão ficando maiores, atraindo cada vez mais jovens da economia arruinada da Somália – o país não tem um governo operante há quase 20 anos - para o negócio da pirataria.
Na semana passada, um bando de piratas recebeu um resgate recorde – cerca de US$ 10 milhões – por um superpetroleiro da Coreia do Sul, o Samho Dream. O navio havia sido sequestrado em abril e ficou ancorado por meses fora da cidade de Hobyo, no centro da Somália, à vista da praia.

O resgate foi prontamente dividido entre dezenas de jovens homens, cada um recebeu US$150 mil. Mas muitos dos piratas nunca viram o dinheiro porque tinham recebido adiantamentos de seus patrões e tinham que pagar as despesas, disse um pirata da área de Hobyo. "Durante os seis meses que o navio esteve aqui, eles gastaram muito em qat (um estimulante local), mulheres e bebidas", disse o pirata, que pediu para não ser identificado. "Muitos voltaram para casa com US$ 20 mil".

Alguns dos maiores chefes piratas da Somália têm construído miniexércitos com os milhões que recebem em resgates - acredita-se que a maior parte do dinheiro do Samho Dream irá para a compra de mais armas.

Shabab
Ao mesmo tempo, o Shabab, grupo islâmico insurgente poderoso que promete fazer cumprir a lei islâmica na Somália, parece estar cada vez mais envolvido na pirataria. Os piratas navegavam recentemente em um iate sequestrado com três sul-africanos a bordo a caminho de Barawa, uma cidade costeira dominada pelo Shabab. Os piratas não seriam capazes de pôr os pés em Barawa, muito menos manter reféns lá, sem a cooperação do Shabab.

Guarda costeira do Iêmen patrulha a região do Golfo de Aden para prevenir mais ataques de piratas somalis na região

De acordo com oficiais navais europeus, os piratas desembarcaram ao largo da praia de Barawa na manhã de domingo e ordenaram que os reféns desembarcassem também. O capitão se recusou e foi deixado para trás no bote. Ele foi resgatado pouco depois por uma patrulha naval europeia que estava seguindo o iate. Acredita-se que os outros dois sul-africanos estão em Barawa.

Petroleiros
Os piratas somalis preferem navios maiores, especialmente os petroleiros, que costumam pagar melhor, embora ataquem oportunisticamente qualquer veleiro que cruze seu caminho. Um casal britânico, Paul e Rachel Chandler, tem sido mantido refém na Somália desde que piratas sequestraram seu iate em outubro de 2009, perto das Seychelles.

Mesmo depois de capturados, muitos piratas foram libertados. Na terça-feira, um tribunal queniano ordenou a libertação de nove suspeitos de pirataria, dizendo que o país não poderia processá-los por crimes cometidos fora do seu território, informou a Reuters.

Mas navios de guerra internacionais operam no mar tentando impedir novos ataques, muitas vezes com sucesso. Piratas somalis abriram fogo – aparentemente por engano – contra um navio de guerra espanhol em um ataque noturno mal feito, disseram autoridades marítimas na terça-feira.

De acordo com o tenente-coronel Per Klingvall, das Patrulha da Força Naval da União Europeia que cuida dos mares perto da Somália, piratas que navegam em um cargueiro japonês sequestrado dispararam contra uma fragata espanhola que escoltava um navio de abastecimento das forças de paz da União Africana no fim de semana.

O navio de guerra prontamente disparou tiros de aviso – optando por não afundar o navio dos piratas, devido à possibilidade de que houvesse reféns a bordo – e os piratas partiram, disse Klingvall. "A fragata é relativamente pequena e os piratas provavelmente pensaram que era um navio mercante", ele disse.

Por Jeffrey Gettleman

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/apesar+do+risco+dinheiro+de+pirataria+atrai+mais+somalis/n1237828609664.html (17/11/2010)

Piratas para Montar

Existe na internet, uma série de brinquedos em papel - alguns muito sofisticados - para recortar e montar. Basta salvar em seu computador, imprimir em papel 120 gramas e seguir as instruções...ou a intuição em alguns casos...

Esses que apresento hoje são fáceis de montar. Qualquer pirata maneta será capaz disso.

Para os interessados, aqui vão os links:

Pirata Bill DuMar
http://www.sairadesign.com.br/imagens/portfolio/outros/pirata_bill_dumar_sairadesign.pdf

Neat Beard the Pirate
http://www.macula.tv/downloads/papertoys/gallery/neatbeard/pirate_toy.pdf

El poder de la navegación española en "Las reglas del viento"

CULTURA. “Las reglas del viento. Cara y cruz de la armada española en el siglo XVI”, de Carlos Canales y Miguel Rey, narra las batallas, las anécdotas y los detalles de la armada española. La Linterna ha entrevista a uno de los autores.

¿Novela o ensayo? “Las reglas del viento. Cara y cruz de la armada española en el siglo XVI” (Edaf) se puede leer como un ensayo sobre historia de la navegación y de la marina española de ese período o como una novela de aventuras, entre conquistas, batallas y piratas.

Y es que, así lo parece leyendo su sinopsis: “Dueña y soberana del Océano Atlántico, la monarquía española se vio sometida al acoso de otras naciones europeas que se consideraban injustamente excluidas de las inmensas riquezas de las Indias. Piratas y corsarios, ingleses, franceses y holandeses, en ocasiones con el abierto apoyo de sus países, comenzaron a atacar las naves que regresaban de América cargadas de tesoros y las recién nacidas ciudades del Nuevo Continente. […] Desde el combate de las Terceras, hasta el desastre de Inglaterra, habrían de nacer ‘las reglas del viento’ que, desde entonces, se impondrían para hacer la guerra en el mar”.

El libro de Carlos Canales y Miguel Rey se convierte no sólo en una lectura fácil y agradable, sino también en un texto de consulta al contar con mapas, ilustraciones o esquemas, al tratar las distintas naves de mar que se empleaban entonces en nuestro país, como las carracas, las carabelas, los galeones o las galeras, al concretar los estandartes que ondeaban en las armadas, el armamento que llevaban e incorpora un pequeño diccionario de términos navales y unas breves biografías de los personajes más destacados.

Todo con detalle para hacer comprender la Historia de la Armada española en el periodo que va desde 1580, desde la guerra con Portugal, hasta la derrota de la Armada Invencible, en 1588. Como ha explicado en La Linterna uno de los autores, Carlos Canales, el tiempo elegido son sólo 8 años, pero son los “8 años de la culminación del poder español en el mundo. Fue el resultado de decenas y decenas de años de investigación”.

Los estudios realizados demuestran que “España no improvisaba”, que “descubrió que el poder se podía proyectar” basándose en “la proyección estratégica a largo plazo”, ha indicado Canales. Además, ha remarcado el escritor que “eran los mejores para construir naves nuevas”, pero “se ha distorsionado una realidad: nadie organizaba abordar un galeón español porque sabían que les iban a machacar”, ha destacado.

Fonte: http://www.cope.es/cultura/16-11-10--el-poder-de-la-navegacion-espanola-en--las-reglas-del-viento-223221-1 (16/11/2010)

Los verdaderos piratas del Caribe

El pirata El Olonés fue quizás tan famoso como el personaje Jack Sparrow de la serie cinematográfica Piratas de El Caribe, pero se le parecía poco. No era conocido por su simpatía sino más bien porque le abría el pecho a sus víctimas para arrancarles el corazón, lo mordía y luego lo escupía.

El Archivo General de Indias en Sevilla ha desempolvado la historia de los verdaderos y temibles piratas con mapas y testimonios originales.

"La imagen que ha llegado hasta nuestros días de los piratas los muestra como aventureros o incluso héroes. La literatura y el cine se han encargado de darles un halo casi romántico pero la realidad era muy diferente", le comenta a BBC Mundo uno de los guías de la exposición.

"Mare clausum (mar cerrado) Mare liberum (mar libre). La piratería en la América española" es el título de la exposición que reúne más de 170 piezas, entre documentos originales y maquetas, y que da la perspectiva de esa historia desde el punto de vista de España.

"El título hace alusión a las teorías que predominaban en Europa después del Descubrimiento de América. España apoyaba la teoría del mar cerrado, que le daba acceso exclusivo a las nuevas riquezas, mientras que países como Francia y Holanda apoyaban la de mar abierto que también querían un trozo del Nuevo Mundo", agrega.

Los primeros, los franceses
El primer caso de piratería documentado ocurrió en 1522 cuando el francés Jean Fleury interceptó la nave que transportaba los regalos de Moctezuma a Hernán Cortés.
No obstante, el propio Cristobal Colón había sido atacado antes cerca de las islas Azores cuando regresaba de su tercer viaje a América.

"Los primeros en actuar fueron los franceses. Los ingleses no aparecieron hasta finales del siglo XVI. Holandeses y daneses surgieron a partir del siglo XVII. Fueron tres siglos de constante presión al tráfico marítimo que mantenía España y de recurrentes asaltos a sus embarcaciones", señalan las curadoras de la exposición Falia González y Pilar Lázaro.

Las Indias eran un territorio inmenso que España no pudo poblar en su totalidad. Los piratas estaban conscientes de la debilidad y vulnerabilidad de sus puertos. El Archivo se detiene en la ciudad de Santa Marta, la más antigua de Colombia, que fue destrozada 20 veces en sólo cincuenta años.

Y es que las leyendas de dragones y monstruos que hasta entonces inundaban al océano Atlántico dieron paso a una fauna de personajes agrios y ambiciosos, tatuados o amputados por espadas y cañonazos: piratas, corsarios, bucaneros y filibusteros se dedicaban a atacar galeones pero había diferencias entre ellos.

De corsarios y filibusteros
Los corsarios eran piratas que asaltaban a los servicios de un país, sobre todo ingleses y holandeses. Por ello recibían una Patente de Corso que les autorizaba para actuar contra los enemigos de la Corona. El caso más famoso es el del inglés Francis Drake.

"Drake era considerado un héroe en su país, de hecho la reina Isabel I le nombró caballero. Fue además la segunda persona en darle la vuelta al mundo por el peligroso estrecho de Magallanes, después de (Juan Sebastián) Elcano", cuenta el guía.

"Esa proeza la consiguió gracias al piloto portugués Nuño da Silva, que conocía la zona y al que había capturado en un ataque", continúa.

Luego, en el propio Caribe, surgirían los Bucaneros. Su nombre viene de Bucán, un tipo de carne ahumada que conseguían con el ganado que robaban en las costas.

"Y finalmente los filibusteros (del inglés fly boat, velero rápido), considerados los más malvados. Eran una suma de todos. Se dedicaban al pillaje en mar o en tierra y se asentaban en la isla Tortuga, la isla de los piratas. En la actualidad son las islas Caimán", agrega el experto.

Allí formaron una cofradía con un código de honor. Uno de los delitos más graves era matar a un miembro de la hermandad. El castigo consistía en atar al asesino con su víctima y una roca y, lanzarlos al mar.

Los piratas españoles
Aunque la América española fue la más atacada por los piratas, también existieron piratas españoles que se ensañaron con navíos ingleses o portugueses como el caso de Benito Soto Aboal, el más sanguinario.

A Soto Aboal se le considera el último pirata del Atlántico. En 1823 trazó una estela de sangre desde que zarpó de Río de Janeiro en un barco portugués. Se amotinó y comenzó a abordar cuanto navío se le atravesaba, entre ellos un barco norteamericano que volvía de Calcuta.

En todos aplicaba la misma táctica: matar a toda la tripulación y hundir el barco.
Una estrategia parecida a la del francés El Olonés (Francois l'Olonnais), considerado el filibustero más malvado del Caribe. Tenía fama de aventurero, cruel y de atesorar muchas riquezas en las Antillas.

Además de torturar a sus prisioneros, escogía a alguno para sacarle el corazón y comérselo delante de los demás. Ese ritual cruzó el océano y hasta las selvas más profundas de América, y, en lo que hoy es Nicaragua, una tribu indígena lo reconoció.

"En el Archivo de Indias tenemos el testimonio de uno de los marinos que lo acompañaba. Allí relata que la tribu lo cortó en pedazos, lo asó y luego se lo comió".

Fonte: http://www.terra.com.pe/noticias/noticias/act2567351/verdaderos-piratas-caribe.html (25/10/2010)

Una de piratas

Los elementos naturales, la brújula o el astrolabio son instrumentos que ya no sirven como los únicos que se manejan a bordo de una moderna embarcación de abordaje

JOSÉ ANTONIO MASES
ESCRITOR

Todo ha cambiado para que todo siga igual. A los ladrones del mar aún los mueve en nuestros días el mismo propósito que el que tuvieron los malhechores que abordaban las naves de la antigüedad. Desde los navegantes costeros y los corsarios en alta mar, que se guiaban por la luz del día y la estrella polar, hasta el más sofisticado pirata de hoy, no se ha modificado más que la técnica de la navegación. Los elementos naturales, la brújula o el astrolabio son instrumentos que ya no sirven como los únicos que se manejan a bordo de una moderna embarcación de abordaje; ahora mandan los radares, los lanzacohetes RPG-7, los fusiles AK-47 o las ametralladoras PKM, entre otros sofisticados aparatos electrónicos. Y lo que prevalece, sobre todo, es la intención de robar, porque la codicia del hombre no ha dejado de ser la misma, aunque hayan transcurrido siglos.

Nada de parches en el ojo, nada de patas de palo, nada de banderas negras con la calavera y las tibias cruzadas, nada de garfios en la mano izquierda, nada de cimitarras colgando del cinturón; ni un loro sobre el hombro derecho; y, aunque tengamos que dar por bueno el aspecto mitológico de la aventura de Jasón y sus hombres, ni siquiera las elevadas miras que tuvieron los argonautas en busca del vellocino de oro se hallan en los piratas de hoy. Tampoco aparecen la mezcla de ferocidad y romanticismo que subyacían en las osadas aventuras del capitán Kidd, de los hermanos Barbarroja, del sanguinario Barbanegra -aquel que decía: «Dos personas saben dónde está mi tesoro: el diablo y yo»- o del atrabiliario Francis Drake, explorador, comerciante de esclavos, político, vicealmirante de la Real Marina Británica y a quien sus agradecidos compatriotas, como honroso colofón, le otorgaron el tratamiento honorífico de Sir. Nada de eso, en suma. Los sentimientos que mueven al pirata del siglo XXI hoy son el de la rapiña -como en los viejos tiempos en que los filibusteros infestaban el mar de las Antillas- y el del hambre, que viene a ser casi la exclusiva patente de corso de que se revisten los piratas somalíes que merodean las aguas del Índico.

Ignoro de qué mercancías trataban de apoderarse en sus incursiones por el Mediterráneo los piratas del siglo I antes de Cristo, aunque imagino lo que buscaban los bucaneros de los siglos XVII y XVIII, saqueadores de las posesiones españolas de Ultramar y protegidos por los ingleses. Y tengo una vaga idea de que el oro que abarrotaba las bodegas de los navíos españoles con frecuencia había sido allegado por medios ilícitos a manos de nuestros conquistadores, a cuya imagen de fieles soldados, patriotas y defensores de la doctrina cristiana se sigue uniendo la del adelantado ambicioso, sin escrúpulos, ávido de oro, mujeres y tierras.

La literatura y el cine se han inspirado muchas veces en el mundo de la piratería. Defoe y Stevenson, Sabatini y Salgari, entre otros muchos, han sabido introducirnos en fascinantes relatos más o menos verosímiles pero siempre sugestivos. Hasta el propio Cervantes -a quien nada humano le fue ajeno-, que vivió en propias carnes la experiencia del cautiverio, recurre a menudo a historias de piratas, y así hace en varios capítulos del 'Quijote', como cuando describe el lance del cautivo de los piratas turcos o la captura de un bajel berberisco, o cuando aborda un tema similar en dos de sus comedias, 'Los baños de Argel' y 'Los tratos de Argel'. También Lope recurre a las andanzas del corsario Drake, y poetas románticos, tan distantes y distintos entre sí como Byron y Espronceda, se inspiran en motivos de piratas.

Uno se acuerda de aquellas entretenidas películas de piratas a las que se asomaba la curiosidad de su juventud. Entre lances amorosos, tesoros escondidos y bellas damas -que en el siglo solían llamarse Paulette Godard, Olivia de Havilland o Maureen O'Hara-, el galán manejaba la espada con tal destreza que el malo sucumbía, el tesoro acababa no pocas veces en el fondo del mar y, naturalmente, el apuesto espadachín libertador y su gentil doncella propiciaban un 'The End' con el inveterado beso de amor.

A pesar de las diferencias citadas, en la vida real que hoy nos corresponde el desenlace de las incursiones piratas parece adolecer de un tinte más sombrío: aunque ya no hay espadachines, ni bellas aventureras recatadas y dispuestas a enamorarse, nos percatamos una vez más de que el hombre sigue asediando al hombre. En el preciso instante en que escribo esta glosa leo en un periódico digital que el atunero vasco 'Playa de Anzoras', que faenaba a 370 millas de la costa somalí, en aguas del océano Índico, ha repelido un ataque pirata. Una vez más. Y sin intrépidos galanes, sin damas enamoradizas, sin más romanticismos que los que puede haber en un montón de millones de dólares, esos que van a parar, siguiendo un sórdido encadenamiento, al bolsillo de los piratas que, como en el poblado somalí de Eyl, los invierten rápidamente en aparatos de nueva tecnología, en restaurantes para acomodar a los secuestrados, en la construcción de nuevas casas o en el acopio de hasta tres esposas. Y todo ello sin considerar el monto que se dedica al tráfico de drogas y a las gratificaciones que, según se cuenta, perciben, desde Londres y otros lugares, los aliados o compinches que orientan y apoyan a los sempiternos ladrones del mar.

Fonte: http://www.elcomerciodigital.com/prensa/20101115/opinionarticulos/piratas-20101115.html (15/11/2010)

Tribunais sem competência para julgar piratas

Nairobi - O Tribunal supremo do Quénia ordenou terça-feira em Nairobi, a todos os tribunais do país de cessar com todos os julgamentos de piratas detidos nas águas internacionais, sustentando que esse país da África do Leste não tem nenhuma competência sobre os crimes cometidos fora das suas fronteiras territoriais.

Segundo a AFP, que cita hoje (quarta-feira), o juiz Mohammed Ibrahim, do Tribunal supremo, os tribunais quenianos não têm nenhuma autoridade sobre os crimes cometidos fora do país, pois o código penal não tipifica esse tipo de crimes.

Explicou que o termo "águas internacionais", significa que o país não tem nenhuma competência nessa matéria.

Essa decisão da justiça queniana, infringe um duro golpe aos esforços de luta contra os casos de pirataria, que se manifestam em larga escala nas costas da África do Leste.

Por outro lado, as autoridades do Quénia deploram a incapacidade dos seu país de deter os piratas interceptados ao longo da costa somali.

A decisão do Tribunal supremo, sediado em Mombaça, significa que cerca de 43 piratas reconhecidos culpados poderão contestar a sua prisão.

De igual modo, um outro grupo de cerca de 123 presumíveis piratas continuam a aguardar pelos seus processos a distintos níveis dos tribunais quenianos, que possuem cerca de 900 mil dossiers em juízo.

Fonte: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2010/10/45/Tribunais-sem-competencia-para-julgar-piratas,25c2ac09-4588-49f6-8daa-c70f8f200f93.html (10/11/2010)

China e Japão em guerra pelo atum-branco

por ABEL COELHO DE MORAIS

China e Japão estão em confronto aberto em torno da exploração dos bancos de pesca no mar da China, junto de um arquipélago reivindicado por ambos os países: ilhas Diaoyu para Pequim, ilhas Senkaku para Tóquio.

Além dos recursos marinhos, em especial o atum-branco, muito apreciado na gastronomia dos dois países, China e Japão enfrentam-se na definição das respectivas zonas económicas exclusivas numa área que se estende do mar da China Oriental ao mar das Filipinas, rica em gás natural. Um exemplo claro dos conflitos do futuro: as guerras pelos recursos naturais escassos, como o peixe, a água potável, a terra arável.

"É aqui que está um dos maiores bancos de atum e outros peixes", comentava um pescador chinês depois do incidente de 7 de Setembro, em que um pesqueiro deste país foi aprisionado pela guarda-costeira japonesa, quando se encontrava numa área reivindicada por Pequim e Tóquio. "E vamos continuar a pescar lá", sublinhou o pescador, "porque é lá que há mais peixe".

O valor destes bancos de pesca levou ao aparecimento de "piratas do atum", pescadores clandestinos que capturam o peixe e o transferem para navios-frigoríficos algures no mar. Assim "lavado", o atum é comercializado como pesca legítima na China, Japão e Taiwan. Prática que se estende às costas Oriental e Ocidental de África e à região do Pacífico. Um número que não entra nas estatísticas oficiais, e que faria subir o valor total da pesca de atum no mundo. Este ronda, em média, mais de quatro milhões de toneladas por ano.

O essencial do conflito sino-nipónico é económico. E a "guerra" entre China e Japão passa também por argumentos histórico-jurídicos. Em termos gerais, se Tóquio detém, de facto, a soberania desde 1895, Pequim argumenta que, desde essa época, demonstrou interesse pelas ilhas e que estas lhe deviam ter sido entregues no final da II Guerra Mundial, como sucedeu com outros territórios nestes mares.

O objecto piscícola do conflito vale cerca de dez euros/quilo nos mercados chineses, o que o torna um dos mais caros à venda neste país. Apesar do preço, a sua popularidade é enorme. O que leva a frota chinesa a viajar até às costas oriental e ocidental de África para pescar nas águas territoriais de países que lhe concedem direitos de pesca.

"Há hoje uma batalha pelo peixe na Ásia oriental", refere um investigador citado pela AFP. Um fenómeno que se estende a todo o Pacífico Sul, região em que, no espaço de 25 anos, os bancos de pesca estarão esgotados, segundo um estudo do Secretariado da Comunidade do Pacífico.

Isto porque as frotas de pesca dos EUA, União Europeia e Ásia "estão a pilhar os bancos de atum no Pacífico", denunciou há poucos dias um responsável da Greenpeace. Uma "batalha" em que são comuns os incidentes entre barcos de pesca e entre estes e as marinhas de guerra. Os conflitos pelos recursos já estão presentes.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1712674&seccao=%C1sia (18/11/2010)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Robert Louis Stevenson

Nascido em Edimburgo em 1850, Robert Louis (originalmente, Lewis) Balfour Stevenson era filho de um próspero engenheiro civil. Seu pai desejava que ele seguisse sua profissão, porém a má saúde e a fraca disposição de seu filho significavam que teriam de decidir-se por uma carreira alternativa. Escolhendo o curso de Direito como um compromisso, Stevenson matriculou-se na Universidade de Edimburgo, porém sua crescente desilusão com a respeitabilidade presbiteriana da classe de seus pais conduziu a freqüentes discussões e ele distanciou-se da família, preferindo em vez disso levar uma vida boêmia. Sua fascinação pela vida do baixo mundo da cidade e pelos caracteres bizarros que nela encontrava forneceu um rico material para suas histórias posteriores. Em 1875, quando Stevenson completou seus estudos de Direito, já estava determinado a tornar-se um escritor profissional.

Quando ainda se encontrava no princípio da casa dos vinte anos, ele começou a sofrer de severos problemas respiratórios, que o clima escocês não fez nada para melhorar. Na tentativa de aliviar seus sintomas, ele passou grande parte de sua vida viajando para climas mais quentes; e foi enquanto vivia na França, em 1876, que conheceu sua futura esposa, Mrs. Fanny Osbourne, uma mulher dez anos mais velha do que ele. Em 1879, ele a seguiu até a Califórnia, viajando em um navio de imigrantes, e depois ambos se casaram, assim que o divórcio dela foi oficializado. As primeiras obras publicadas de Stevenson, Uma Viagem pelo interior (1878) e Viagens com um burro nas Cervennes (1879), baseadas em suas próprias aventuras, foram seguidas por um fluxo constante de artigos e ensaios.

Todavia, foi somente em 1883 que apareceu sua primeira obra de ficção extensa, A ilha do tesouro. Uma fase grave de doença, seguida por um período de descanso em Bournemouth, colocou Stevenson em contato com Henry James e os dois ficaram grandes amigos. O reconhecimento que Stevenson recebeu após a publicação de A ilha do tesouro cresceu com a publicação de O estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde (O médico e o monstro) e Raptado, em 1886. Em 1888, ele levou sua família para os Mares do Sul, novamente em busca de um clima que melhor se coadunasse com suas condições de saúde. Após estabelecer-se em Samoa, ganhou reputação como contador de histórias, especialmente entre os nativos. Morreu de uma hemorragia cerebral, enquanto trabalhava em sua obra-prima inacabada, Weir of Hermiston, em 1894.

A criação calvinista de Stevenson e sua constante luta contra a má saúde conduziram à sua preocupação com a morte e o lado mais escuro da natureza humana, como é revelado em seu trabalho. A despeito da afirmação de Stevenson de que “a ficção é para o homem adulto o que o brinquedo representa para a criança”, ele havia, no final de sua vida, dominado uma enorme variedade de tipos de ficção, desde os contos de aventuras históricas e romances de espadachins até as histórias de horror em estilo gótico.

Fonte: http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?TroncoID=805134&SecaoID=948848&SubsecaoID=0&Template=../livros/layout_autor.asp&AutorID=064809


A Ilha do Tesouro

A Ilha do Tesouro fixou o padrão da narrativa de aventuras para jovens, uma vez que tem como narrador um herói adolescente que conta a sua própria história. Na altura da sua publicação, esta era já uma prática comum nas revistas de aventuras para jovens. No entanto, é a qualidade da escrita e o apelo dos temas que fazem do livro de Stevenson um sucesso permanente a nível internacional. Jim Hawkins ajuda os pais na estalagem Admiral Benbow, numa parte da costa inglesa pouco frequentada. Um marinheiro velho e tirano, Billy Bones, vai para lá viver e aterroriza toda a gente.

O Dr. Livesey dá uma consulta ao pai de Jim que está gravemente doente, e enfrenta sozinho o rufia do marinheiro. Um dia, Jim é forçado a chamar o médico para consultar o seu ''amigo Bill''. Depois, o Bill tem um ataque de que recupera muito lentamente. Nesse mesmo dia, um cego, Pew, aparece na estalagem para convocar Bill para um encontro. Bill tem outro ataque e morre. Jim e sua mãe escapam a tempo do ataque dos piratas depois de vasculharem os bolsos de Bill. Na confusão que se segue, Pew morre. Uma das coisas que conseguiram tirar dos bolsos de Bill é um mapa completo de uma ilha com latitude e longitude e uma anotação " tesouro aqui". John Trelawney propõe desde logo que ele e o médico arranjem um navio e vão em busca do tesouro. Vai até Bristol onde compra um navio para a viagem, o Hispaniola. Depois chama Jim e contrata Long John Silver, o proprietário de um bar e antigo marinheiro que tem uma perna artificial. Cabe-lhe arranjar uma tripulação e fazer de cozinheiro e de agente dos seus interesses quando o navio iniciar a viagem. Algumas coisas têm um ar vagamente suspeito. O Capitão Alexander Smollett substituiu o Capitão Flint e opõe-se a quase tudo. A sua primeira ordem é guardar as armas e as munições em local a que a tripulação não tenha acesso. A viagem até à ilha dá-se sem incidentes. Mas, exactamente antes do desembarque, Jim sobe a uma barrica para ir buscar uma maçã e ouve o plano de Silver para fazerem um motim com os antigos membros da tripulação do Capitão Flint. Nesse momento a ilha fica à vista. Jim revela o seu segredo ao capitão. Este permite que a tripulação desembarque na manhã seguinte. Jim vai também para poder espiar. Já em terra, Silver mata dois dos marinheiros que recusaram juntar-se ao motim, agredindo-os com a sua perna-de-pau antes de os matar a tiro. Na tentativa de escapar, Jim acaba por encontrar um velho na ilha, Ben Gunn, chegado lá havia três anos. Ben Gunn orienta Jim até uma parte da ilha onde o capitão e a tripulação, em menor número, foram forçados a procurar refúgio. Na Hispaniola flutua agora a bandeira com a caveira e os ossos. Os que se mantêm leais conseguem aguentar o primeiro ataque, depois Jim junta-se-lhes. As suas provisões são escassas. Silver pede tréguas, oferecendo a liberdade em troca do mapa, mas o capitão ri-se desta proposta. Pouco depois, os piratas atacam de novo e em força, mas são repelidos a custo. O médico parte em busca de Ben Gunn e Jim decide fazer o mesmo. Depois de dar com o barco feito por Ben, rema até ao portal do Hispaniola e corta as amarras dos escaleres para retirar aos piratas meios de fuga. A ondulação acaba por destruir o barco de Ben. Jim regressa ao local onde estavam os seus amigos, mas os piratas já lá estavam e capturam-no. Os outros tripulantes tinham procurado refúgio na caverna de Ben Gunn. Quando Jim lhes conta que tomou o navio, os homens rejeitam a autoridade de Silver e planeiam matar Jim. Contudo, Silver consegue ganhar a sua confiança e evitar que matem Jim. Na manhã seguinte, chega o Dr Livesey e trata dos feridos e dos doentes - de acordo com o pacto que fizera com os piratas. Apesar de ser encorajado pelo médico a fugir, Jim recusa - tinha dado a sua palavra, não queria voltar atrás. Silver promete zelar pela vida de Jim e o médico promete fazer os possíveis para evitar o enforcamento do pirata. Benn confidencia a Livesey que, na altura em que chegou à ilha, tropeçou num tesouro e transportou-o para a sua caverna. Os piratas não abandonarão a ilha sem o tesouro. Inicialmente os sinais parecem bons: encontram um esqueleto que parece apontar para determinado local.

Quando chegam lá, verificam que está vazio. Receando retaliações, Silver dá uma arma a Jim e salva-lhe de novo a vida. O médico e a sua companhia conseguem matar dois piratas e dar fuga aos outros. O grupo de Trelawney regressa à caverna de Ben, recolhe o seu prémio e dirige-se para o navio com Long John Silver e Ben Gunn. Três dos revoltosos são abandonados na ilha. Durante a viagem de regresso, o Hispaniola pára brevemente nas Índias Ocidentais e Long John consegue escapar com um saco de moedas. Os outros chegam sãos e salvos a Bristol.

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/children-and-youth/1705921-ilha-tesouro/

Veja o primeiro pôster de Piratas do Caribe 4

By: Caio Arroyo

A Disney divuglou o primeiro teaser pôster de “Pirates of the Caribbean – On Stranger Tides”, quarto filme da franquia “Piratas do Caribe”. A imagem, bem simples, traz apenas uma caveira com o lenço usado pelo pirata Jack Sparrow (Johnny Depp).

Na trama, Jack Sparrow (Johnny Depp) reencontra com uma mulher do seu passado (Penélope Cruz), mas o pirata desconfia que não é amor quando ela o força a embarcar no Queen Anne’s Revenge, o navio do formidável pirata Barba Negra (Ian McShane). A partir daí, o capitão Sparrow se vê numa inesperada aventura em que não sabe a quem deve temer mais, Barba Negra ou a mulher do seu passado.

A história é baseada no livro “On Stranger Tides”, de Tim Power, que foi adaptada pelos roteiristas do primeiro filme, Ted Ellitot e Terry Rossio. A direção é de Rob Marshall (“Chicago”) e a estreia está marcada para 20 de maio de 2011.

Fonte: http://pipocamoderna.mtv.uol.com.br/?p=53540 (15/11/2010)

Dinheiro da pirataria atrai somalis após as monções

Com o fim da época das monções e a acalmia do Índico, os somalis voltam a olhar para o oceano como um mar de oportunidades. A necessidade de dinheiro continua a chamar piratas.

Segundo a Ecoterra International, uma organização internacional que trabalha na África Oriental, os piratas da Somália controlam neste momento mais de 25 embarcações estrangeiras e 500 pessoas.

O The New York Times adianta ainda que algum dos navios são aprisionados mais perto da Índia do que de África.

Na semana passada, o resgate de uma embarcação da Coreia do Sul (controlada desde Abril) rendeu aos africanos cerca de 10 milhões de dólares, um valor recorde.

Um pirata ouvido pelo diário norte-americano revela que a distribuição do dinheiro nem sempre é tão lucrativa quanto parece.

Alguns piratas ficam com apenas 20 mil dólares, depois de terem pedido adiantamentos aos seus chefes, para gastarem em mulheres, estimulantes e bebida.

Com os milhões recebidos em resgates, alguns desses chefes estão a construir verdadeiros exércitos, e a pirataria está a atrair cada vez mais o Shabab, o grupo radical que tenta impor a lei islâmica em toda a Somália.

Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=4030 (10/11/2010)

Liberan a pareja británica secuestrada por piratas somalíes

Paul y Rachel Chandler se veían tranquilos y sonrientes durante una pequeña ceremonia en la comunidad somalí de Adado después que fueran dejados en libertad

EL UNIVERSAL

Nairobi, Kenia.- Una pareja británica, secuestrada de su yate privado hace más de un año por piratas somalíes, recuperó el domingo su libertad, al término de una de las tomas de rehenes más prolongada y dramática desde que se desató la oleada de piratería frente a las costas de Africa oriental.

Paul y Rachel Chandler se veían tranquilos y sonrientes durante una pequeña ceremonia en la comunidad somalí de Adado después que fueran dejados en libertad por la mañana. "Estamos felices de estar con vida'', dijo por teléfono Rachel Chandler, indicó AP.

Los piratas abordaron el yate de Chandler, de 11,58 metros (28 pies) de eslora la noche del 23 de octubre de 2009 después que la pareja zarpara de la nación isleña de las Seychelles. La pareja, que ha estado casada durante casi tres décadas, había adelantado su jubilación hace casi cuatro años y pasaba temporadas de casi seis meses en la mar.

A pesar de la presencia de una flota internacional de buques de guerra y aviones, lo piratas merodean relativamente a sus anchas en el océano Indico, donde asaltan o capturan embarcaciones de turismo, así como naves pesqueras y grandes cargueros.

Los esfuerzos para lograr la libertad de la pareja por parte de la diáspora somalí, el débil gobierno de Mogadiscio y Gran Bretaña habían resultado infructuosos. La pareja se trasladó en avión de Adado a Mogadiscio y tras una breve escala continuó su viaje a la capital de Kenia.

"Estamos felices de estar con vida, de estar aquí, ansiamos ver a nuestra familia; y estamos muy contentos de encontrarnos entre somalíes decentes, personas ordinarias, de todas partes en el mundo que no son delincuentes, porque pasamos un año con criminales y eso no es agradable'', expresó Rachel Chandler en conferencia de prensa en Mogadiscio.

A pesar de la liberación de los Chandler, los piratas somalíes siguen reteniendo a unos 500 rehenes y más de 20 embarcaciones. Los piratas normalmente sólo liberan a los secuestrados tras el pago de rescates multimillonarios.

Había informes contradictorios de las autoridades somalíes sobre la liberación de los Chandler. Funcionarios dijeron que se pagó un rescate de 300.000 dólares para ``gastos'' o que la diáspora somalí contribuyó con un rescate de un millón de dólares.

Fonte: http://opinion.eluniversal.com/2010/11/14/int_ava_liberan-a-pareja-bri_14A4728097.shtml (14/11/2010)

Nuevo ataque pirata en Sinaloa; se llevan una tonelada de camarón

IRENE SÁNCHEZ, CORRESPONSAL
Periódico La Jornada

Mazatlán, Sin. 12 de noviembre. Un grupo de hombres armados interceptó el barco camaronero Olga Nayeli, cuando se localizaba cerca de las playas del poblado de Barrón, a unos 20 kilómetros de este puerto, y robó una tonelada del producto, informó Ricardo Michel Luna, dirigente de la Unión de Armadores del Litoral del Pacífico.

Detalló que la tripulación informó que cinco hombres llegaron en dos lanchas y los amenazaron para después saquear el camarón de tipo azul que habían capturado.
Los armadores presentaron una denuncia ante la capitanía de puerto y pidieron que se refuerce la vigilancia porque, lamentó, ni en el mar escapan de la violencia que vive la ciudad.

A más de un mes de que inició la temporada de captura de camarón en altamar se han registrado dos asaltos. El primer atraco fue el 14 de octubre y fue víctima el barco Don Rodo III, del cual se llevaron más de dos toneladas de producto.

Fonte: http://www.jornada.unam.mx/2010/11/13/index.php?section=politica&article=004n2pol (13/11/2010)

Piratas somalis sequestram navio com chineses a bordo

AE - Agência Estado

Piratas somalis sequestraram um navio de carga com 29 marinheiros chineses a bordo no Mar Árabe e disseram à Ningbo Hongyuan Ship Management, companhia proprietária da embarcação, que estavam levando o cargueiro em direção à Somália, afirmaram autoridades chinesas e a mídia estatal chinesa neste sábado.

O ataque ocorreu dois dias depois de outros 17 marinheiros chineses retornarem para suas casas após terem sido mantidos reféns por piratas somalis durante quatro meses.

O sequestro também destaca a expansão da pirataria para além do Golfo de Áden, uma área com um grande número de sequestros de navios e que agora é patrulhada por forças internacionais.

Um funcionário do Centro de Resgate da Marinha chinesa, chamado de Yang, disse que o navio Yuan Xiang, com bandeira do Panamá, foi atacado na noite de sexta-feira. As informações são da Associated Press.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,piratas-somalis-sequestram-navio-com-chineses-a-bordo,639386,0.htm (13/11/2010)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Cisne Negro

O Cisne Negro, 1942.

Filme considerado um dos clássicos do gênero sobre piratas. Capitão James (Tyrone Power) se vê entre o dilema de seguir seu amigo Henry Morgan - ex-pirata, agora Governador da Jamaica - e o amor de sua vida, a filha do Governador inglês, vivida pela atriz Maureen O'Hara.

Na verdade, até o meio do filme, a história soa meio indefinida, alternando entre dilêmas políticos envolvendo Espanha e Inglaterra e o perdão aos piratas; e um romance meio inverossimil entre Tyrone Power e Maureen O'Hara. Tipico filme sessão da tarde...

Do meio em diante, quando os protagonistas vão definitivamente para o mar, em viagem de assalto a Maracaibo, é que a história realmente fica envolvente. Neste momento, impera um tom mais dramático, incluindo uma ótima luta de espadas entre Power e um pirata "malvado".

Pode ser piração minha, mas as roupas usadas foram baseadas nas ilustrações de Howard Pyle.

Desnecessário dizer que os piratas maus morrem e que tudo acaba bem para os mocinhos, com um beijo apaixonado e um belo por do sol! Só no cinema mesmo...

Vale a pena conferir.

Piratas da Somália mantêm mais de 400 reféns

Conselho de Segurança da ONU discutiu medidas mais enérgicas contra criminosos
Informações da Organização Marítima Internacional mostram que os piratas que atuam na costa da Somália mantêm atualmente 438 reféns e 20 navios presos. O sequestro de embarcações no chamado Chifre da África e se tornou um dos principais problemas do comércio marítimo internacional e foi discutido nesta terça-feira (9) no Conselho de Segurança da ONU.


Falando em nome do secretário geral, Ban Ki-moon, o subsecretário de Assuntos Políticos da ONU, Lynn Pascoe, disse que “a pirataria é uma ameaça que está atropelando os esforços da comunidade internacional para contê-la”.

Nos últimos anos, o sequestro de navios que passam pelo movimentado golfo de Áden, que separa a África da Ásia, tem sido frequente.

A falta de fiscalização e atuação livre dos piratas dificulta ainda mais a situação. A Somália, um dos países mais miseráveis do mundo, é considerada um Estado falido. O governo não tem controle sobre a maior parte do território, deixando impune o sequestro de embarcações.


ONU diz que é preciso dar opções aos somalis
Pascoe disse que enquanto a pirataria for lucrativa para os criminosos, e não houver outras opções de renda para os cidadãos somalis, o golfo de Áden continuará sendo um local perigoso para as embarcações.

A falta de fiscalização no local já fez países como Estados Unidos e China deslocarem embarcações militares à área, na tentativa de diminuir a ação dos piratas.

A precariedade de segurança também faz aumentar o preço dos seguros dos navios, e muitos precisam organizar comboios para atravessar a área, além de contratar escoltas.

Os somalis também são vítimas da própria pirataria, segundo o relatório A Globalização do Crime: Uma Avaliação sobre a Ameaça do Crime Organizado Transnacional, lançado em junho deste ano pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.

O crime prejudica o fluxo dos navios de ajuda humanitária na região. Cerca de 43% da população da Somália depende desse tipo de iniciativa para comer, informa o relatório, e aproximadamente 95% da ajuda chega por mar.

Fonte: http://www.expressomt.com.br/noticiaBusca.asp?cod=101602&codDep=3 (10/11/2010)

Navio tunisino desviado no Golfe de Aden

Túnis, Tunísia (PANA) - O navio "Hannibal II" explorado pela empresa tunisina "GMT" e com pavilhão panamenho foi desviado na madrugada de quinta-feira por um grupo armado no Golfe de Aden, entre a Somália e o Iémen, soube-se de fonte oficial tunisina.

A embarcação que tinha a bordo 31 membros da tripulação dos quais 23 de nacionalidade tunisina, incluindo o capitão, foi atacada por "10 a 15 homens armados não identificados", segundo a mesma fonte.

Carregado de óleo vegetal, o navio vinha da Malásia e dirigia-se pra a Grécia. O ataque ocorreu durante uma breve paragem no Golfe de Aden quando os piratas armados forçaram a tripulação a seguir em direção às costas somalis.

O Golfe de Aden e o Oceano Índico são frequentemente teatro de operações de desvio de embarcações o que levou muitos países a enviar para a região destacamentos de guerra que, no entanto, não têm sido suficientes para controlar a situação na totalidade.

Em Junho de 2008, o Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou uma resolução que autoriza a perseguição dos piratas até ao território somali ou ao alto mar assim como a possibilidade de intervenção nas águas territoriais somalís utilizando "todos os meios necessários".

Fonte: http://www.panapress.com/freenewspor.asp?code=por015498&dte=11/11/2010 (11/11/2010)

Los «Piratas» tomaron Soutomaior


Soledad Antón

Por obra y gracia de Piratas, la nueva serie de Telecinco. Desde el pasado lunes, la joya patrimonial de los dominios políticos de Agustín Reguera y hosteleros de Ramos, está tomada por un amplio equipo de profesionales que trabajan a uno y otro lado de la cámara. La nómina de los que se ponen delante está capitaneada por Pilar Rubio, que se estrena así en la ficción televisiva. También están Óscar Jaenada, Silvia Abascal, Luis Zahera, Xenia Tostado, Octavi Pujades, Miguel Ortiz..., y César Santos. Este último no tiene frase (es uno de los extras), pero conoce de primera mano el mundo de los caballos. Y mejor que lo va a conocer a partir del sábado, que es cuando está previsto que le dé el sí quiero a Loli Pereira, responsable del picadero de Ponte Caldelas. Curiosamente, ella no monta. Más que nada porque hace dos siglos las mujeres no montaban.

Pero estos días, claro, no eran César ni Loli los más buscados, sino Pilar Rubio y Óscar Jaenada. Curiosamente, ni una ni otro tenían escenas, así es que el martes, día de esta visita, no aparecieron por el castillo. Los que sí lo hicieron fueron, entre otros, Silvia Abascal -«por qué no me llevaste contigo», me recriminó un compañero que babea por la actriz desde la adolescencia. «Porque no sabía siquiera si podría entrar yo», le mentí- y Octavi Pujades. En este caso la damnificada fue una compañera que sigue a este cirujano transmutado en actor desde que le vio en Al salir de clase. Ya llovió. Pese a lo tapaditos que iban los hombres y mujeres en el siglo XVIII (cabezas incluidas), y a que brilló el sol y los jardines del castillo eran todo un espectáculo, tuvieron que recurrir a las medias térmicas para que no les castañetearan los dientes mientras decían sus diálogos, sobre todo a primera hora de la mañana. «A las ocho y media, que fue cuando llegamos hacía frío, mucho frío», comentaron.

Piratas cuenta las aventuras de Álvaro Mondego (Jaenada), un noble venido a menos que, por circunstancias de la vida, se ve obligado a convertirse en pirata. Canalla, descarado, embaucador y con una pasión desmedida por las mujeres, se topa con la horma de su zapato, una sensual corsaria (Pilar) de armas tomar. Los ocho capítulos de los que consta la serie están siendo grabados prácticamente en su integridad en escenarios naturales, buena parte de ellos en Galicia. Seguro que Pedro Madruga, prototipo del caballero feudal, hubiera estado encantado de recibir en su casa a los corsarios y, llegado el caso, hasta de medir con ellos su espada. También lo estuvo Rafael Louzán, aunque aseguró desconocer a la protagonista Pilar Rubio. Ya sé que el equipo ha venido a trabajar, pero no deberían de perderse un recorrido por el impresionante jardín botánico, en el que puede contemplarse una de las más imponentes secuoyas de Europa (50 metros), un camelio secular, una majestuosa cryptomeria con cueva incluida, o unos helechos inventados por Carmen Salinero y su equipo. Pues eso.

Fonte: http://www.lavozdegalicia.es/pontevedra/2010/10/28/0003_8811319.htm (27/10/2010)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Piratas y militares españoles se enfrentan a tiros en alta mar

El 'Infanta Cristina' aborta el secuestro de un barco tras 35 minutos de refriega con los asaltantes, que usaron 'escudos humanos'

Foto: El patrullero 'Infanta Cristina' realiza labores de escolta a un barco español. :: M. DE DEFENSA

En una escalada de la ofensiva sin precedentes, los piratas somalíes atacaron la noche del pasado sábado el buque español 'Infanta Cristina', que participa en la 'operación Atalanta' en aguas del océano Índico, desde otro barco secuestrado. El incidente se saldó sin heridos entre los 90 militares que forman parte de su tripulación, pese a que hubo un cruce de disparos y los piratas usaron como escudos humanos a los marineros del mercante panameño convertido en improvisado buque de abordaje, según la Fuerza Naval Europea.

El patrullero de la Armada se vio envuelto en la refriega después de recibir el aviso de que un grupo de piratas pretendían asaltar el buque mercante 'Petra I', encargado de transportar ayuda humanitaria para el Programa de Alimentos de la ONU en África. Los piratas usaron como plataforma el mercante 'Izumi', de bandera panameña y con 20 marineros filipinos a bordo, que mantienen secuestrado en alta mar desde el pasado 10 de octubre.

Para impedir el asalto, el patrullero se acercó rápidamente al 'Petra I' y se interpuso entre el buque gobernado por los piratas y un barco de la Misión Militar de la Unión Africana en Somalia (Amisom), que escoltaba el 'mercante humanitario'.

Entonces, los militares efectuaron disparos de aviso en las proximidades del 'Izumi' para persuadir a los piratas, pero estos respondieron la acometida con más disparos. Al ver que no desistían, el 'Infanta Cristina' abrió fuego directo contra el 'Izumi', a la vez que se identificaban por radio como un buque de guerra.
Huida

Tras 35 minutos de refriega, el 'Izumi' varió su rumbo y se dio a la fuga. El patrullero español desistió de interceptar el buque para no poner en riesgo la vida de los 20 tripulantes secuestrados, según explicó el Ministerio de Defensa. El buque español comunicó el incidente a los barcos de la zona y advirtió de la presencia de piratas a bordo del 'Izumi'. De forma posterior continuó sus labores de escolta al 'Petra I' con rumbo a Mombasa (Kenia).

El patrullero 'Infanta Cristina' llegó a la operación militar a principios de agosto en sustitución de la fragata 'Victoria' y tiene previsto concluir su misión en diciembre. Forma parte de la Fuerza de Protección Operativa de seguridad de la Infantería de Marina junto al buque de asalto anfibio 'Galicia'. Su cometido es proteger a la veintena de atuneros españoles que faenan en la zona, dar protección a los buques del programa mundial de alimentos de la ONU y controlar las costas piratas somalíes.

Precisamente, el 'Galicia' interceptó el pasado jueves dos esquifes con 11 piratas a bordo en aguas de Kenia y Tanzania. Tras los interrogatorio, y siguiendo las instrucciones de la operación militar, fueron puestos en libertad y regresaron a la costa somalí.

Fonte: http://www.eldiariomontanes.es/v/20101109/nacional/destacados/piratas-militares-espanoles-enfrentan-20101109.html (09/11/2010)

Otro atunero repele a tiros el segundo ataque en siete días

El 'Demiku' pudo evitar el abordaje tras efectuar disparos de intimidación a 120 millas de puerto

Otro atunero vasco tuvo que repeler a tiros el intento de abordaje de un grupo de piratas somalíes, en el que ha sido el segundo ataque contra un buque propiedad de una empresa vasca en apenas una semana, después del asalto fallido al 'Elai Alai' el pasado día 31. En esta ocasión, el barco acosado fue el 'Demiku', propiedad de la firma Echebastar -que también es dueña del 'Alakrana', secuestrado el pasado año por estas fechas-, un atunero con base en Bermeo y con 31 hombres a bordo, entre ellos algunos vascos y gallegos.

La secuencia de los hechos que ayer trasladó su capitán, Alfonso Mouco Martínez, es idéntica a la anteriores intentos de abordaje. Mientras estaban en ruta en busca del cardumen, el puente detectó dos embarcaciones piratas en dirección al atunero. «En ese momento cambiamos de rumbo, pero se siguieron acercando», explicó Mouco por vía telefónica. A la vista de que los esquifes pretendían dar alcance al buque, se activó a bordo el protocolo anti-piratas. La embarcación se encontraba en ese momento -las cinco de la tarde del viernes hora local, tres horas más en España- a 120 millas de puerto, al Suroeste de la isla de Mahe, en el archipiélago de las Seychelles. Es decir, a unas diez horas de navegación desde tierra, según precisó el propio capitán de la nave.

Rescate récord de 7 millones
Algunas fuentes situaron el ataque cerca de las islas Almirantes, pertenecientes a la República de Seychelles. Ello supone que se encontraba a más de 600 millas de distancia de las costas de Somalia, lo que prueba que los bandidos de este país están llevando cada vez más lejos su actividad pirata, animados por el buen tiempo y la mar en calma.

El 'Demiku' lleva a bordo tres guardias de seguridad que se colocaron inmediatamente en sus puestos y efectuaron ráfagas de advertencia al comprobar que los esquifes mantenían su intención de dar caza al atunero. Los piratas respondieron con fuego, pero no hubo que lamentar ningún daño personal ni desperfecto en el buque.

Tras «unos veinte minutos» de intercambio de disparos, los piratas desistieron y el 'Demiku' pudo poner mar de por medio con los motores a toda máquina hacia aguas más seguras.

De forma paralela al intento de captura del atunero vasco, ayer se conoció la liberación de dos cargueros que llevaban meses en manos de los delincuentes somalíes. En el caso del 'Samho Dream', un petrolero surcoreano secuestrado el 4 de abril, se sospecha que se ha podido llegar a pagar un rescate de 9,5 millones de dólares (6,7 millones de euros) por su liberación, el más alto del que se tiene constancia. El buque iba cargado con crudo por valor de 170 millones de dólares.

También se conoció la puesta en libertad del barco con bandera de Singapur 'Golden Blessing', con una tripulación de 19 ciudadanos chinos.

Fonte: http://www.elcorreo.com/alava/v/20101107/pvasco-espana/otro-atunero-repele-tiros-20101107.html (07/11/2010)

OBRA NARRA EL SAQUEO DE PANAMÁ LA VIEJA

La santa y el pirata

JULIO MONTES ESCALA

No cabe duda que John Steinbeck, ganador del premio Nobel de Literatura en 1962, es una de los autores más influyentes del siglo XX. Entre sus obras figuran Las uvas de la ira (1939), su libro cumbre que obtuvo el premio Pulitzer en 1940, que fue llevado al cine y en el cual aborda el tema de la gran depresión; La luna se ha puesto y la póstuma Los hechos del Rey Arturo y nobles caballeros.

Este autor estadounidense nació el 27 de febrero de 1902 en Salinas, California y trabajó como bracero y recolector de frutas. Estudió en la Universidad de Stamford y su muerte ocurrió el 20 de diciembre de 1968. Fue un escritor empeñado en darle dignidad a la población desposeída y oprimida.

Su primera novela fue La Taza de Oro, publicada en 1929 y cuyo personaje es Henry Morgan, en casi todas sus etapas, desde su sueño de ser un bucanero en el Nuevo Mundo, su consagración definitiva como el terror del mar Caribe, y sus últimos años de vida, ya sin el interés de ser ‘la mamá de Tarzán’ de los piratas.

La Taza de Oro no es otro sitio que la ciudad de Panamá, llamada así por toda la vastedad y riqueza que había en la primera urbe del Pacífico. Steinbeck muestra a un Morgan con interés por la lectura de Alejando, Jenofonte y César, con sus respectivas guerras, influenciado por James Flower, quien lo compró como esclavo y era dueño de la mejor biblioteca de las Indias –según cuenta la novela -.

La componen cinco capítulos poco densos, cargados de un rico lenguaje en imágenes y en cuya antesala, con excepción del I y V, se detallan datos históricos como la situación de España con relación al resto de los países que formaron parte de la conquista del Caribe y la aparición de figuras como el Olonés, Roche Brasiliano, Edward Mansvaeldt, entre otros que sembraron el terror en muchas poblaciones. Juan Pérez de Guzmán quien era gobernador de Panamá, es descrito como un tipo muy carismático y querido por su población.

Una de las partes de mayor turbulencia e intensidad, es donde se describe el ataque y cómo Morgan logró que este asalto fuera la causa común de muchos que llegaron de otros puntos para sumarse a ‘La Hermandad’, organización creada por Sir Henry. La obra es un juego muy atinado entre lo ocasional y lo ficticio, que el escritor presenta de una forma bastante nivelada, lo que pone al lector en sintonía total.

BELLEZA ULTRAMARINA
Pese a toda la riqueza de la ciudad de Panamá que describe, el ‘filón’ está en la verdadera intención de Morgan de llegar al istmo, luego de saquear Maracaibo, para conocer una mujer llamada ‘Santa Roja’ y cuyo verdadero nombre es la misteriosa Ysobel, la mujer más deseada por los hombres en el mar.

‘Santa Roja’ es la atracción del protagonista desde el momento que supo de su existencia y sobre quien se mencionan una serie de características, unas reales y otras sólo de humo. Pese a esto Ysobel no deja de sorprender a medida que pasan las páginas.

También recrea la forma de ser de lo mercaderes del Istmo, algo despreocupada y materialista, que, por encima de la vida y el alma, preferían las pertenencias.

En cuanto a la ciudad, la describe como algo apoteósico: ‘Panamá era hermosa y gran ciudad, una ciudad rica, tenía fuerza, llamada Taza de Oro con toda justicia. Ningún otro lugar bisoño del Nuevo Mundo podía comparársele en belleza ni riqueza’.

Si hay un rasgo de Henry Morgan que tiene mayor notoriedad es su frialdad hacia su tripulación, pese a ser un protagonista de la Tierra Caliente. Pero luego de mucho tiempo en el mar, decide entablar diálogos con un joven francés de gran agilidad de nombre ‘Cour de Gris’, con quien logra mucha comunicación y a la vez cierta competencia.

La historia trascurre en varios escenarios aparte de Panamá como Gales, Barbados, Jamaica e Isla Tortuga. Sus páginas permiten vivir la travesía en el emblemático río Chagres, con su fauna y flora, en un recorrido que toma unos nueve días. Esto sin dejar de mencionar el viaje a mula por los caminos que conectaban las dos partes del Istmo. John Steinbeck definió su obra como una ‘suma de elementos de la gente que depende de la tierra para poder vivir’.

UN INFAME MEMORABLE
La Taza de Oro, pese a que no tuvo una buena acogida por parte de la crítica, es importante para los panameños, debido a la marca dejada por Morgan en su paso por tierras istmeñas pues en la historia él llega a decir: ‘Al constructor de la catedral de Panamá ya lo han olvidado, pero a mi, que la quemé quizás me recuerden por unos cien años’.

Y porque siendo uno de los creadores cumbres del siglo pasado toma en cuenta al país, dando a entender su importancia entre las conocidas ‘Indias Occidentales’ para los intereses de aquel momento. Si hay algo curioso en esto es que el novelista no habla de su país, como es la tendencia de muchos escritores de naciones del primer mundo quienes se han referido en sus obras a sus regiones y sus personajes nacionales.

Es una novela histórica con datos biográficos y precisión periodística en algunos puntos. No cabe duda que Steinbeck hizo un buen trabajo de investigación que se observa en la similitud con lo registrado por Alexandre Olivier Exquemelin, quien relata con precisión cómo fue la ciudad de Panamá en aquellos años. Es una obra que debería estar entre las novelas escogidas para el curso de literatura e historia de las escuelas y las universidades del país.

Fonte: http://laestrella.com.pa/mensual/2010/10/17/contenido/290138.asp (17/10/2010)

Piratas somalis recebem resgate recorde

Navios da Coreia do Sul e de Singapura

Os piratas somalis receberam 12,3 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) em resgate para libertarem dois barcos que tinham capturado, anunciou ontem a BBC.

Um recorde de 9,5 milhões de dólares (6,7 milhões de euros) teria sido pago pelo petroleiro sul-coreano "Samho Dream", capturado em Abril no Índico, e cerca de 2,8 (1,9 milhões de euros) pelo cargueiro "Golden Blessing", registado em Singapura e com tripulação chinesa.

“Estamos a contar as notas. Depois deixamos o navio”, disse à Reuters um pirata que afirmou chamar-se Hussein e estar no petroleiro que ia do Iraque para os Estados Unidos.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/piratas-somalis-recebem-resgate-recorde_1464685 (06/11/2010)