sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Barco Pirata

Olá Galera,

Mais um pouco do andamento da construção do meu Barco Pirata Adventure. Estou com falta de tempo, e por este motivo, a construção está um pouco atrasada.

Seguem as imagens:

Alguns detalhes da parte interna, no convés.

O casco com a forração em madeira balsa. Esse é o "falso casco". Sobre ele virão ripas de madeira cedro. Mas antes tem que lixar muito bem!

Mais detalhes do convés.

Agora sim já com metade (parte esquerda) do casco coberto com tiras de cedro. Para mim, essa é uma das piores partes na confecção de barcos. Muita gente desiste ai...

Lembrando que, quem estiver interessado em adquirir um kit de montagem, favor entrar em contato com o Eduardo, da Artmanha:http://www.artimanha.com.br/Vendas/Kits_a_venda/Venda%20Adventure.htm

Flying Dutchman

Esse é provavelmente o mais famoso navio fantasma, popularizado pelo filme “Os Piratas do Caribe”. O “The Flying Dutchman” (em português, holandês voador) refere-se ao capitão do navio, e não o próprio navio. Vários navios ao redor do mundo são conhecidos como “The Flying Dutchman”, mas a história que segue é do original, localizado ao largo do Cabo da Boa Esperança. O capitão do navio, Hendrick Van Der Decken, estava viajando em torno do Cabo da Boa Esperança, sendo o destino final Amsterdam. Durante uma terrível tempestade, Van Der Decken se recusou a desviar o barco, apesar dos pedidos da tripulação. Monstruosas ondas arrebentavam o navio enquanto o capitão cantava canções obscenas, bebia cerveja e fumava cachimbo.

Finalmente, sem opções restantes, muitos dos tripulantes se amotinaram. O capitão despertou de seu estupor alcoólico e matou o líder do motim, atirando seu corpo ao mar. Acima dele, as nuvens se abriram e uma voz veio dos céus: “Você é um homem muito teimoso”, a que o capitão respondeu: “Eu nunca pedi uma viagem tranquila, eu nunca pedi nada, então caia fora antes que eu atire em você também”. Van Der Decken mirou o céu, mas a pistola explodiu em sua mão: “Você está condenado a navegar pelos oceanos pela eternidade, com uma tripulação fantasma de homens mortos, trazendo a morte a todos aqueles que avistarem seu navio espectral, e nunca conhecendo um momento de paz. Além disso, bílis será a sua bebida, e ferro quente sua carne”. Há muitos relatos de avistamentos do Flying Dutchman, muitas vezes por marinheiros reputados e experientes, incluindo o Príncipe George de Gales e seu irmão.

Tripulações registraram avistamentos do The Flying Dutchman ao largo da Península do Cabo. Ele também foi visto em Muizenberg, em 1939. Em um dia calmo, em 1941, uma multidão na praia de Glencairn viu um navio que parecia ativo, mas que desapareceu quando estava prestes a bater nas rochas. Para a maioria das pessoas que viu o Flying Dutchmann, isso provou ser um presságio terrível.

Fonte: http://hypescience.com/10-historias-assustadoras-de-navios-fantasmas/ (24/01/2011)

Capturan a piratas del salmón tras larga persecución

El grupo había asaltado el centro de cultivos Pangal de Aquachile en la zona de Melinka

Por más de 13 horas fueron perseguidos por los canales australes de las Regiones de Aysén y Los Lagos un grupo de los llamados "piratas del salmón", que la madrugada del domingo asaltaron un centro de cultivos, llevándose en el hecho una valiosa carga de salmones avaluado en alrededor de 50 millones de pesos.

Los ladrones huyeron por los canales hacia el sur de la Región de Aysén, y fueron seguidos en dos lanchas por los guardias de seguridad a la que se sumaron personal de la Armada y de la Brigada Investigadora de Robos (Biro) de la PDI de Puerto Montt.
En el camino, los piratas intentaron deshacerse del cargamento mientras huían en alta mar e incluso habrían disparado contra los persecutores, con escopetas hechizas, las que no fueron encontradas.

Fonte: http://www.diariollanquihue.cl/prontus4_nots/site/artic/20110124/pags/20110124143503.html (24/01/2011)

Piratas no Brasil

Vamos tentar colocar em discussão a questão da pirataria fluvial e marítima no Brasil
A Marinha brasileira declarou que no Brasil não há pirataria.


Realmente, segundo a definição da ONU no litoral brasileiro não ocorrem casos de pirataria. Nossos piratas, porém, estão nos rios da Amazônia, seqüestrando, assaltando e matando turistas e na Baía da Guanabara e no Porto de Santos invadindo navios que aguardam a hora de descarregar e assaltam os tripulantes.

Isso para não falar nos nossos contrabandistas “de plantão” que podem ser observados em suas atividades por quem estiver no lado do mar aberto na Ilha de Jorge Grego na Baía da Ilha Grande e que ao parar um grande navio logo se aproximam traineiras que “recebem a carga que não deve passar pela alfândega.

Nossos mares e nossos rios estão cheios de piratas modernos. É um absurdo que em um país como o nosso, com uma costa imensa, não exista uma Guarda-Marinha. É um absurdo que em plena cidade do Rio de janeiro, em um dos portos turísticos e comerciais mais movimentados do país, a Polícia Federal só disponha de lanchas visivelmente ultrapassadas tecnologicamente para combater os nossos piratas intra-portos.

Quem , em seu bom senso, se atreveria a navegar por certas áreas do Rio Paraguai, um dos caminhos mais usados por narcotraficantes e contrabandistas? Quem, em seu bom senso, se atreveria a navegar pelas águas da região norte da Amazônia , um dos caminhos mais usados pelos narcoterroristas das FARC ?

Dizer que no Brasil não há piratas, baseando-se apenas na definição internacional da ONU, é querer tapar o sol com a peneira. Ou investimos de verdade na segurança de nossos rios, de nosso litoral e de nossos portos ou logo os piratas ficarão atraídos pelo noticiário de seus ‘colegas’ somalis e começarão a atuar de forma mais vigorosa.

A PM carioca dispõe de um pessoal altamente especializado também nessa área de enfrentamento da criminalidade no litoral do Rio , mas carece de homens, de equipamentos mais modernos e mais possantes e , inevitavelmente, de bons salários.

O Brasil tem de entrar firme nesse combate à pirataria e o governo do Rio, se pretende ter um porto de acordo com os padrões internacionais, também precisa, em parceria com o governo federal, levar esta questão mais a sério.

Por Segadas Vianna
Jornalista, Cientista Político e Consultor Político, 50 anos, atua como consultor de campanhas eleitorais desde 1978 e além de colaborador de colunas políticas importantes, tem artigos publicados nos grandes jornais do Rio, como o caderno de Idéias do JB. "Edita o Blog Falando a Verdade!

(http://falandoaverdadecomsegadasvianna.wordpress.com) , voltado para a área de segurança pública"

Fonte: http://www.votebrasil.com/coluna/segadas-vianna/piratas-no-brasil (24/11/2008)

PIRATAS SOMALÍES SECUESTRAN UN BARCO CON TRIPULACIÓN RUSA Y U

Foto: Imagen: AFP / Roberto Schmidt

Un grupo de piratas somalíes capturaron un buque con ciudadanos de Rusia y Ucrania a bordo en el mar Arábigo, informó la Cancillería ucraniana.

La embarcación 'MV Beluga Nomination', bajo bandera de Antigua y Barbuda, fue capturada a unos 100 kilómetros de las islas Seychelles. Aparte de los rusos y ucranianos, entre los miembros de la tripulación de 12 marineros también hay ciudadanos de Polonia y Filipinas. Por el momento se desconoce la cantidad exacta de rusos y ucranianos que viajan a bordo.

Antes, el 1 de enero, los piratas habían secuestrado un barco argelino, también con algunos marineros de Ucrania. Según los datos de las fuerzas navales de la UE en aguas de Somalia, a fecha de 1 de enero, los piratas mantenían capturados a 654 marineros y 28 buques. Los secuestradores habitualmente piden grandes rescates a cambio de la liberación de sus rehenes.

Recordamos que el viernes pasado la Marina de Corea del Sur abordó un carguero surcoreano secuestrado por piratas somalíes en aguas del mar Arábigo el 15 de enero y rescató a 21 marineros. Ocho de los secuestradores resultaron muertos durante el operativo y otros cinco fueron detenidos.

Fonte: http://actualidad.rt.com/actualidad/internacional/issue_19730.html (25/01/2011)

Marinha da Coreia do Sul liberta tripulantes de navio e mata 8 piratas

Marinheiros de tropa de elite da Coreia do Sul se posicionam durante operação para resgatar tripulação do barco Samho Jewelry, no Mar da Arábia, nesta sexta-feira (21). (Foto: Reuters)

Ação no Mar da Arábia terminou com prisão de cinco somalis.

Tripulação, de 21 pessoas, estava em cativeiro havia uma semana.


Do G1, com agências internacionais

Militares de uma tropa de elite da Marinha da Coreia do Sul invadiram nesta sexta-feira (21) um navio cargueiro sul-coreano que havia sido sequestrado há uma semana e resgataram a tripulação, em uma ação que terminou com a morte de oito piratas somalis e a prisão de outros cinco.

"Nossas forças especiais tomaram de assalto na manhã desta sexta-feira o 'Samho Jewelry', que havia sido sequestrado, e libertaram todos os reféns", declarou o coronel Lee Bung-Woo, porta-voz do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas sul-coreanas.

"Na operação, nossas forças mataram vários piratas somalis"", completou o porta-voz.

O resgate aconteceu no Mar da Arábia, a 1.300 quilômetros ao nordeste da Somália.

O 'Samho Jewelry' havia sido sequestrado em 15 de janeiro, quando navegava entre Omã e a Índia, com destino ao Sri Lanka.

A tripulação tinha oito sul-coreanos, 11 birmaneses e dois indonésios.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/01/marinha-da-coreia-do-sul-liberta-tripulantes-de-navio-e-mata-8-piratas.html (21/01/2011)

Un ferrolano contra los piratas del Índico

El capitán de navío Juan Garat Caramé, ayer, en el Muro. ángel gonzález

El capitán de navió Juan Garat relató en el Ateneo Jovellanos su experiencia al mando de la fuerza internacional «Atalanta»

Por J. M. CEINOS

Invitado por el Ateneo Jovellanos, el actual jefe del órgano auxiliar de jefatura del almirante jefe de Personal de la Armada (jefe de su Estado Mayor), el capitán de navió Juan Garat Caramé, pronunció anoche en Gijón una conferencia sobre su experiencia en la denominada operación internacional «Atalanta» contra la piratería en el Índico occidental. Nacido en Ferrol en 1955, Juan Garat, perteneciente a una vieja familia de marinos de guerra, antes mandó la 41.ª Escuadrilla de escoltas de la Armada (seis fragatas) y entre el 6 de abril y 17 de agosto de 2009 estuvo al mando de todo el operativo internacional de «Atalanta» desde la fragata «Numancia (F-83)». Bajo su mando tuvo una media de ocho barcos y tres aeronaves de varias banderas.

En su intervención en el Ateneo Jovellanos, el capitán de navió recordó que al tomar el mando de la operación «Atalanta» se encontró «con muchísimos piratas, por todos lados; aquellas aguas están infestadas de piratas, hay mucho tráfico mercante y es lo que les atrae». De hecho, el primer día en el mando «hubo tres asaltos a otros tantos barcos».

No obstante, Juan Garat afirmó que «la situación ha cambiado radicalmente desde que a bordo de los pesqueros españoles hay personal armado» y «de estar expuestos a continuos ataques y con riesgo de secuestro, ahora mismo, aunque sigue habiendo ataques, la seguridad privada que llevan a bordo es más que suficiente para repeler los ataques y desde que embarcó la seguridad privada afortunadamente no hubo más secuestros».

De su experiencia en la operación «Atalanta» también destacó Juan Garat las dificultades con las que se encuentra para dirigir el operativo multinacional: «La extensión, es un enorme espacio de agua, con muchos barcos que proteger y muchos piratas, y la segunda, todos los aspectos jurídicos, legales de la operación», ya que «una vez que se captura un pirata se plantea un problema distinto: qué hacer con el pirata».

Considera el marino como una «leyenda urbana» que en Londres esté una parte del operativo de la piratería en el Índico, a pesar de que la capital británica «es una encrucijada mundial de negocios» y respecto al prototipo del pirata que opera desde las costas orientales de África enumeró los siguientes rasgos: «El que sale a la mar, que también los hay en tierra, es joven, muy ágil, con fortaleza física, muy sufrido, ya que pasan muchos días en la mar buscando presas, es ambicioso, no tiene trabajo en tierra y se ve abocado a salir a la mar a buscarse la vida».

Otro de sus rasgos característicos, en opinión del capitán de navió, es «su atrevimiento, no duda en enfrentarse con barcos enormes desde un pequeño bote». Y a la pregunta de si el hambre es quien empuja a la piratería a estos hombres, Juan Garat Caramé opinó que «hay de todo un poco; si al principio, hace unos años, podíamos justificarlo así, ahora creo que es la avaricia lo que les mueve; se trata de un negocio fácil, no exento de riesgo, pero con el que consiguen una cantidad de dinero enorme en pocas semanas».

Por último, desde el punto de vista personal, el capitán de navió Juan Garat Caramé consideró su mando de la operación internacional «Atalanta» como «una experiencia profesional fantástica; es lo que siempre deseamos los marinos: salir a navegar mandando una fuerza, en este caso internacional. Fue un reto muy grande, pero una satisfacción enorme. Es a lo más que se puede pedir desde un punto de vista operativo».

Fonte: http://www.lne.es/gijon/2011/01/22/ferrolano-piratas-indico/1023072.html (22/01/2011)

La ONU recomienda la creación de un tribunal especial para la piratería

La ONU recomienda la creación de un tribunal especial para la piratería

Por Agencia EFE
Naciones Unidas, 25 ene (EFE).- Un informe presentado hoy en el Consejo de Seguridad de la ONU recomienda la creación de un tribunal especial para juzgar a los piratas somalíes, que cuestan 7.000 millones de dólares anuales a la comunidad internacional.

El documento elaborado por el ex ministro francés y enviado especial de la ONU para asuntos legales relacionados con la piratería en Somalia, Jack Lang, propone que la nueva instancia judicial opere bajo jurisdicción somalí, pero tenga su sede en el extranjero debido a la inestabilidad en el país africano.

"La situación es grave, incluso diría que empeora. En lugar de disminuir, el fenómeno crece cada día", aseguró hoy Lang en su intervención en la reunión del máximo órgano de seguridad de Naciones Unidas en la que se difundió el documento.

Según el ex ministro, la industrialización de la piratería en las costas somalíes, el uso de armas pesadas y la adopción de nuevas tácticas han impedido reducir la amenaza de los piratas, pese al esfuerzo de las fuerzas navales internacionales desplegadas en el Océano Indico.

Asimismo, señaló que nuevas tecnologías como los navegadores por satélite permiten a los piratas aventurarse cada vez en aguas más alejadas de Somalia, hasta el punto de que se les ha detectado en países de la costa sureste africana como Mozambique.

"Los piratas se están convirtiendo, por así decirlo, en los amos del Océano Indico", advirtió el ex ministro de Cultura francés en su discurso ante los quince miembros del Consejo de Seguridad.

Según su informe, la creciente actividad pirata en esa región del mundo cuesta anualmente 7.000 millones de dólares a la comunidad internacional, si se tiene en cuenta el costo del despliegue de los buques de guerra, el aumento de los seguros, los rescates pagados o la mercancía perdida, entre otras variables.

En los últimos dos años los piratas han secuestrado a cerca de 2.000 personas y han ingresado al menos 9,5 millones de dólares en rescates desde 2008, según cifras de la ONU.

Al comienzo de este año un total de 612 personas y 16 embarcaciones permanecían en poder de estas organizaciones criminales.

En la actualidad hay cerca de 780 personas encarceladas por piratería en 13 países, pero nueve de cada diez de los piratas capturados en alta mar terminan siendo liberados por la ausencia de un lugar donde procesarlos.

Para atajar esta situación, Lang recomienda que, en primer lugar, todos los países adopten la legislación necesaria para procesar delitos de piratería cometidos fuera de sus aguas territoriales.

También aboga por la construcción de nuevas prisiones y el fortalecimiento del frágil sistema judicial somalí, además de la mencionada creación del tribunal especial fuera de Somalia.

Según sus cálculos, este conjunto de medidas costaría unos 25 millones de dólares, una pequeña fracción de las perdidas que causa la piratería a la economía mundial, señala en su informe.

Además de medidas punitivas, el ex ministro aconseja incrementar la ayuda económica a las regiones de Puntlandia y Somaliland, de donde parte la gran mayoría de las operaciones piratas, para así disuadir a los jóvenes que acaban enrolándose en las expediciones.

Por otro lado, sugiere a las fuerzas navales internacionales que patrullen lo más cerca posible de la costa somalí para interceptar los barcos nodriza que utilizan los piratas para avituallarse en alta mar y desde los que lanzan las lanchas ligeras que efectúan los ataques.

Fonte: http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5jUu9-LGcFUp4yShAwky-R-S6vNgw?docId=1450219 (25/01/2011)

Túnel da pirataria

A revelação das falcatruas no Porto de Paranaguá resgatou do poço do esquecimento o lendário Pirata Zulmiro e o assombroso túnel que o corsário inglês teria escavado nas Ruínas de São Francisco, passando por baixo da rua Jaime Reis, subterrâneo que daria acesso a um fabuloso tesouro escondido no Alto das Mercês.

Além do mau cheiro proveniente de grãos de soja apodrecidos nas ruas da cidade, quanto mais a Polícia Federal aprofunda as investigações, maior é o chorume que escapa dos subterrâneos de Paranaguá. Com toda esta fedentina, historiadores recuperam a história do Pirata Zulmiro para estudar antigos traçados do túnel das Mercês que, segundo o Professor Doutor Bazinga, teria ligação com o túnel encontrado junto à Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) para acobertar reuniões dos piratas de terno e gravata.

Depois do jornalista Luiz Geraldo Mazza, o Professor Doutor Bazinga é o maior conhecedor das falcatruas do Paraná, começando pelo berço da história paranaense que é Paranaguá. Historiador e sociólogo, Bazinga formou-se em Antonina pela Universidade Federal da Ponta da Pita e fez doutorado no Centro de Estudos Avançados do Mosquitinho, onde sua tese sobre a “Zona de Paranaguá” ganhou nota máxima.

Com a descoberta de um túnel junto à Appa, mais do que nunca o Professor Doutor Bazinga está convencido de que o inglês com a perna de pau viveu e morreu em Curitiba: “Uma coisa leva à outra”, disse o mestre, indicando que o tesouro do pirata subiu a serra pelo mesmo caminho com que os dólares do Porto de Paranaguá foram parar nos armários de um amplo apartamento no Batel.

A trajetória do Pirata Zulmiro se assemelha com a biografia de muito flibusteiros da política paranaense. Depois de ser jogado ao mar por um navio inglês, ao largo da Ilha do Mel, o corsário de nome Saulmers (pronuncia-se Sulmir, daí a corruptela Zulmiro) encontrou um esconderijo nas Mercês, de onde não mais saiu. Conforme lembranças do arco da velha de antigos moradores da Mercês, entre eles o falecido Irineu Mazzarotto (o popular Queixinho do Bar Botafogo), Zulmiro teria falecido em avançada idade, entre os anos de 1880 e 1882.

Os depoimentos procedem, porque sempre foi muito comum aportarem em Curitiba bandoleiros fugidos da terra de origem e que, para refazerem a vida e esquecerem o tenebroso passado, tinham a cautela de não revelar a verdadeira identidade.

Caso o Professor Doutor Bazinga prove o domicílio no Alto das Mercês de um misterioso estrangeiro egresso da marinha inglesa, faltaria esclarecer a origem do tesouro do pirata, sabendo-se que Saulmers teria desembarcado em Paranaguá com apenas três libras esterlinas. O que exclui, a princípio, a hipótese de Zulmiro ter subido a Serra do Mar com um tesouro equivalente a setenta mil toneladas de soja.

Outra dúvida que veio à tona com a Operação Dallas da Polícia Federal seria quanto ao comando da pirataria na Baía de Paranaguá: o comando da rapinagem seria do Pirata Zulmiro ou do também lendário Pirata Bolorot, o corsário francês apontado como responsável pelo assalto a todos os cofres públicos do litoral do Paraná?

Com a palavra o Professor Doutor Bazinga: “Digo e repito: não são as pessoas que estão atrás das grades que deviam nos preocupar, mas as que não estão. Com o apoio logístico do Pirata Bolorot, todos os indícios nos levam à conclusão de que o túnel encontrado na sede da Appa seria o mesmo do Pirata Zulmiro: começa em Paranaguá, sobe a serra pelo caminho dos Jesuítas, atravessa as Ruínas de São Francisco e a rua Jaime Reis, até chegar ao Alto das Mercês, de onde as esteiras Dallas distribuíram setenta mil toneladas de soja para o Centro Cívico.

Fonte: http://www.parana-online.com.br/colunistas/67/83293/ (23/01/2011)

Malásia resgata petroleiro detém 7 piratas no golfo de Aden

A Marinha da Malásia resgatou 23 marinheiros e capturou sete piratas que haviam abordado o petroleiro Bunga Laurel, que transportava uma carga avaliada em US$ 10 milhões, no golfo de Aden, informou neste sábado a imprensa do país asiático.

Na sexta-feira à noite ao comentar o incidente de quinta-feira, o primeiro-ministro disse que seu Governo tinha de decidir se levaria os piratas à Malásia para serem julgados ou se adotaria outra ação.

Bunga Laurel navegava em direção a Cingapura quando foi atacado por homens armados com metralhadoras AK-47.

A tripulação ficou presa em um quarto de onde enviaram um sinal de socorro à Marinha da Malásia, que desdobrou comandos especiais, apoiados por helicópteros, que conseguiram recuperar a embarcação. Três piratas ficaram feridos no enfrentamento.

"O incidente envia uma mensagem contundente às piratas: seus delitos terão resposta decidida", manifestou Nazery Khalid, do Instituto Marítimo da Malásia, segundo a edição digital do jornal "The Star".

Durante o ano de 2010, os piratas capturaram 1.181 pessoas, assassinaram oito marinheiros e sequestraram 53 navios, um número recorde apesar do aumento das patrulhas em alto-mar, conforme um relatório do Escritório Marítima Internacional divulgado esta semana.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4904262-EI294,00-Malasia+resgata+petroleiro+detem+piratas+no+golfo+de+Aden.html (22/01/2011)

Malásia e Coreia do Sul querem processar piratas da Somália

KUALA LUMPUR - Malásia e Coreia do Sul planejam processar 12 piratas somalis capturados por soldados em dois resgates de navios seqüestrados.

Comandos navais dos dois países conseguiram libertar na semana passada um total de 44 membros de tripulações cujos navios foram tomados por piratas somalis. O navio químico da Malásia foi atacado no Golfo de Aden, enquanto o navio cargueiro sul-coreano foi seqüestrado no mar da Arábia.

Um porta-voz da polícia federal da Malásia fdisse nesta terça-feira que sete piratas capturados serão levados sob custódia quando chegarem a Kuala Lumpur, na próxima semana. E o representante do ministério da Defesa sul-coreano, Kim Min-seok, afirmou que a posição de Seul é de "perseguir os piratas em vez de trocá-los" por pescadores detidos por piratas em um terceiro caso de seqüestro.

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/01/25/malasia-coreia-do-sul-querem-processar-piratas-da-somalia-923601915.asp (25/01/2011)

Coreia do Sul negocia entrega de piratas somalis a um terceiro país

Dois piratas foram capturados durante a libertação do cargueiro Samho Jewelry

Efe

SEUL - A Coreia do Sul negocia a entrega dos piratas somalis capturados durante a libertação do cargueiro Samho Jewelry a um terceiro país, embora com reservas, informou nesta segunda-feira uma fonte do Ministério de Exteriores sul-coreano.

"Estamos negociando com outros países para que aceitem os piratas capturados vivos, mas há dificuldades, sobretudo no assunto monetário, já que os custos são altos", disse um porta-voz de Exteriores.

As forças especiais sul-coreanas libertaram na sexta-feira os 21 tripulantes do cargueiro de 11.500 toneladas após seis dias de sequestro nas águas do Mar Arábico, com o resultado de oito piratas mortos e cinco capturados com vida na embarcação.

A opção que parece mais provável é que os cinco piratas capturados sejam transferidos para a Coreia do Sul para serem processados, algo que será decidido com a chegada do cargueiro ao porto de Muscat, capital de Omã, esperada para esta quinta-feira, segundo a agência local Yonhap.

Países vizinhos como o Quênia, Iêmen e Omã poderiam processar os piratas somalis, mas a Coreia do Sul não tem um acordo com essas nações para tratar o assunto de piratas capturados.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,coreia-do-sul-negocia-entrega-de-piratas-somalis-a-um-terceiro-pais,670330,0.htm (24/01/2011)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dinamarqueses querem solução para pirataria

Armadores falam num problema geopolítico de segurança, que precisa da ajuda dos Estados, porque a pirataria ao largo da Somália tornou-se numa indústria.

A Associação dos Armadores dinamarqueses quer organizar, no fim de Janeiro, uma reunião sobre o problema alarmante da pirataria, em conjunto com a Câmara Internacional da Marinha Mercante (ICS), indicou o seu vice-presidente.

Segundo noticia a AFP, Jan Fritz Hansen afirmou que, “enquanto grande nação marítima”, a Dinamarca quer que a ICS – que reúne três quartos das companhias marítimas do mundo – “dê mais atenção a esta questão muito preocupante e a leve mais uma vez às Nações Unidas e à Organização Marítima Internacional”.

Exprimindo as “frustrações” dos membros da sua associação “com a lentidão da comunidade internacional em erradicar este grave problema”, o responsável frisou que é necessário “atacar de frente a pirataria no Oceano Índico, que atingiu um nível inaceitável”.

“[A pirataria] não é apenas um problema marítimo que possamos resolver sozinhos, mas também, e sobretudo, um problema geopolítico de segurança, que precisa da ajuda dos Estados, porque a pirataria ao largo da Somália tornou-se numa indústria”, realçou Jan Fritz Hansen.

Disse ainda que “a presença de uma frota internacional no Golfo de Áden é uma coisa boa, que permitiu evitar muitos ataques de piratas, mas não existe estratégia para erradicar a pirataria, que ameaça as trocas comerciais e a ajuda ao desenvolvimento da África Oriental, que dela muito precisa”.

A associação dos armadores da Dinamarca pretende apresentar ao Parlamento dinamarquês e ao conselho nórdico um plano de vigilância costeira da África Oriental, para obter a sua ajuda para desenvolver contactos para o concretizar com outros países.

Segundo a associação, os piratas somalis detêm actualmente cerca de 30 barcos e 700 tripulantes e os ataques dos piratas, incluindo as capturas de navios mercantes, totalizaram 189 em 2010, contra 48 em 2005.

Fonte: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=93&did=137937 (18/01/2011)

Harardhere, la guarida somalí de los piratas del siglo XXI

Por Víctor Méndez (Pontevedra)

Somalia, uno de los países más pobres del mundo (con una esperanza de vida de 48 años) lleva sin un Gobierno desde 1991, cuando la guerra civil provocó la salida del presidente Barre. Los esfuerzos de las Naciones Unidas, en general, y de los Estados Unidos, en particular, que han programado diferentes líneas de actuación desde entonces, han sido infructuosos.

Movimientos islámicos (esta religión se extiende entre el 98 por ciento de la población, que apenas supera los 8 millones de habitantes) se han hecho fuertes en los últimos tiempos, generando aún más división en el país. En un ambiente de belicismo crónico, un grupo de pescadores de un pequeño pueblo sin una particular relevancia en el mapa (de hecho, ni siquiera está en la costa, pues de Harardhere al mar hay que recorrer unos 20 kilómetros de pistas impracticables) comenzó a pensar en la opción de crear una especie de servicio de guardacostas para impedir que barcos de pesca que no fuesen de allí faenasen por ‘sus’ aguas. La intención de los marineros, sin embargo, comenzó a desviarse de su objetivo inicial, imbuida en gran medida por el entorno en el que se engendró la idea.

Delincuentes de todos los rincones del deshilachado país acudieron a Haradhere, al rebufo de la idea de los pescadores, se apropiaron de ella y la moldearon para su beneficio. Así comenzó la piratería del siglo XXI, que se inició con pequeños secuestros y que funciona de manera organizada desde 2006.

MAS FUSILES QUE PERSONAS
En Harardhere hay más fusiles que personas. Una pseudo ciudad de no más de 6.000 habitantes es el santuario de los bucaneros modernos, auténticos capos de una mafia que no tiene nada que envidiar a otras grandes organizaciones criminales de la actualidad. Entre 1.200 y 1.500 corsarios campan a sus anchas por una villa que se levanta sobre roca viva y está rodeada por un árido desierto jalonado por dunas.

En el pueblo, cuya arteria principal está sin asfaltar (como la mayor parte de las vías de comunicación de esta zona, a unos 400 kilómetros de la capital, Mogadiscio) no hay Comisaría de Policía, no hay escuelas, no hay ningún centro de atención sanitaria. Ni siquiera existe un mercado (sí pequeñas tiendas, asentadas en las chabolas que algunos han construido a lo largo de la ‘carretera’, en las que se vende comida precocinada, maíz, azúcar y poco más). El único cultivo que se mantiene es la judía, esencial para la dieta que les permite subsistir.

Las reservas de sal fueron tiempo atrás un comercio rentable con el resto del país, pero la ausencia de un Gobierno las convierte en un recurso inútil. La única adminisitración que existe en Harardhere es la que integran los propios piratas, dueños ‘plenipotenciarios’ del lugar.

Héroes para unos, villanos para otros.
Ese es el sino de los corsarios incluso dentro de su propia guarida. Los vecinos decentes que sobreviven en la villa les llaman insectos, mosquitos o moscas, porque «no proporcionan ningún beneficio a nadie». Lo hacen, eso sí, con la boca pequeña, por el riesgo de que les vuelen la cabeza.

Fonte: http://diariodepontevedra.galiciae.com/nova/73009.html (13/01/2011)

La piratería hace daño anual de hasta $ 12.000 millones a la economía mundial

Los piratas ocasionan un daño de 7.000 millones a 12.000 millones de dólares al año a la economía mundial, según un informe del centro One Earth Future Foundation presentado este jueves en Londres.

El 95% de la responsabilidad por ese daño recae sobre los piratas de Somalia. El restante 5% corresponde a los ataques piratas en el golfo de Guinea, suroeste de África, y en el estrecho de Malaca, sudeste de Asia.

El precio que la Humanidad se ve obligada a pagar por esas fechorías incluye rescates, premios, gastos de navegación y de patrullaje, medios técnicos de seguridad, procesos judiciales contra piratas, etc.

Al señalar que unos de esos gastos aumentaron en flecha y se expresan en cifras astronómicas, la experta Anna Bowden del citado centro constató que ese dinero se utiliza para luchar contra los síntomas y que no se hizo nada para erradicar las causas de ese mal.

Según los autores del informe, los piratas realizaron más de 1.600 ataques contra barcos desde 2006, en los que murieron más de 50 personas.

El mayor rescate - de 9,5 millones de dólares - se pagó por la liberación de un buque cisterna surcoreano en noviembre de 2010.

La lucha contra los piratas somalíes se libra desde 2008 en el marco de la misión naval Atalanta de la Unión Europea y la Ocean Shield de la OTAN, que comenzó en 2009. En la protección de la navegación participan también buques de Rusia.

Fonte: http://sp.rian.ru/international/20110113/148183368.html (13/01/2011)

Seul confirma que tripulantes de navio sequestrado no Mar Arábico estão bem

Embarcação foi invadida por piratas somalis quando se encontrava em águas situadas entre Omã e Índia.

Efe

TÓQUIO - O Governo de Seul confirmou neste domingo que os 21 tripulantes do navio-tanque sequestrado neste sábado no Mar Arábico estão bem, segundo as informações recebidas pela barqueira sul-coreana Samho Shipping, proprietária do cargueiro.

O "Samho Jewelry", de 11.500 toneladas e com uma tripulação de 11 birmaneses, oito sul-coreanos e dois indonésios, foi capturado neste sábado, por supostos piratas somalis quando se encontrava em águas situadas entre Omã e Índia.

"Através da comunicação entre a Samho Shipping e o barco se confirmou sua localização e que seus 21 tripulantes estão bem", indicou uma fonte do Ministério sul-coreano de Exteriores à agência local Yonhap.

A mesma fonte disse que tudo aponta para que foram piratas somalis os autores do sequestro, que aconteceu quando o navio, que transportava produtos químicos com destino ao Sri Lanka, estava a cerca de 350 milhas náuticas do litoral de Omã. Em abril do ano passado um petroleiro da mesma companhia, o "Samho Dream", foi sequestrado por piratas somalis e liberado sete meses depois, com seus 24 tripulantes, após o suposto pagamento de um resgate de cerca de US$ 9 milhões por parte da barqueira.

Com o sequestro de ontem, há 29 embarcações e 693 reféns em poder de piratas somalis, segundo dados da missão antipirataria da União Europeia (UE).

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,seul-confirma-que-tripulantes-de-navio-sequestrado-no-mar-arabico-estao-bem,666873,0.htm (16/01/2011)

2010 teve número recorde de reféns por piratas

(AFP)

KUALA LUMPUR — O número de marinheiros feitos reféns em 2010 em todo o mundo, sobretudo perto das costas somalis por piratas fortemente armados, não tem precedentes, anunciou o Escritório Marítimo Internacional (BMI, na sigla em inglês).

No total, 445 ataques foram registrados no mundo, 10% a mais que em 2009, segundo o BMI, que tem sede em Kuala Lumpur, em seu relatório anual.

Além disso, 53 barcos foram capturados pelos piratas, que fizeram prisioneiros 1.181 marinheiros, contra apenas 188 reféns em 2006 e 1.050 em 2009. Oito tripulantes foram assassinados.

"São os números mais elevados registrados até hoje", afirmou o capitão Pottengal Mukundan, diretor do Centro de Vigilância da Pirataria do BMI, que começou a funcionar em 1991.

"Este aumento permanente é alarmante", completou.

No fim de dezembro, 28 barcos e 638 reféns permaneciam sob poder dos piratas, segundo o BMI, um organismo vinculado à rede internacional das Câmaras de Comércio.
O Oceano Índico, em particular o Golfo de Aden, foi a zona marítima mais perigosa do planeta no ano passado.

Os sequestros de reféns nas costas da Somália representaram 92% do total, com 49 embarcações e 1.016 marinheiros prisioneiros.

Mas o número de ataques diminuiu consideravelmente no Golfo de Aden, a 53 contra 117 em 2009, graças à presença de navios militares de vários países.

Nesta região, os piratas estão cada vez mais bem armados e utilizan métodos mais modernos, o que dificulta a tarefa da frota internacional responsável por levar segurança ao tráfego marítimo.

Muitos reféns de países tão diversos como Índia, Filipinas ou Gana esperam às vezes por meses por uma eventual liberação.

"Eles capturam a tripulação e a obrigam a aproximar-se de outros barcos que não suspeitam para atacá-los", explica o capitão Mukundan.

Ao mesmo tempo, os piratas ampliaram o raio de ação no Oceano Índico, chegando pela primeira vez ao canal de Moçambique.

Desta forma se adaptam à presença de navios de guerra, sobretudo da força europeia Atalante, mobilizados no entorno do Chifre da África.

"Estes navios impediram muitos ataques de piratas", destacou Mukundan, que considera "fundamental" a manutenção da operação da Otan "Ocean Shield".

Mas o problema da pirataria não será resolvido no mar, e sim na terra, pos todas as medidas no mar são minadas pela falta de um Estado responsável na Somália, destacou Mukundan.

Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jOeXvQNNbcKtnvUuM88BkvjEEjFQ?docId=CNG.152efb8ee0609a391dd4136e16ab813c.e1 (18/01/2011)

Pescadores de Tumaco rescataron colegas ecuatorianos

Por: Redacción de El País

Once pescadores artesanales ecuatorianos atracados por piratas de mar en aguas del vecino país fueron auxiliados por similares colombianos de Tumaco. Luego de estar a la deriva por más de dos días fueron remolcados por una embaración colombiana hasta el puerto nariñense sobre el Pacífico.

Los once pescadores se desplazaban en tres lanchas cuando fueron abordados por delincuentes. Las pequeñas embarcaciones que hacían parte de un grupo de pesca fueron identificadas como Jesús Angélica, Liliana Carolina y el Niño Robert.

Una cuarta lancha fue robada y los delincuentes se llevaron además cerca de nueve motores de fuerza.

Unidades de Guardacostas, tanto del lado colombiano como ecuatoriano, buscan afanosamente a los responsables de este hecho. Los pescadores son originarios del puerto de Esmeraldas en el Ecuador.

Fonte: http://www.elpais.com.co/elpais/valle/noticias/pescadores-tumaco-rescataron-colegas-ecuatorianos (13/01/2011)

La piratería es un peligro idealizado

Por Antonio Salgado Clavo

Los actos de piratería han servido en estos últimos tiempos para que determinados medios utilicen a sujetos aficionados a rellenar cuartillas hablando o pontificando sobre cuestiones que no solo no entienden sino que además llevan al ciudadano a la más profunda de las confusiones.

Entre ministros/as, altos cargos de las distintas administraciones, políticos de medio pelo y una pléyade de aficionados a revolver en cuestiones para las que no están cualificados, hemos llegado a igualar los mejores tiempos de la catástrofe del Prestige.

La pregunta ¿ en qué punto nos encontramos para evitar ataques piratas ?

Ni la propia Organización Marítima Internacional con sus centenares de Circulares, Resoluciones o Recomendaciones, se siente capaz de poner orden en los Estados Ribereños ...

Pero eso sí, avispados plumillas, ávidos de protagonismo en espacios periodísticos, cuando no personajes que dicen representar al sector pesquero, ponen todo patas arriba y lejos de aportar soluciones preventivas que salvaguarden vidas y bienes en aguas del Indico, generan más confusión si cabe.

Pero lo mismo les da, el caso es estar en el candelero ...

Un simple repaso al informe de National Geographic, prueba una vez más lo absurdo de la aparición de estos " graciosillos " que con sus chascarrillos demuestran el grado de irresponsabilidad que manifiestan en sus escritos.

Los sistemas o ideas belicistas que exigen para combatir los actos de piratería demuestran una vez más la doble moral que existe en este pais en función de los intereses que se defienden/an o se representen.

Algunos/as no dan puntada sin hilo ... pero allá ellos/as.


La piratería es un peligro idealizado

Indonesia, el Estrecho de Malaca y las costas de Somalia son los lugares más vulnerables.

La realidad es que la piratería está floreciendo desde Sumatra a Somalia, y los piratas modernos están lejos de ser los pícaros encantadores que llenan las películas de aventura, como la película Piratas del Caribe: El cofre de la muerte. ‘‘No hay nada romántico ni ideal en la piratería’’, expresó el Capitán Pottengal Mukundan, director de la Oficina Marítima Internacional (OMI; International Maritime Bureau IMB), con base en Londres, Inglaterra. ‘‘Es gente despiadada y armada que ataca a aquellos que son más débiles’’.

La OMC en París, es la división francesa de la Organización Mundial del Comercio, la cual combate todo tipo de crimen y negligencia asociada con el comercio. De acuerdo a sus estadísticas los ataques piratas alrededor del mundo se han triplicado en la última década. Por ejemplo, en el 2003 ocurrieron 445 ataques, o intentos de, en los cuales murieron 16 personas; en los primeros tres meses del 2006 hubo 61 ataques exitosos, comparados con los 56 incidentes que ocurrieron en el mismo periodo el año pasado; al menos 63 personas han sido tomadas como rehenes este año, el doble de los que fueron tomados en el mismo periodo el año pasado.

Las aguas más peligrosas del mundo
De acuerdo a la OMI, los piratas modernos atacan principalmente a los buques de carga, pero también lo hacen con los de pesca. Los piratas más viles pueden no interesarse en la carga que se transporta; se suben al buque y detienen a la tripulación hasta que logran robar grandes cantidades de efectivo que muchos barcos llevan para la nómina y las tarifas portuarias. Por el contrario, los piratas más sofisticados son miembros de bandas organizadas que pueden destituir al capitán para dirigir los barcos y además detener a la tripulación para cobrar un rescate. En algunos casos, los piratas han forzado a la tripulación a salir del buque para después dirigirse hacia algún puerto, donde pintan la nave y le dan una nueva identidad a través de papeles falsos.

Otro tipo de ataque se realiza en un esfuerzo coordinado entre varios botes para atacar a un solo buque. ‘‘Un barco puede atacar desde el frente’’, explica Mukundan. ‘‘Mientras que el puente de mando trata de evitar el choque, otros dos botes se acercan por atrás y los piratas se suben al barco’’.

Según la OMI, las aguas alrededor de Indonesia siguen siendo las más peligrosas del mundo, con 19 ataques en los primeros tres meses del año. Este territorio se encuentra entre los más traficados alrededor del mundo, y las bandas de crimen organizado dominan varias de sus partes. ‘‘Indonesia representa el 25 a 30 por ciento de los ataques’’, dice Mukundan.

Muchos de los ataques ocurren mientras los barcos disminuyen la velocidad para navegar por estrechos, por ejemplo el Estrecho de Malaca; un fragmento de agua entre Malasia occidental y la isla indonesa de Sumatra. Al reducir la velocidad, los barcos son más vulnerables a ser sorprendidos y atacados por hombres armados que viajan en lanchas.

Hasta hace poco, ningún ataque había ocurrido en el Estrecho de Malaca. Pero en la última semana, tres barcos fueron atacados en el área. Dos de ellos trasportaban comida de parte de las Naciones Unidas para ayudar a Aceh, una ciudad indonesa que todavía sufre las consecuencias del tsunami de diciembre del 2004.

Parece que el combate a la piratería, por parte de las autoridades indonesas, está dando resultado. Hasta ahora, la Marina indonesa ha arrestado a varias bandas de piratas por medio de numerosas acciones de combate. ‘‘Todavía falta ver si la situación en el Estrecho de Malaca mejora a largo plazo’’, agregó Mukundan.

Piratas de Somalia
Si la situación ha mejorado un poco en Indonesia, ha empeorado en las aguas que rodean Somalia. El país, situado en la costa africana Este, es testigo de como los ataques se han incrementado de 1 en el 2004 a 19 en el 2005.

El New York Times reportó que en junio del año pasado un barco llamado Semlow transportaba arroz al noroeste de Somalia, como parte del Programa Mundial de Alimentos de las Naciones Unidas, cuando un grupo de piratas armados lo atacaron a media noche. La tripulación, conformada por diez hombres, se convirtió en rehén por 101 días antes de ser puestos en libertad en octubre. ‘‘Estos piratas son mucho peor que aquellos de los libros de historia’’, declaró uno de los tripulantes, Juma Muita, al periódico. ‘‘Los piratas somalíes están mejor armados, y exigen un rescate aparte de nuestras mercancías’’.

En otro incidente ocurrido en Somalia, los piratas engañaron a un barco cerca de la costa al disparar bengalas de auxilio. Y a finales del año pasado, un lujoso crucero, que llevaba aproximadamente 300 turistas, fue atacado por pistoleros somalíes que viajaban en lanchas de motor. Aunque los piratas atacaron al crucero con pistolas automáticas y granadas no pudieron embarcar.

‘‘Vacío en el fortalecimiento de la ley’’
Peor aún, algunos de los grupos privados que se comprometen a luchar en contra de la piratería se encuentran inmersos en ella. Uno de estos grupos, que se hace llamar National Volunteer Guard (Guardia Nacional Voluntaria), intercepta a los barcos más pequeños y a los buques pesqueros en el sur de Somalia. Otro grupo similar opera alrededor de la capital de Mogadishu, conocido como la Marina Somalí.

El problema es tan grave que la OMI le envía señales diarias a los barcos para que se mantengan al menos a 332 kilómetros alejados de la costa somalí. Mukundan explica que los piratas buscan atacar a los barcos dentro de los 19 kilómetros fuera de la costa de Somalia, pues los criminales saben que ningún barco de rescate de otro país puede, de manera legal, seguirlos más allá de esa frontera.

Sin embargo, de acuerdo al New York Times, la Marina de los Estados Unidos comenzó recientemente a patrullar las aguas internacionales de Somalia como parte de sus actividades antiterroristas en la región.

En enero, el buque estadounidense Winston S. Churchill, interceptó un barco indio lejos de la costa somalí. Unos días antes el barco había sido secuestrado clandestinamente por piratas y estaba funcionando como base para ataques. Los piratas se pusieron en custodia y se transfirieron a Kenya, donde están siendo juzgados.

Según se informa, su abogado afirma que los clientes son simples pescadores que quedaron varados en el mar, por lo que buscaron la ayuda del barco indio.


(National Geographic)

Piratas somalíes secuestran un buque surcoreano
15 de Enero de 2011

Piratas somalíes secuestraron este sábado un buque surcoreano con 21 tripulantes a bordo, anunció la agencia surcoreana Yonhap, que cita una fuente diplomática.
Los piratas apresaron en el océano Indico un barco de 10.000 toneladas, propiedad de Samho Shipping, con base en el puerto de Busan (sur del territorio surcoreano), según esta fuente.

La tripulación está compuesta por ocho surcoreanos y 13 ciudadanos de otras nacionalidades, añade la misma fuente.

Un importante responsable del ministerio surcoreano de Relaciones Exteriores informó de que se está preparando un comunicado sobre este incidente, pero se negó a dar detalles sobre el mismo

El Gobierno asegura que no pagará ningún rescate por la liberación del buque ´Vega 5´
La ministra de Exteriores afirma que el Ejecutivo mantiene su política de no pagar por la liberación de los secuestrados y señala que trabaja con Mozambique en las negociaciones

AGENCIAS MADRID / NAIROBI La ministra de Asuntos Exteriores, Trinidad Jiménez, aseguró ayer que el Gobierno español no pagará ningún rescate para liberar al pesquero de bandera mozambiqueña Vega 5, entre cuya tripulación hay dos marineros gallegos, y pidió actuar con la "máxima discreción".

La ministra subrayó que el Ejecutivo está trabajando "de forma muy estrecha" con el de Mozambique para tratar de liberar a los 24 tripulantes lo antes posible y, tal como hizo en casos precedentes, dejó claro que la política del Gobierno va a seguir siendo no pagar "ningún rescate" y "proteger" la integridad física de los españoles que sean víctimas de secuestros. Jiménez hizo también hincapié en que el Ejecutivo no tiene "ninguna posición ambigua" en este tipo de situaciones.

La titular de Exteriores también recordó que como el buque -capturado hace dos semanas- tiene bandera de Mozambique, país cercano a Somalia, corresponde a sus autoridades "adoptar las iniciativas y las decisiones" correspondientes para tratar de poner fin al secuestro del pesquero.

No obstante, apuntó que al haber dos marineros españoles, hay una preocupación "especial", por lo que se está haciendo un "seguimiento diario y muy preciso" sobre la situación del barco. Jiménez insistió además en que la familia y la firma propietaria del barco, en la que participa Pescanova, pidieron "discreción" en las gestiones para liberar al Vega 5. Sin embargo, según publicó ayer el diario La Razón, el Gobierno lleva negociando desde el día 2 para lograr la liberación del barco y en esa labor participa el mismo equipo que gestionó la crisis del Alakrana desde Kenia.

La comunicación con el pesquero se perdió el pasado 30 de diciembre frente a las costas de Mozambique y entre la tripulación del buque se encuentran los gallegos Alfonso Rey Echeverri, de Muros -el capitán- y el contramaestre pontevedrés José Alfonso García Barreiro. El resto, son 19 mozambiqueños y 3 indonesios.

El barco fue secuestrado por piratas somalíes el 27 de diciembre, tras lo que fue trasladado al puerto somalí de Haradere, el mismo donde permaneció retenido a finales de 2009 el atunero vasco Alakrana. Esta localidad es considerada una de las fortalezas de los asaltantes, donde fondean muchos de los barcos que logran capturar en sus acciones en el Índico.

Los piratas han logrado batir en los últimos días un nuevo récord de rehenes, que son ya 801 según la organización para el seguimiento de la navegación, la pesca y la piratería en el este de África Ecoterra, que apunta que tienen retenidos 45 barcos extranjeros. Las cifras de Ecoterra, según la propia organización, no coinciden con las de la misión naval europea contra la piratería Atalanta, que sólo tiene en cuenta los buques más importantes y cifra los rehenes en 680

Fonte: http://xornalgalicia.es/index.php?name=News&file=article&sid=28746 (15/01/2011)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Fotojornalismo - Piratas da Somália

Pessoal!
Essa matéria é de outubro de 2010. Só agora é que a encontrei na internet. Passou batido na época... Achei tão genial esse material que estou postando, mesmo que desatualizado. As fotos são incríveis!

Segue a matéria com link para o original:


"Pautado pela Agence France Presse, o fotógrafo colombiano Roberto Schmidt, dono de prêmios World Press Photo, passou alguns dias na cidade portuária de Hobyo, a 700 quilômetros de Mogadíscio capital da Somália. Seu trabalho: registrar o cotidiano de um grupo de piratas somalis, que atuam na costa africana pilhando e sequestrando barcos.

Em outras palavras, tratava-se de registrar o cotidiano de foras-da-lei, com todos os riscos que isso envolve.

A Somália é um Estado falido, atolado em conflitos. Nesse cenário, a pirataria, incentivada por milícias e grupos islâmicos fundamentalistas, se torna um caminho para os jovens que não encontram trabalho. Em Hobyo, os piratas e as milícias, muitas vezes ligadas a um mesmo clã, trabalham juntos em ações violentas. A ação dos piratas na costa da África, no Oceano Índico, cresceu nos últimos anos e a comunidade internacional gasta milhões de dólares para combatê-la.

Nesse post, apresentamos um conjunto das imagens de Schmidt. Poucas foram publicadas. Divulgar reportagens fotográficas de alta qualidade, que acabam esquecidas nas agências, é uma das missões do Sobre Imagens."

Alexandre Belém

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/sobre-imagens/fotojornalismo/piratas-da-somalia/ (05/10/2010)


Foto 01: Mohamed Garfanji, chefe dos piratas somalis observa um navio sequestrado na costa de Hobyo, Somália, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 02: Membros de milícias armadas e piratas, que trabalham juntos, vigiam navio petroleiro sequestrado na costa de Hobyo, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 03: Somali faz ronda em praia de Hobyo, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 04: Integrantes de milícia armada em praia de Hobyo, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 05: integrantes de milícia armada deixam a cidade de Hobyo, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 06: Milícia armada faz patrulha em Hobyo, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 07: Integrantes de milícia fazem a segurança de uma autoridade de Galmudug, região somali auto-proclamada autônoma não reconhecida oficialmente, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 08: Integrantes de milícia fazem a segurança de uma autoridade de Galmudug, região somali auto-proclamada autônoma não reconhecida oficialmente, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 09: Integrantes de milícias armadas que cuidam da segurança de Galmudug, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 10: Integrantes de milícias armadas que cuidam da segurança de Galmudug, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 11: Somalis discutem os problemas da região de Hobyo. Eles alegam falta de investimentos no local e que a única alternativa para ganhar a vida é a pirataria, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 12: Piratas e milicianos na cidade de Wisil, região utilizada como base pirata, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 13: Milicianos consomem folha de khat, uma planta com efeitos estimulantes, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 14: Somali com rebanho de camelos em Wisil, cidade com pouco oferta de trabalho e que é base pirata, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 15: Mulheres somali se aglomeram para ouvir entrevista de uma autoridade local, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 16: Somalis posam para foto em Wisil, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 17: Pescadores em praia de Hobyo, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

Foto 18: Garoto somali perto de painel solar, que capta energia suficiente para carregar um aparelho de telefone celular em Wisil, agosto de 2010. (Roberto Schmidt/AFP)

El rayo verde contra los piratas

Los ingenieros británicos diseñaron un arma sin proyectiles para ahuyentar a los piratas somalíes: el cañón de láser. Fue ensayado en condiciones de campaña pero no contra personas sino usando captadores. De modo que es difícil valorar la eficacia del arma en una situación real.

Foto: EPA

El cañón mite un rayó verde de un metro de diámetro. Este color se escogió especialmente porque las gafas ahumadas, lejos de aliviar el estado del hombre, potencian el efecto del arma. Los autores del cañón afirman que con este haz es posible advertir a los piratas a una distancia de un kilómetro y medio y si éstos se acercan más, no podrán apuntar sus metralletas ni lanzagranadas, porque el rayo verde les cegará. Vasili Gutsuliak, experto en Derecho Marítimo del Instituto del Estado y el Derecho de la Academia de Ciencias de Rusia, considera que esta instalación puede ser útil.

Su efecto en sí es bueno: ciega a los piratas y produce un efecto de disuasión. Lo fundamental consiste en que esta novedad técnica no es un arma. El rayo no afecta la retina debido a su poca potencia. Ahora, teniendo en cuenta la situación ante las costas somalíes, cualquier medio resulta bueno.

Una ventaja del cañón de láser está en que obra a una distancia bastante grande, señala el experto. A una distancia más corta, de decenas de metros, resulta eficaz otro dispositivo: el localizador de ultrasonido que produce en el enemigo la rotura de las membranas timpánicas.

Mientras n se organice la fabricación de cañones y localizadores, las tripulaciones de los barcos mercantes tratarán de parar a los bandoleros con cualesquiera medios a disposición: alambres de púas, espuma resbaladiza, granadas sónicas, cartuchos de señalización… Incluso se habilitan para el caso los lanzaaguas a fin de verter agua caliente. Estas medidas son obligadas porque la presencia de armas a bordo de un barco civil genera una serie de problemas, continúa Vasili Gutsuliaka.

En principio es posible tener un arma a bordo de un barco, pero con ella no todos los puertos permiten la entrada. El capitán se arriesga a chocar con la situación en que no podría entrar en el puerto. La legislación de algunos países es muy rígida en este sentido. Y esta cuestión no está regulada en el Derecho Marítimo.

Por cierto que los cañones de láser y otros medios técnicos son buenos pero no pueden cambiar de raíz la situación. Una operación terrestre de las fuerzas de la ONU contra las bases de los piratas podría resolver el caso pero pocos países darían su asentimiento para la participación en ella.

De seguro que muchos bandidos se negarían a hacerse a la mar para ocuparse de su “negocio” criminal si supieran que el castigo es inevitable. Grandes esperanzas se cifran en un tribunal internacional contra la piratería. Rusia promovió esta iniciativa y hace todo para crear un instrumento judicial especial para perseguir penalmente a los corsarios de hoy. La iniciativa ha hallado ya comprensión de las principales potencias mundiales.

Fonte: http://spanish.ruvr.ru/2011/01/14/39743114.html (14/01/2011)

Corea Sur acusa que piratas somalíes capturaron un barco que llevaba químicos.

A bordo de la nave, que se dirigía a Sri Lanka desde Emiratos Árabes Unidos, se encontraban ocho coreanos, 11 birmanos y dos indonesios.

SEÚL.- Piratas somalíes han capturado una embarcación surcoreana de Samho Shipping en el Mar de Arabia, dos meses después de la liberación de un supertanquero de la misma firma que estuvo siete meses secuestrado, dijeron el Gobierno de Seúl y medios locales.

Un comunicado del Ministerio de Relaciones Exteriores indicó que el Gabinete se había reunido para discutir cómo lidiar con el secuestro del Samho Jewelry de 11.500 toneladas, capturado mientras transportaba químicos a Sri Lanka desde Emiratos Árabes Unidos (EAU).

A bordo de la nave se encontraban ocho coreanos, 11 birmanos y dos indonesios.

"Estamos operando dos equipos, uno en la embajada coreana en Kenia y otro en el Ministerio de Relaciones Exteriores, establecidos de inmediato tras la confirmación del secuestro", informó el ministerio.

Marinas de países emergentes y en desarrollo, incluyendo la Unión Europea, China, India, Rusia, Japón y Estados Unidos, han intensificado sus patrullajes en la región para combatir la piratería.

Fonte: http://www.emol.com/noticias/internacional/detalle/detallenoticias.asp?idnoticia=458732 (16/01/2011)

A PIRATARIA NO SÉCULO XXI

A Pirataria no Século XXI

"Comunicação apresentada na Academia de
Marinha pela segundo-tenente Mara Lisa
Miranda Saramago, em 13 de Janeiro 2009"


ÍNDICE

I. INTRODUÇÃO …………………………………….…………………2
II. OPERACIONALIZAÇÃO DE CONCEITOS…………………….…..3
III. ANÁLISE ESTATÍSTICA……………….……….…………….……4
IV. PONTOS QUENTES…………………………………….….……....10
V. SOMÁLIA……………………………………………………………11
VI. FORÇAS NAVAIS PRESENTES NA ÁREA DE OPERAÇÕES….19
VII. CONCLUSÕES…………..……………….…………………..…....21
VIII. BIBLIOGRAFIA……………….……………………………….…22

Quem tiver interesse, pode acessar este arquivo para ler o conteúdo em PDF:

Fonte: http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:tr59a1ZR4gYJ:www.marinha.pt/PT/amarinha/actividade/areacultural/academiademarinha/Documents/textos_conferencias/13JAN09.pdf+bibliografia%2Bpiratas%2Bsom%C3%A1lia&hl=pt-br&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESimhN1n3kkqh2b83GIR1EUEkbkaro6CQceee5iQP8SWkWNYQ-SwvdgojooHiFO8hbEwq8Zbqi1m1PCWoPZm3XLI80kSefBhvOHMMMQMbhqoahkhT14pvMv9MdYK9vcgaGJiPZAi&sig=AHIEtbSUDfQeeNaIgD-kXcjcIbaNQ0Ntxw

Matar moscas a cañonazos

ANTÓN LUACES

En aguas del océano Índico -entre Mozambique, Somalia y las islas Seychelles- faenan actualmente medio centenar de barcos españoles y barcos de capital español abanderados en las islas. Posiblemente sean unos 500 los tripulantes españoles -en su mayoría gallegos y vascos- en esos buques. Son, a todos los efectos, objetivos especiales para los piratas que, cada vez más lejos de sus bases, actúan libremente asaltando pesqueros o cualquier otro tipo de buque que se ponga a su alcance. La inmensidad de aquellas aguas, la movilidad constante de la flota pesquera europea y africana para lograr capturas de atún, ofrecen poca seguridad a aquellos que buscan, a su vez, la rentabilidad económica que no logran en las aguas de sus países respectivos. Vascos y gallegos conocen sobradamente por qué van a pescar al Índico y por qué "vale la pena" correr riesgos en aquellas aguas. Lo mismo hicieron en su momento los marinos mercantes españoles que vivieron muy de cerca las consecuencias en la mar de la denominada Guerra del Golfo: si las compañías de seguros establecían primas compensatorias del riesgo que sus buques asegurados corrían, las tripulaciones marcaron también un mínimo -muy superior al inicialmente acordado en su contrato- que les hacía olvidar que se hallaban en zona de guerra y que, por esta, podrían verse en peligro.

Lo vivieron directamente muchos de nuestros marinos, algunos de ellos hoy jubilados.

Pescar en el Índico conlleva un riesgo. Las compañías de los barcos pesqueros lo saben. Y, aunque nada se dice de ello, es seguro que existe un sobresueldo que mitiga los miedos a ser apresado por un grupo de piratas.

La política pesquera poco tiene que decir allí. La política del miedo a la pérdida de vidas humanas hace que las armadoras y, estoy casi seguro, también los gobiernos, opten por el camino menos difícil: liberar a los suyos pagando el rescate.

Es un delito, sí; pero no conozco a nadie que justificaría que un familiar suyo muera en el barco porque no se ha podido o querido pagar lo que los piratas exigen. Estos juegan con la necesidad de la vida de los demás que, a su vez, es la vida para ellos.

También sería fácil decir que los atuneros españoles tienen tripulantes gallegos y vascos porque están bien pagados, remunerados como muy pocos lo están actualmente en el sector de la pesca. Las compañías armadoras pescan allí porque ya es de los pocos lugares del Globo en el que pueden hacerlo y lograr una rentabilidad no exenta de peligros. Pero optan por correr el riesgo, sabedores de que no siempre van a ser víctimas de los atropellos de aquellos que nada tienen que perder. Es el juego de los intereses de unos y otros; unos se llevan el pescado y otros se van con el barco al fondeadero donde ya se almacenan decenas de buques que esperan que alguien mueva ficha.

Sumemos buques de guerra y aviones, marinos profesionales que, igualmente, cobrarán un sobresueldo. ¿Cuánto cuesta todo esto, cuánto ganan las compañías atuneras para sostener este toma y daca, cuánto miedo existe en los políticos para ser capaces de ordenar la movilización de centenares de sus soldados, barcos y aviones, para dar resguardo a medio centenar de profesionales de la pesca a los que, en teoría, nada se les perdió en el Índico?

¿De verdad es responsabilidad de los gobiernos proteger a quien libremente ha optado por faenar en aguas peligrosas? ¿O se organiza un equipo militar para dar seguridad a otros buques con un cometido distinto y, de paso, echar una mano a los pescadores en caso de necesidad de estos?

El pescador también es libre de aceptar o no pescar en el océano Índico a cambio de un sobresueldo en euros. Hay quien se pregunta si esa libertad no corresponde asimismo a quien optaría por prohibir pescar en aquellas aguas porque así se acabaría con buena parte de los piratas.

Fonte: http://www.laopinioncoruna.es/mar/2011/01/14/matar-moscas-canonazos/456897.html (14/01/2011)

Piratas e intereses asociativos y políticos

Más les valdría a los políticos permanecer callados y dejar al Gobierno, dentro de sus limitadas posibilidades, negociar hasta donde pueda sin que se note demasiado, en el secuestro del pesquero Vega 5.
Y decimos que deberían permancer callados porque resulta sorprendente que ante la guera de Afganistán se censure el envió de tropas y ante un problema como el que se nos presenta en el Indico sean partidarios no solo del envío de infantes de marina sino también de la continua presencia de buques pesqueros españoles en aquellos caladeros.

La Organización Marítima Internacional, desaconseja personal armado, sea civil o militar, siendo sus Recomendaciones validadas el 11 de marzo de 2010 por la Comisión Europea en lo que afecta a las medidas de autoprotección y de prevención de los actos de piratería marítima y los ataques a mano armada perpetrados contra los buques.

El carácter y ánimo " belicista " demostrado por el Presidente de Aetinape, a quién todavía nadie ha recrimado unos postulados fuera de todo rigor profesional y, el de determinados partidos políticos que están permitiendo que el caladero del Indico se haya convertido en un altísimo riesgo para la Seguridad Marítima y la Seguridad de la Vida Humana en la Mar debería llevarnos a una profunda reflexión a la vez de tratar de ser cautos, muy cautos, con todo lo hecho público hasta ahora.

La Prevención de Riesgos Laborales también está siendo cuestionada sin que nadie, absolutamente nadie, haya reparado en ello.

Hoy, 8 de enero de 2011, nos desayunamos con la noticia de que el alcalde de Pontevedra, remitió tres cartas a los titulares de los ministerios de Medio Ambiente, Rural y Marino, Asuntos Exteriores y Defensa para conocer la situación, debido a uno de los secuestrados es su convecino.

Desde 1.991 la OMI se ha preocupado de los asuntos marítimos inherentes a los actos de piratería.

A nadie debe coger de sorpresa entonces que los buques pesqueros puedan ser secuestrados.

Seguimos insistiendo desde Xornal en que lo que está en juego es la vida de las personas y como medida preventiva, ya desde hace mucho tiempo, se debió impedir la presencia de buques españoles en aguas del Indico.

Los " ribetes chauvinistas " de algunos personajes que aparecen y desaparecen cuando sus intereses asociativos o políticos están en juego, deben mantenernos en guardia para tratar de evitar el engaño permanente.

Las cartas, señores políticos, dirijanlas ustedes hacia la Dirección General de la Marina Mercante que es quien tutela las vidas y los bienes de nuestra gente de la mar.

Antonio Salgado Clavo
Portavoz
Grupo de Expertos no Gubernamentales del Sistema Mundial de Socorro

Fonte: http://xornalgalicia.es/index.php?name=News&file=article&sid=28607 (08/01/2011)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Combatirán a piratas con rayo láser


Por Cony Sturm

No estamos hablando de personas que hacen copias de software o de música, sino que de piratas de verdad, de los que andan en barcos sobre el mar y roban el botín de otros barcos. Hoy en día no usan banderas con calaveras ni patas de palo, pero existen todavía.

Ahora, los mercantes han creado una nueva arma para combatirlos: un rayo láser de largo alcance.

Esto no significa que los barcos apuntarán el láser y convertirán a los piratas en tostadas, sino que simplemente los dejarán ciegos por un rato en el mar. El láser se apunta hacia el barco pirata objetivo y cumple dos funciones: 1) decirles que “sabemos dónde están y si vienen para acá, los estamos esperando”, y 2) enceguecerlos.

Según BAE Systems, que son los desarrolladores del láser, los efectos de ceguera no son permanentes. La máquina calcula el rango de distancia del objetivo y las condiciones atmosféricas, regulando la intensidad del rayo para no dejar a los piratas ciegos para siempre.

Aún así, algunos probablemente preferirían tener algunos parches para ojo a la mano. Mirar el rayo a una distancia de 1.500 metros es como mirar al sol. Los anteojos oscuros tampoco ayudarían, sino que aumentarían el efecto, debido a que éstos no filtran la luz verde (sino que la hacen ver más brillante).

El láser tiene un ancho de 1 metro y podría apuntar a un barco pirata completo, que tiende a medir unos 6 metros. Estando ciegos, los piratas tendrían además problemas para encontrar sus AK-47 y granadas para atacar de vuelta.

El año pasado, se registraron 430 ataques piratas, un aumento de 5,6% respecto del año anterior, lo que explica este tipo de iniciativas. Si todo va bien, el láser verde antipirata podría comenzar a venderse dentro de este año.

Fonte: http://www.fayerwayer.com/2011/01/combatiran-a-piratas-con-rayo-laser/ (10/01/2011)

Somália, 2010: Os piratas estão vencendo!



Jeffrey Gettleman, New York Review of Books, vol. 57, n. 15

Abshir Boyah é um dos capitães-piratas da Somália. Ano passado, convidou-me para almoçar num pequeno restaurante, na calçada em frente ao palácio do governo regional semiautônomo de Puntland. Boyah já sequestrou dúzias de navios e barcos e é membro de um conselho secreto de piratas chamado “A Corporação”. Tem quase dois metros de altura, muito magro, rosto longo e expressão simpática, dentes branquíssimos e sorriso de inabalável total autoconfiança.

No instante em que entrou no restaurante, foi cercado por admiradores. No caminho até a mesa de plástico, onde almoçaríamos espaguete com carne de camelo, Boyah apertou meia dúzia de mãos. Evidentemente mantém as mais cordiais relações com membros do alto “governo” em Puntland – autoridade clânica, limitada, que se estabeleceu no norte da Somália –, inclusive com um comandante da Polícia que se sentou ao lado dele e tratava-o por “primo”. Boyah riu da situação: para ele, sentar-se e almoçar com brancos, era como “o gato almoçar com os ratos”. A cada instante, mais me convencia de que não se tratava apenas de Boyah operar livremente naquela parte da Somália; ali, Boyah é celebridade.

Boyah e seus camaradas (muitos dos quais, em verdadeiro espírito pirata, são conhecidos pelos codinomes “Bocão”, “Bunda Branca”, “Bundinha”, “Dente de Prata”, “Dente Vemelho”, “Abdi, O Mentiroso”) são risonhos, simples, surpreendentemente acessíveis – algumas gangues de piratas somalianos têm, cada uma, seu porta-voz oficial pirata para contatos com a mídia. Dizem a quem pergunte que trabalham exclusivamente pelo dinheiro. Mas o efeito do florescente empreendimento criminoso que organizaram nas águas de mais densa e complexa circulação de navios do mundo teve efeito muito mais amplo do que o simples sucesso comercial.

Nada, nos últimos anos, conseguiu atrair mais atenção internacional diretamente para a Somália – nem a fome que mata milhões, nem a guerra civil sem trégua, nem o primeiro homem-bomba americano nativo, que se autodetonou na Somália ano passado –, que as histórias reais dos piratas do século 21 que, de seus barcos, jogam ganchos sobre a murada dos maiores navios que há no planeta, sobem a bordo pingando água e pesadamente armados e capturam tripulações inteiras, que mantêm como reféns durante meses, até que os milhões de dólares pagos para libertá-los caem sobre eles, literalmente, dos céus.

Ao longo dos últimos vinte anos, desde o colapso do governo central, a Somália é caso exemplar da história moderna, de país sem Estado. Nada parece funcionar ali como noutros lugares. Nem legiões de soldados norte-americanos desembarcados em 1992 com a missão de “conter” os senhores-da-guerra locais; os soldados retiraram-se dois anos depois, derrotados e humilhados, no fiasco narrado em livro (1999) e filme (2001), “Falcão Negro em Perigo” [ing. “Black Hawk Down”]. Nem os sete mil soldados dos batalhões de paz da União Africana que lutam hoje nas ruas em ruínas de Mogadishu. Centenas de milhares de vidas foram destruídas pela fome e pela guerra. E a violência não para de crescer, mais recentemente, no que é ostensivamente uma guerra religiosa entre um governo islâmico moderado que recebe milhões de dólares de ajuda do Ocidente, mas não tem controle sobre praticamente nenhum território, e uma guerrilha islâmica radical levada para a Somália pela al-Qaeda. Rivalidades seculares entre clãs e os que lucram com a guerra alimentam esse banho de sangue eterno. Nesse contexto, germinaram condições perfeitas para a pirataria: anarquia, a herança da Guerra Fria, que criou uma Somália armada até os dentes, e um litoral de mais de 3.000 km no Golfo de Aden, pelo qual cruzam anualmente 20 mil navios.

Claro que já houve outros estados fracos ou relativamente fracos com litorais estratégicos, como a Nigéria ou a Indonésia, onde a ausência de qualquer lei fez florescer a pirataria, e os piratas sempre utilizaram táticas semelhantes às que se veem na Somália – os ganchos para abordagem, os barcos rápidos e os chamados barcos-mãe. Mas a Somália é diferente, em pelo menos um aspecto crucialmente importante, o que também explica que personagens como Boyah deem-se tão bem.

Os piratas da Somália contam com um país inteiro, do tamanho do Texas, onde se escondem e escondem os reféns. Abordam e navios às vezes a dois mil quilômetros da costa; transferem os reféns para seus barcos rápidos e os levam para esconderijos só conhecidos dos piratas, onde jantam churrasco de bode recém-degolado e iniciam as negociações que levarão ao pagamento do resgate.

Para os reféns, pode ser espera longa, infernalmente difícil. Paul e Rachel Chandler, casal de aposentados britânicos, permaneceram numa vila a poucas milhas do litoral da Somália por quase um ano, depois que seu veleiro foi abordado em outubro de 2009, durante o que esperavam que viesse a ser “a viagem dos nossos sonhos”. Em 2008, quando mais de uma dúzia de navios foram sequestrados, e havia mais de 300 reféns, todos aprisionados em mar alto no litoral da Somália, Pottengal Mukundan, diretor do International Maritime Bureau em Londres, disse-me: “Veem-se imagens dos barcos no Google Earth. Nenhum outro Estado, no mundo, toleraria isso.”

Mais de 30 países já enviaram navios-patrulha armados, para águas da Somália, mas Mukundan não tem esperança de que consigam intimidar os piratas, porque são mais de seis milhões de quilômetros quadrados a patrulhar. Os estrangeiros resistem à ideia de atacar os refúgios dos piratas em terra, porque é muito mais simples e mais barato negociar com eles e pagar os resgates. Negociar com os piratas e pagar os resgates pode ser bom negócio e talvez faça sentido. Mas quando essa negociação se torna prática regular e frequente, ela acaba por atrair cada vez mais jovens somalianos, que veem na pirataria um excelente oportunidade de trabalho; ao mesmo tempo em que os piratas tornam-se cada vez mais ousados e mais ambiciosos.

Os piratas somalianos atacam qualquer tipo de embarcação: gigantescos navios-petroleiros, veleiros esportivos minúsculos com três pessoas a bordo; os tradicionais veleiros árabes dhows que transportam mercadorias; navios de transporte fretados para transporte de produtos de socorro, alimentos e remédios, ou para transporte de armas; um navio-tanque dos EUA carregado de benzeno altamente inflamável, que as autoridades dos EUA temeram que fosse usado como gigantesca bomba flutuante. Os piratas até já abordaram navios de guerra, supõe-se que por engano.

Ninguém sabe com precisão o quanto já arrecadaram em resgates recebidos nos últimos cinco anos, mas pode-se estimar o total em, no mínimo, 100 milhões de dólares. Vez ou outra o botim enlouquece os piratas. Depois de recolher o pacote com 3 milhões de dólares, que desceu de paraquedas sobre o convés do “Sirius Star” – resgate pago em troca da desocupação do superpetroleiro saudita, que um bando de jovens piratas somalianos sequestrou no final de 2008 –, os piratas saltaram para seus botes infláveis super rápidos, no meio de um vendaval em alto mar. Vários botes viraram e vários piratas afogaram-se. Um corpo veio dar ao litoral, dias depois, com mais de 150 mil dólares nos bolsos das calças e jaqueta.

Essas formidáveis quantias de dinheiro criaram uma cultura pirata cheia de extravagâncias. Os casamentos piratas são solenidades e negociações altamente elaboradas, que duram dois ou três dias, avançam noite adentro, com conjuntos musicais (e noivas) trazidos de outros países em comboios de moderníssimos veículos 4 x 4. As mais belas jovens nas vilas dos piratas sonham com noivo pirata; os meninos mal podem esperar crescer o suficiente para pendurar a metralhadora AK-47 ao ombro e partir para o mar. Nessas regiões, toda a economia local gira em torno do sequestro de navios, com centenas de homens, mulheres e crianças empregados como vigilantes, guardas, atendentes, cozinheiros, auxiliares de convés, mecânicos, contadores, guarda-livros e garçons para servir chá.



Não há dúvida de que, na Somália, o crime compensa. – De fato, é a única indústria na Somália que garante lucros aos investidores. Há uma Bolsa de Valores pirata que funciona em Xarardheere, na qual os cidadãos compram e vendem ações de 72 empresas piratas individuais, que rendem retorno considerável no caso de a empresa pirata ser bem sucedida. Mas, quase sempre, todos gastam todo o dinheiro sem qualquer controle.
Boyah, que já recebeu pessoalmente centenas de milhares, se não de milhões, de dólares, pediu-me que lhe comprasse cigarros, quando o encontrei. Perguntei-lhe se não tinha dinheiro nem para cigarros, e ele explicou: “Quando alguém que nunca viu dinheiro passa a receber pacotes de milhões, logo se aprende que assim como vêm, os milhões se vão, muito depressa.” Disse também que tem de manter uma rede muito grande de parentes e dependentes clânicos: “não é um milhão para dividir entre dois ou três. São trezentos, às vezes mais.”

Nos últimos dois anos, alguns países tentaram linha mais dura. Uma vez, não faz muito tempo, tripulações de navios mercantes enfrentaram os piratas com tomates e tentaram atacá-los com mangueiras. A marinha da Índia recentemente afundou um navio pirata, matando vários piratas e os reféns que estavam sendo transportados. No início de setembro, comandos da Marinha dos EUA conseguiram capturar nove piratas somalianos que haviam sequestrado um cargueiro alemão ao largo do Iêmen. Muitos navios mercantes já contratam segurança privada armada para viagens naquela área. Os piratas estão aprendendo que se vai tornando cada vez mais difícil sequestrar navios e, segundo informe recentemente distribuído pela ONU, a taxa de sucesso dos piratas despencou, de 63% de sequestros bem-sucedidos, para cerca de 20%. Dúzias de piratas têm sido capturados e levados para o Quênia, Paris, Amsterdã e até New York para serem julgados, embora número muito superior tenha sido detido, desarmado e devolvido ao mar. Ano passado, SEALS da Marinha dos EUA, mataram três piratas que mantinham como refém um norte-americano num bote salva-vida. Mas os sequestros prosseguem. Até meados de agosto de 2010, piratas somalianos haviam abordado, no ano, 31 navios – muito menos do que no ano passado.

O “Chifre da África”, aquela ‘ponta’ do continente africano que avança no Oceano Índico e quase toca a península Arábica, é uma das regiões menos democráticas, onde mais a fome faz vítimas, mais miseráveis e mais violentas do mundo – como se vê há 30anos na Etiópia, Eritreia, Somália e Sudão.

Os EUA e a URSS definiram o Chifre como território de alta importância estratégica – o que o converteu em campo de batalha da Guerra Fria. Quantidades imensas de armas chegaram ininterruptamente àqueles países profundamente empobrecidos; e os ditadores do Chifre rapidamente perceberam que muito teriam a ganhar se não construíssem instituições e jamais pensassem em divulgar ideologias persuasivas e pacíficas. Os grandes ganhos só dependiam de manter contato íntimo ou com EUA ou com a URSS e exigir quantidades de armas cada vez maiores.

A Somália talvez seja o mais terrível exemplo de instabilidade social e política gerada pela Guerra Fria. Primeiro, a serviço dos russos, ali se instalou uma das principais bases de lançamento de mísseis teleguiados, em Berbera, junto ao Golfo de Aden. Visitei os bunkers quase todos subterrâneos, nos quais os russos armazenavam mísseis, e os estaleiros, hoje em ruínas, nos quais trabalhavam marinheiros russos. Naquele momento, os EUA apoiavam o arqui-inimigo da Somália, a Etiópia, então convertida em estado-cliente dos norte-americanos.

De repente, em meados dos anos 1970s, tudo mudou, quando um levante de oficiais do exército etíope assassinou o velho rei Haile Selassie, e o novo governo revolucionário optou por construir Estado comunista marxista. As duas superpotências ‘trocaram de campo’: os soviéticos abraçaram a Etiópia e os EUA mudaram-se para a Somália. O fluxo infindável de armas prosseguiu. Os ditadores locais, cada dia mais armados, foram-se tornando cada dia mais despóticos. Em 1991, quando se deu por oficialmente encerrada a Guerra Fria, os dois governos, da Somália e da Etiópia, desabaram, quase simultaneamente.

Siad Barre, ditador na Somália, já governava sem mandato legítimo há anos. Desde o início dos anos 1980, uma guerra civil entre clãs armados já vinha minando a autoridade do ditador; ao final da década, Barre já era conhecido como “o prefeito de Mogadishu”, porque as milícias já\ controlavam todo o resto do território.
Sempre foi difícil governar a Somália, apesar de ser um dos países mais culturalmente homogêneos do planeta. Praticamente todos os habitantes, estimados em sete milhões, falam o mesmo idioma (o somaliano), praticam a mesma religião (islamismo sunita) e são de um mesmo grupo étnico e cultural. Mas os somalianos são divididos em número muito grande de clãs e subclãs.

Italianos e britânicos colonizaram diferentes partes do território, e todos fracassaram na tentativa de impor leis ocidentais aos somalianos. Na Somália, por tradição, as disputas resolvem-se em assembleias em que se reúnem os mais velhos de cada clã. Para a expressiva maioria da população, só há uma lei que todos compreendem: “Se você me matar, a ira do meu clã cairá sobre você e o seu clã.” Nos pontos do país onde as práticas sociais tradicionais foram menos violentadas, como na Somalilândia britânica, os frutos de longo prazo foram melhores do que na região centro-sul do país, onde a administração colonial italiana rapidamente destruiu a estrutura tradicional das assembleias de anciãos. A região centro-sul da Somália ainda é palco de confrontos sangrentos, de radicalismo islâmico e pirataria. Na Somalilândia acabam de ocorrer eleições pacíficas e – fenômeno raro na África – a transferência de poder fez-se sem violência.

Em seu novo livro Somalia: The New Barbary?[1], Martin Murphy, conselheiro da Marinha dos EUA e professor visitante no Corbett Centre for Maritime Policy Studies no King’s College, University of London, usa documentos e registros do período colonial, para demonstrar que desde os anos 1950s há piratas no Golfo de Aden, que já então atacavam veleiros árabes tradicionais [dhows] e barcos pesqueiros. Antes disso, tudo leva a crer que os somalianos contentavam-se com explorar restos de navios naufragados.

Segundo Robert L. Hess, em seu livro Italian Colonialism in Somalia[2] os sultões do que se conhece hoje como Puntland dirigiam “bem organizada indústria de operações de saque” já nos anos 1800s, quando assaltavam os navios europeus que tentavam ultrapassar o traiçoeiro Cabo Guardafui, o chifre do Chifre da África.

A Somália é estado com extenso litoral, mas a maioria dos somalianos vive no interior, distantes do mar. Mesmo nos tempos de alguma estabilidade, a Somália jamais desenvolveu indústria pesqueira significativa, apesar de os mares somalianos serem ricos de atuns, tubarões, lagostas, camarões de águas profundas e pescada. A cultura tradicional da Somália é pastoril, com criação de cabras e camelos, feita segundo a tradição nômade, de rebanhos conduzidos pelo território, acompanhando o ciclo das pastagens. “Comedor de peixe” é expressão extremamente ofensiva entre os somalianos. Uma das cenas mais impressionantes do livro clássico de Gerald Hanley sobre a Somália, Warriors, publicado pela primeira vez em 1971, comenta as impressões de um jovem do interior que vê o mar pela primeira vez:
Quando Mohamed afinal desceu do caminhão, parou, paralisado, os pés colados ali na areia, tremendo dos pés à cabeça, olhando e ouvindo o rugido terrível do mar que rolava em direção a ele. Jamais vira nada semelhante e ficou sem fala. Até os askaris [soldados locais] calaram-se e ficaram a olhar para ele, que examinava tudo em volta, os olhos móveis, preocupados (...). Foi das experiências mais estranhas da minha vida: um selvagem do deserto tremendo ante o oceano que via pela primeira vez, como se temesse que o chão se abrisse e o engolisse para sempre. O homem um dia esteve como ele, entre raios e trovões, há um milhão de anos, no tempo da inocência.”[3]

Apesar de os somalianos não sentirem qualquer orgulho ou atração por seus mares, há quem os procure. No auge da temporada de pesca, a paisagem enche-se de traineiras e barcos pesqueiros de todo o planeta. Muitos usam técnicas predatórias, dinamitando recifes, ou gigantescas bombas de sucção que aspiram o fundo do oceano – peixes, corais, rochas, plantas – e destroem não uma, mas várias gerações de vida marinha.

Muitos dos piratas que entrevistei falam do sentimento de humilhação, quando não havia outro meio para ganhar a vida além do serviço temporário nos barcos pesqueiros estrangeiros. Quanto maiores os barcos, maior a quantidade de peixe roubado dos pescadores locais. Dizem que, há anos, antes de os piratas serem piratas e quanto muitos tentavam ganhar a vida como pescadores, muitas vezes os grandes barcos pesqueiros atiravam contra os botes locais, para impedi-los de pescar. Os piratas também protestam contra a quantidade imensa de barris com lixo tóxico que vêm dar à costa, ilegalmente lançados ao mar a alguns quilômetros da praia, por empresas estrangeiras que se aproveitam de não haver governo na Somália para impedir aquela prática ou para denunciar as empresas ao Tribunal Internacional. Organizações marítimas na África Oriental confirmaram esses relatos.


Boyah, conhecido em toda a Somália como pirata pioneiro, nasceu na cidade costeira de Eyl, acredita-se que em 1966, segundo documentos do Departamento de Estado dos EUA que recentemente congelou seus bens. Contou-me que ele e sua família foram deslocados, do litoral para o interior, como parte de um programa governamental de apoio a vítimas de enchentes. Deixou a escola aos oito anos e trabalhou como cozinheiro num barco pesqueiro. Tornou-se pescador. Sequestrou seu primeiro navio em 1993, um pesqueiro que entrara ilegalmente em águas da Somália.

Boyah conta que a pirataria começou na Somália quando pescadores como ele armaram-se e começaram a abordar traineiras clandestinas ilegais para exigir “uma multa”, no início, de alguns poucos milhares de dólares. Mas os pescadores rapidamente perceberam que recolher “multas” das traineiras podia ser muito mais lucrativo que pescar. Esforço que o governo de Puntland empreendeu em 1999, de contratar uma empresa britânica, Hart Security, para impedir que as traineiras e pesqueiros pescassem em águas da Somália, acabou por complicar ainda mais a situação, porque não conseguiu impedir a pesca ilegal e introduziu ainda maior quantidade de armas na região. Em meados dos anos 2000s, muitos pescadores amadores converteram-se em piratas profissionais e alguns deles enriqueceram inacreditavelmente, em pouco tempo. Graças a Boyah, sua cidade natal, Eyl, em pouco tempo converteu-se em nova capital planetária da pirataria.

Rapidamente, os piratas organizaram-se em grupos chamados “companhias”, que receberam nomes como “Marines da Somália”, “Guarda Costeira Central da Somália”, “Defensores das Águas Territoriais Somalianas” e, até, “Exército da Salvação do Oceano”. No passado, os piratas tentaram apresentar-se como guardiões do litoral da Somália, reivindicação que soa cada vez mais ridícula, posto que se aventuram milhas e milhas além dos limites territoriais, e já atacam navios em pontos mais próximos da Índia que da África. A verdade é que são, simplesmente, versão embarcada da absoluta ausência de qualquer lei ou ordem em que a Somália vive. Nos últimos vinte anos, no vácuo de qualquer autoridade central, personagens carismáticos que aprenderam a explorar as interconexões clânicas, o fácil acesso a armas e quantidades enormes de desempregados jovens e sem qualquer formação escolar, passaram a dominar a economia da Somália e aquela política envenenada. Controlam o contrabando de armas, o tráfico de drogas, importam alimento em pó para bebês, com prazo de validade vencido; são os mesmos que expropriaram prédios que foram propriedade do Estado e hoje alugam os quartos para famílias sem-teto.

Um dos maiores problemas da Somália é essa classe muito poderosa e profundamente enraizada, dos que lucram com a guerra. Alimentam-se há tanto tempo da anarquia, que se recusam a combatê-la. Combatem, sim, qualquer esforço para restabelecer qualquer tipo de governo, não importa que governo seja. “Impostos não são bem-vindos”, explicou um exportador de azeite de oliva, em Mogadishu, discorrendo sobre os motivos pelos quais estava comprando mísseis para guerrilheiros.[4]

Os piratas encontraram um meio para ancorar essa economia local criminosa, à economia global. De início, apenas posicionavam seus barcos no congestionado Golfo de Aden e esperavam. Um dos piratas que sequestrou o MV Faina, cargueiro ucraniano que transportava 33 tanques soviéticos de combate T-72, contou-me que, naquele dia, sua tripulação andava sem objetivo definido por um dos canais super congestionados, quando viram um barco grande, azul e branco, com cordas pendendo para fora da amurada. Hoje, porém, com a maior presença de barcos de guarda no Golfo de Aden, os piratas estão-se deslocando rapidamente cada vez mais para o sul e para o leste, usando naves-mães (em geral, traineiras roubadas) , como bases flutuantes de operação, para ampliar a área de ação. A região entre as ilhas Seychelles e a Tanzânia são hoje seu principal campo de caça.

Uma vez abordado o navio, os piratas dirigem-se imediatamente para a ponte, usam as armas para imobilizar a tripulação e, quase sempre, trancam todos nos dormitórios dos marinheiros. Só muito raramente os piratas somalianos ferem intencionalmente seus reféns. Na maioria, os piratas obedecem um rígido código de conduta que impõe multas aos pistoleiros que maltratem os reféns. Boyah disse que havia cópias impressas dessas regras, um, pode-se dizer, “Manual dos Piratas”. Os piratas parecem dar-se conta de que, se começarem a maltratar ou executar reféns, darão ao ocidente motivo perfeito para que ataquem suas bases em terra. Até agora, o mundo parece dar-se por satisfeito na posição de pagador desse caro jogo de gato e rato. Alguns, é verdade, começam a perder a paciência. Em abril passado, Nicolas Sarkozy ordenou que comandos franceses invadissem um veleiro sequestrado no qual permanecia uma família. Os comandos mataram dois piratas, capturaram três e libertaram o veleiro; mas também mataram o pai da família sequestrada.

Navios militares de várias bandeiras tem capturado incontáveis jovens somalianos a bordo de seus botes rápidos armados com armamento pesado e sem qualquer equipamento de pesca. Mas, na maioria dos casos, não há como formalizar qualquer acusação, e os barcos e tripulação acabam por ser libertos. Em praticamente todos os casos, os piratas são presos antes de praticar qualquer ação criminosa. E, depois que abordam e ocupam os navios, sempre é tarde demais para tentar prendê-los, porque já está protegidos pelos reféns. Nos termos das convenções internacionais, algumas delas com séculos de vigência, praticamente todo e qualquer país pode prender e julgar alguém que navegue em águas internacionais, suspeito de praticar pirataria. Vários navios ocidentais já entregaram mais de uma centena de suspeitos ao Quênia – país que, inicialmente, aceitara recebê-los para que fossem formalmente julgados. Mas o Quênia reclama os prometidos fundos financeiros para cobrir os custos de prisão e julgamento dos piratas, que jamais chegam; e a maioria dos casos que envolvem piratas não chegaram jamais a ser julgados.

Martin Murphy argumenta, convincentemente, que, apesar do ‘sucesso’ midiático, e do turbilhão que a expressão “piratas” desperta, a pirataria na Somália sempre foi negócio precário, rudimentar, sem qualquer tecnologia e, quase sempre, negócio selvagem, absolutamente sem regras. Chegou a haver rumores de executivos elegantes, em ternos e carros caros, em Nairobi, Dubai e até em Londres, que comandariam os negócios dos piratas somalianos, mas jamais consegui confirmar qualquer desses rumores. Também houve boatos de que os piratas estariam investindo fortunas no mercado imobiliário de Nairobi, que usariam equipamento para visão noturna e que, inclusive, estariam usando tintas especiais para pintar seus barcos, que os tornariam invisíveis à noite. Perguntei a outro capitão pirata, Mohamed Abdi, também conhecido como Af Weyne e “Bocão”, sobre a tal tinta invisível – e ele me olhou com ar feroz. Meu tradutor teve de repetir a pergunta. Duas vezes. Até que “Bocão” entendeu, e soltou uma gargalhada. “Bobagem, tudo bobagem”, disse. “Bocão” também riu alto, quando lhe disse que a ONU estava estudando meios para confiscar propriedades dos piratas em outros países. “Que propriedades?”, perguntou. (...)

Há pouca esperança, no futuro próximo, de que o governo de transição em Mogadishu consiga fortalecer-se o suficiente para derrotar os piratas. O governo pode, no máximo, tentar manter-se vivo. Os guerrilheiros islâmicos que controlam boa parte do território da Somália já consideraram a possibilidade de atacar as bases dos piratas, mas o dinheiro é necessário também para eles. Um grupo, Hizbul Islam, instalou algumas bases em Xarardheere e agora recebe um ‘imposto’ de $40.000 de cada resgate pago. Outro grupo guerrilheiro, mais poderoso, al-Shabab, fez um acordo com os piratas, pelo qual não interferem na operação pirata, em troca de 5% de todos os resgates recebidos. Parece estar começando aí o pior pesadelo para todo o Ocidente: os dois principais itens de exportação da Somália – pirataria e radicalismo islâmico – já estão unificando suas operações.

Sob pressão internacional crescente, e empurrados pelo que têm dito váriosSheikhs islâmicos, que a pirataria seria haram [pecado, pelos princípios do Islã], a Polícia de Puntland, em maio de 2010, prendeu Boyah. Até agora [o artigo foi escrito dia 14/9/2010, publicado um mês depois] ainda não foi formalmente acusado. Para muitos, ninguém formalizará qualquer acusação contra ele, que acabará por ter de ser libertado. Dentre outros fatores que pesam a favor de Boyah, ele e o presidente de Puntland pertenceriam a um mesmo sub-sub-clã. Na Somália, quase sempre, esse é o critério decisivo.
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NOTAS
[1] MURPHY, Martin N., Somalia: The New Barbary? Piracy and Islam in the Horn of Africa,
Columbia University Press, 179 pp., $26.50 (lançamento marcado para 23/11/2010).
[2] University of Chicago Press, 1967.
[3] HANLEY, Gerald, Warriors: Life and Death Among the Somalis, London: Eland, 228 pp., $32.95 (distribuído nos EUA por Dufour).
[4] Escrevi sobre isso em “In Somalia, Those Who Feed Off Anarchy Fuel It”, The New York Times, 25/4/2007 (em http://www.nytimes.com/2007/04/25/world/africa/25somalia.html).

Fonte: http://www.sediscute.com/2010/11/somalia-2010-os-piratas-estao-vencendo.html (09/11/2010)