sábado, 21 de janeiro de 2012

Americanos salvam pescadores iranianos

Pescadores agradecem aos marinheiros americanos Fotografia © Reuters

Teerão elogia libertação de 13 pescadores que tinham raptados por piratas somalis.

O Irão classificou de "gesto humanitário" a acção da marinha americana que resultou na libertação de 13 escadores iranianos que tinham sido capturados por piratas somalis. O resgate dos prisioneiros foi conseguido por forças do destroyer Kid, da escolta do porta-aviões John C. Stennis, que tinha acabado de abandonar o Golfo Pérsico.

A tripulação do barco iraniano estava no poder dos piratas há 40 dias e, no salvamento, os americanos prenderam 15 piratas. O navio iraniano seguiu viagem , após ser reabastecido pelo destroyer. O resgate surge num momento de crescente tensão política entre EUA e Irão.

"Consideramos a acção das forças americanas que salvaram a vida dos marinheiros iranianos como um gesto humanitário positivo e saudamos a iniciativa", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

Segundo o relato do New York Times, cujo repórter esteve a bordo no barco resgatado, um dos marinheiros iraniano agradeceu aos militares americanos dizendo que "foi como se vocês tivessem sido enviados por Deus".

Apesar dos elogios oficiais, a agência oficial iraniana considerou que a libertação parece "um filme de Hollywood", estando a ser usada "para fins de propaganda".

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2227240&seccao=Europa (07/12/2012)

10 fatos sobre piratas

Tudo que você sabe sobre os piratas foi aprendido com filmes? Talvez você tenha deixado passar algumas coisas, confira:

Se existe uma coisa que desperta a curiosidade das pessoas, essa coisa responde pelo nome de pirata. Apesar de ser um assunto muito interessante, a verdade é que poucas pessoas sabem onde e quando começou essa história.

FOTO: (Crédito: Viki2win / Shutterstock.com)

A chamada “Idade de Ouro da Pirataria” aconteceu entre os anos de 1700 e 1725. Durante esse tempo, muitos homens e até algumas mulheres passaram a viver dessa forma para ganhar a vida.

A época ficou conhecida como “Era Dourada” porque foi quando a pirataria começou a florescer. Muitos dos nomes conhecidos, como o Barba Negra, “Calico Jack” Rackham ou “Black Bart” Roberts eram ativos durante esse tempo. Veja algumas coisas que você talvez não saiba sobre esses cruéis bandidos do mar.

1. Sobre piratas: Eles raramente enterravam tesouros
Um ou outro de fato fizeram isso, como o Capitão William Kid, mas a verdade é que pouquíssimos chegaram a enterrar algum tesouro. E existiam algumas razões para isso. Eles preferiam dividir os tesouros roubados entre a tripulação do que enterrá-los. Além disso, a maioria dos tesouros não era ouro e sim comida, tecidos e outras - coisas que estragariam facilmente se enterradas. Na verdade, essa lenda de enterrar tesouro durou tanto tempo devido ao livro “Treasure Island”, que falava de uma caça ao tesouro.

2. Sobre piratas: suas carreiras eram curtas
A maioria dos piratas não durou tanto. A maioria morreu ou se machucou seriamente em batalhas contra outras pessoas e até entre eles próprios numa época em que cuidados médicos eram raríssimos. Mesmo piratas famosos, como Barba Negra e Bartholomew Roberts, só permaneceram na ativa por alguns anos.

3. Sobre piratas: Eles tinham regras e regulamentos
Se tudo que você sabe sobre pirataria foi aprendido em filmes, talvez você acredite que era fácil ser pirata: levar uma vida sem regras além de atacar, roubar e beber. Mas a verdade é que a maioria das tripulações de piratas tinha seu código, que deveria ser seguido por todos os membros. E as regras incluíam punições para mentiras, roubos ou brigas a bordo. As leis eram levadas muito a sério e as punições severas.

4. Sobre piratas - Eles não andavam na prancha
Desculpe acabar com mais um mito. Alguns contos de piratas dizem que esse costume começou depois da Era Dourada, mas as evidências sobre isso são quase inexistentes. Mas não pense que esse era o único tipo de punição. Piratas que quebravam as regras eram abandonados em ilhas, chicoteados ou mesmo “quilha-transportados”, um tipo de castigo em que um pirata era amarrado a uma corda e então jogado ao mar, de um lado do navio. Então era transportado pela quilha, por baixo do navio, até o outro lado.

5. Sobre piratas - Um navio pirata tinha bons trabalhadores
Um navio pirata era mais que um barco cheio de assassinos e ladrões. Um navio pirata era uma máquina que funcionava bem, com bons trabalhadores e divisões claras de cargos. O capitão decidia para onde ir, quando e a quem atacar. Além disso, tinha o controle total durante as batalhas. O intendente supervisionava a operação do navio e dividia o dinheiro. E havia ainda outras posições, com carpinteiro, artilheiro e navegador.

6. Sobre pirata - Os piratas não se limitam ao Caribe
O Caribe era, de fato, um lugar ótimo para os piratas: pouca ou nenhuma lei, uma porção de ilhas desabitadas para se esconder e com muitos navios mercantes passando por lá. Mas os piratas da Era Dourada não “trabalhavam” lá, apenas. Muitos deles atravessaram o oceano para incursões na costa oeste da África. Outros navegaram pelo Oceano Índico até o sul da Ásia.

7. Sobre pirata - Havia mulheres piratas
Era um caso realmente raro, mas ocasionalmente era possível encontrar uma mulher que trocou os cuidados da casa por um navio. Os exemplos mais famosos são Anne Bonny e Mary Read, que navegaram com “Calico Jack” Rackham em 1719. As duas se vestiram como homens e supostamente lutaram tão bem quanto seus companheiros. Quando Rackham e sua tripulação foram capturados, as moças disseram que estavam grávidas e se livraram do enforcamento.

8. Sobre piratas - A pirataria era melhor que as outras alternativas
Não acredite que os piratas eram homens desesperados que não conseguiam encontrar emprego. Alguns deles simplesmente escolheram essa vida. Na verdade, quando um navio mercante era abordado, não era raro ver parte da tripulação comercial se unindo aos piratas. Isso acontecia porque os trabalhos “honestos” daquela época eram o comércio e o serviço militar e ambos ofereciam péssimas condições.

9. Sobre piratas - Eles vinham de todas as classes sociais
Nem todos os piratas da Era Dourada eram pessoas ignorantes que tiveram que recorrer à pirataria para ganhar a vida. Alguns deles, como William Kidd, vinham de classes sociais mais altas. Alguns deles eram fazendeiros ricos que partiram em missões de caça aos piratas e acabaram tornando-se um deles.

10. Sobre piratas - Nem todos os piratas eram criminosos
Isso vai depender muito do seu ponto de vista, mas durante a guerra, as nações emitiam cartas que permitiam que os navios atacassem os inimigos. Normalmente, quem atacava os inimigos dividia o que era saqueado no navio com o governo que havia emitido a carta. Esses homens também eram chamados de piratas. Os ingleses Sir Francis Drake e Capitão Henry Morgan agiam desta forma e nunca atacaram portos ou comerciantes. Para os ingleses eles foram considerados heróis. Para os espanhóis, eles eram criminosos.

Fonte: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/01/12/904612/10-fatos-piratas.html (12/01/2012)

Navios de guerra russos contra os piratas

Frota dará segurança no mar da Arábia

Navios da Frota do Pacífico da Rússia iniciaram a escolta de barcos mercantes pelo mar da Arábia, onde frequentemente acontecem ataques piratas. O comboio, formado no domingo passado, está indo em direção ao corredor de segurança para o porto de destino.

Em dezembro passado, o grupo de navios chegou ao golfo de Áden e, por alguns meses, garantirá a segurança da navegação na região de Chifre de Ouro, na África.

Fonte: http://www.diariodarussia.com.br/fatos/noticias/2012/01/16/navios-de-guerra-russos-contra-os-piratas/ (16/01/2012)

Forças dos EUA resgatam mais seis iranianos em apuros no mar

Foto: AP
Em menos de uma semana, militares americanos fazem segundo resgate de iranianos; marinheiros navegavam na costa do Iraque.

iG São Paulo

Mais seis marinheiros iranianos foram resgatados por forças norte-americanas, dessa vez na costa do Iraque, informou o Pentágono nesta terça-feira, poucos dias depois do anúncio de que um navio militar dos Estados Unidos salvou 13 pescadores iranianos das mãos de piratas.

Marinheiro iraniano cumprimenta guarda da costa americana no Golfo Pérsico
O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse que uma lancha da Guarda Costeira comandou a operação de resgate cerca de 50 milhas a sudeste de Umm Qaser, no sudeste do Iraque, respondendo a um pedido de socorro dos marinheiros.

O capitão do navio informou que a sua sala de máquinas estava inundando e "não estavam em condições de navegar", segundo o Pentágono.

Não ficou claro como os seis marinheiros voltariam ao Irã, já que a embarcação parece avariada. EUA e Irã não mantêm relações diplomáticas e atravessam uma fase de tensão devido às suspeitas norte-americanas de que a República Islâmica quer desenvolver armas nucleares, algo que Teerã nega.

Na quinta-feira passada, o grupo naval do porta-aviões USS John C. Stennis, que havia sido alertado pelo Irã para não voltar à região do golfo Pérsico, salvou 13 pescadores que haviam passado mais de um mês em poder de piratas no mar da Arábia.
Os pescadores foram mandados para o Irã com alimentos e combustível, e usando bonés de beisebol com o nome da embarcação norte-americana que os resgatou.

Com AP e Reuters

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/forcas-dos-eua-resgatam-mais-seis-iranianos-em-apuros-no-mar/n1597564374938.html (10/01/2012)

Piratas somalis são detidos por navio espanhol ao largo de Mogadíscio

A EUNAVFOR indicou que o navío espanhol, ESPS Patino, foi atacado por piratas após ter escoltado um comboio do Programa Alimentar Mundial (PAM).

Da Redação, com agência

Nairobi - Seis piratas foram capturados por um navio de guerra espanhol após ter rechaçado um ataque dos mesmos ao largo de Mogadiscio (capital da Somália), revelou a Força Naval Europeia de Luta contra a Pirataria (EUNAVFOR).

A EUNAVFOR indicou que o navío espanhol, ESPS Patino, foi atacado por piratas após ter escoltado um comboio do Programa Alimentar Mundial (PAM), mas que as suas forças de proteção conseguirem repelir o ataque.

"Antes de tudo, a 12 de janeiro, depois de ter escoltado o navio do PAM que transportava a ajuda alimentar para a Somália e operando perto do porto somalí de Mogadiscio, o navio ESPS Patino foi atacado por uma embarcação de presumíveis piratas", declarou a EUNAVFOR num comunicado publicado quinta-feira à tarde.

Os assaltantes abriram fogo com armas ligeiras e tentaram subir a bordo do Patino, mas foram repelidos pela força de proteção do navio, apoiada por um helicóptero.

O barco frustrou o ataque e os homens renderam-se depois de terem deitado seus meios, nomeadamente armas, escadas e barrís de combustível ao mar.

Cinco dos seis homems capturados no barco receberam cuidados médicos a bordo do Patino, indicou a EUNAVFOr. As informações são da Panapress.

Fonte: http://www.africa21digital.com/noticia.kmf?cod=12950446&canal=404 (15/01/2012)

Piratas corporativos em busca de tesouros afundados em Dominicana

Escrito por Camila Carduz

Santo Domingo, 10 jan (Prensa Latina) De uns 500 barcos afundados nas costas dominicanas, poderiam sair histórias de piratas com os tentáculos de empresas que usam tecnologias de última geração para recuperar tesouros desses naufrágios.

Uma reportagem publicada no meio Listín Diário cita, entre outros, a Roberto Llerena, jornalista e mergulhador salvadorenho radicado aqui há 30 anos que assegura não existir em todo o Caribe um país com tantos naufrágios da época colonial como Dominicana e Haiti.

Por outra parte, o diretor de arqueologia da empresa exploradora Deep Blue Marine, Alejandro Selmi, indica que os naufrágios começaram em 1492 e continuam até hoje.

O jornal fala de cinco empresas, legalizadas pelo governo, que têm concessões em diversas áreas.

Tesouros do Caribe (Caribe Salvagem S,A,) de Tracy Bordem; Fundação Ponta Cana, de Paul Beswick; Anchor Research and Salvage, S.R.L., de Bobby Prichert; Deep Blue Marine, de Wilf Blue; e a Universidade de Indiana, a cargo de Charles Beeper; todas localizadas em partes da costa norte, sul e leste.

Denominam-se empresas de resgate arqueológico, ainda que é difícil dizer quem se beneficia com os bens recuperados.

Os exploradores, indica Llerena, nutrem-se do Arquivo das Índias na Espanha, único lugar de documentação de todas as colônias.

Esse arquivo, localizado na cidade de Sevilla, possui uns 43 mil fichários com cerca de 80 milhões de páginas e oito mil mapas e desenhos procedentes de mercantes e tropas espanholas.

O diretor técnico do Escritório Nacional de Patrimônio Cultural Subaquático (Onpcs), Francis Soto, assegura que por mais sofisticados que sejam os equipamentos e a investigação prévia que façam, a prática indica que a maioria das peças são encontradas por nativos.

Os pescadores da área são os que mais encontram.
Os furacões fazem que o mar mude tudo, por isso às vezes saem peças à superfície e isso dá uma referência, explica Soto.

Sobre o custo de explorar e recuperar estes bens, Llerena e Selmi coincidem em afirmar que são muito altos.

Ainda que o jornal assegura que eles estimam em 50 a 60 mil dólares mensais os salários, alimentação e manutenção das embarcações, equipamentos e combustíveis, outras opiniões consultadas acham que essas cifras são, na realidade, muito superiores.

Desde 1976, quando se recobrou a Nossa Senhora de Guadalupe, se recuperaram 22 naufrágios. O mais recente foi o San Miguel em 2011.

Quanto ao destino dos bens recuperados, o diretor geral da Onpcs, Wilfredo Féliz, aponta que as empresas que funcionam legalmente no resgate de bens naufragados, devem entregar ao Estado dominicano 50 por cento dos tesouros achados, mas de qualquer jeito o Governo é quem escolhe primeiro e não tem a obrigação de dar às empresas a metade dos bens.

Féliz explica que o Governo tem a opção de lhe pagar em numerário, mas devido às dificuldades financeiras do Estado, é mais fácil pagar a essas empresas com bens recobrados.

Por essa via, o Estado dominicano encontrou-se com coleções completas de cerâmica da Dinastía Ming, que se exibe no forte Santo Domingo da Zona Colonial. O servidor público reconheceu que ainda se apresentam casos de furto e não descarta que ocorram atos de corrupção por parte dos encarregados na notificação à Onpcs sobre as peças encontradas.

Féliz desejaria que o Estado se responsabilizasse pela busca destes bens e não que entregue concessões a empresas estrangeiras, mas para isso tem que preparar pessoal especializado em mergulho e arqueologia, além de conseguir os equipamentos necessários.

Inclusive depois que são recobradas as peças, fazem falta outros produtos e equipamentos para conservar esses bens e, dentro do possível, mantê-los em seu estado original; equipamentos dos quais carece o Laboratório de Conservação da Onpcs, reconhece sua encarregada, Isabel Brito.

ocs/ef/cc

Fonte: http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=466682&Itemid=1 (10/01/2012)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Marinha dos EUA resgata tripulação iraniana sequestrada por piratas

Foto: AP
Foto divulgada pela Marinha americana mostra o destroies USS Kidd no Mar Arábico


Segundo comunicado, navio pesqueiro havia sido capturado por piratas no norte do Mar Arábico há cerca de 40 dias.

iG São Paulo

Forças da Marinha americana resgataram nesta quinta-feira um navio pesqueiro de bandeira iraniana que havia sido capturado por piratas no norte do Mar Arábico, informou nesta sexta-feira em comunicado a Quinta Frota dos Estados Unidos, divisão com base no Bahrein.

O destróier USS Kidd detectou uma embarcação suspeita junto ao navio pesqueiro iraniano Al Molai, que informou anteriormente que tinha sido sequestrado por piratas. Uma equipe do USS Kidd abordou o pesqueiro e prendeu sem resistência 15 piratas, que tinham tomado a embarcação e rendido a tripulação há cerca de 40 dias.

O barco iraniano estava sendo utilizado como embarcação-tanque para operações de piratas supostamente somalis no Golfo Pérsico, segundo o testemunho da tripulação, composta por 13 pessoas, informou o comunicado.

O fato ocorreu dias depois de tensões crescentes entre o Irã e os Estados Unidos, com Teerã lançando advertências aos americanos quanto à liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

O destróier americano "USS Kid" faz parte do porta-aviões John C. Stennis, que deixou o Golfo Pérsico no dia 29 de dezembro. Cinco dias depois, o chefe das forças armadas iranianas afirmou que a embarcação não poderia mais retornar.

Antes do resgate desta quinta-feira, outro barco iraniano, a motor, havia emitido um pedido de socorro ao suspeitar de um ataque de piratas. Um helicóptero de outro navio da Marinha dos Estados Unidos, que também estava embarcado no porta-aviões "Stennis", o "USS Mobile Bay", respondeu ao chamado, segundo o capitão John Kirby.

Mas os piratas lançaram objetos na água e "subiram no barco e não pudemos deter os piratas porque não havia provas", acrescentou Kirby.

Com EFE e AFP

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/marinha-dos-eua-resgata-tripulacao-iraniana-sequestrada-por-pira/n1597529538499.html (06/01/2012)

PEQUENO PIRATA


Por Lielson Zeni

Editora:Leya / Barba Negra - Edição especial
Autor: David B. (roteiro e arte) - Publicado originalmente em Le roi rose.
Preço: R$ 29,90
Número de páginas: 48
Data de lançamento: Agosto de 2011

Sinopse
O navio Holandês Voador singra os mares com uma tripulação de piratas. Os bucaneiros causam, literalmente, o horror na pilhagem de outros barcos, por uma razão: eles estão todos mortos.

Todos aguardam ansiosos o momento em que poderão descansar. Mas a vida (?) dos desmortos marítimos muda quando encontram um bebê vivo em um de seus ataques.

Positivo/Negativo
É importante que se informe: esta HQ é uma adaptação de um conto de 1921 do escritor francês Pierre Mac Orlan, intitulado Le roi rose (o rei rosa).
Porém, Pequeno pirata não será encarada desse modo no Brasil. Pelo menos, não massivamente. É que o texto fonte além de não ser muito conhecido por aqui, nem foi traduzido para o português.

Desse modo, as cobranças habituais que pesam sobre obras adaptadas serão deixadas de lado. Poucos leitores se darão ao trabalho de especular a questão da fidelidade ao texto original, por exemplo.

Questão essa sempre levantada quando se fala sobre adaptações. E quem teria dito que os bons trabalhos nesse nicho são aqueles "fiéis"? E que tipo de fidelidade é possível na transposição entre dois meios com recursos tão diferentes? Toda adaptação é a materialização de uma leitura sobre outra obra. Ser fiel passa pela individualidade da interpretação do adaptador. E, a partir daí, começam as discussões.

Discussões que não terão (ou quase) vez com Pequeno pirata, dada a distância do leitor brasileiro do conto que origina o quadrinho.

(Para os que leem em francês, há uma primeira versão do texto disponível aqui.)
O que estará próximo do leitor é uma história fantástica, em que os valores de vida e morte são invertidos e, desse modo, redimensionados e questionados. O encontro entre os piratas mortos-vivos que já estão além de qualquer vida e de um recém-nascido, chamado de Rei Rosa, é uma ótima oposição.

Dessa contradição se cria uma obra reflexiva e tocante, além de ser muito veloz e bonita. Aos opostos vida e morte se estabelecem outros: a violência dos piratas e a inocência do Rei Rosa, a espera pela morte e alegria de ver a vida em ação, o volúvel mar e o porto seguro na terra.

Os piratas do imaginário popular são anti-heróis que tomam o que precisam e se lançam ao infinito das águas em busca de novas aventuras. Não deixa de ser uma boa forma de metaforizar a infância em direção à vida adulta.

Nesta história, os piratas são monstros que anseiam pelo fim de sua existência. Estão mortos, só falta que lhes permitam descansar. Esses monstros aprendem a valorizar a existência do outro pelo filtro de uma criança, espalhando vida em um convés de navio apodrecido, habitado por desesperançados.

Porém, o desespero só atinge a todos quando a morte e a vida precisam se separar e se colocarem como instâncias distintas. O final do álbum é melancólico.

A HQ Pequeno pirata veio quietinha, navegou entre diversos lançamentos e lançou âncora entre os melhores de 2011.

Fonte: http://universohq.com/quadrinhos/2011/review_PequenoPirata.cfm (s/d)