sábado, 31 de março de 2012

Piratas somalis sequestram barco com açúcar do Brasil para Irã

Barco com supostos piratas na costa da Somália em 2010 (AFP/Arquivo, Ho)

(AFP)
LA PAZ — Piratas somalis sequestraram na segunda-feira no oceano Índico um navio graneleiro, com bandeira boliviana, que transportava açúcar de procedência brasileira com destino ao Irã, informou na noite de quinta-feira em La Paz o governo da Bolívia.

"Na última segunda-feira, dia 26, o navio que transportava açúcar, procedente da República do Brasil com destino ao Irã, foi sequestrado com 23 tripulantes a bordo em águas territoriais das Ilhas Maldivas, a 190 milhas náuticas da costa, no oceano Índico, por piratas de nacionalidade somali", disse o Registro Internacional Boliviano de Embarcações (RIBB), dependente do ministério da Defesa.

O RIBB explicou em um comunicado que "a informação sobre o sequestro foi fornecida pela Força de Defesa Nacional (MNDF) das Ilhas Maldivas, que enviaram de modo imediato navios de defesa ao local do sequestro para realizar a busca".

No entanto, "os navios da Força de Defesa das Ilhas Maldivas suspenderam as operações, já que o navio sequestrado abandonou suas águas territoriais", acrescentou.

Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5juShPT3kQkR47Z4PWnCj-eLjV6aA?docId=CNG.97163278ecb427fa8b35caf50ff6e659.191 (30/03/2012)

Llegará a México '¡Piratas! Una loca aventura!'


Llegará a México '¡Piratas! Una loca aventura!'

El filme infantil se exhibirá en formato 3D a partir del 20 de abril

El cine familiar continúa siendo una de las apuestas en la cartelera mexicana, ahora con la película infantil ¡Piratas! Una loca aventura, que llegará a las salas cinematográficas del país el próximo 20 de abril.

Tras haberse estrenado con buenos resultados en otros países de América Latina, la comedia de piratas y aventuras realizada por Stop Motion vendrá a este país para conquistar al público infantil.

El largometraje, considerado un ambicioso proyecto de la compañía de animación Aardman, fue dirigido por Peter Lord y Jeff Newitt, y está basado en los libros escritos por Gideon Defoe.

La película será exhibida en formato 3D y narra la historia de un barbado capitán pirata, muy entusiasta, quien pese a sus esfuerzos no ha logrado su objetivo de derrocar a sus acérrimos enemigos.

En esta aventura el simpático capitán cuenta con una tripulación de segunda, que en nada favorece a sus planes; sin embargo, eso no le importa mucho, ya que está concentrado en hallar la forma de derrotar a sus rivales "Black Bellamy" y "Cutlass Liz", por el codiciado Premio del Pirata del Año.

En la versión doblada al español participan los actores Laura Luz y Joaquín Cosío, mientras que en inglés cuenta con las voces de Brendan Gleeson, Hugh Grant, Jeremy Piven y Brian Blessed.

Fonte: http://www2.esmas.com/entretenimiento/cine/421491/llegara-mexico-piratas-una-loca-aventura (24/03/2012)

sábado, 24 de março de 2012

Piratas reais

Colunista discute o problema da exploração comercial de sítios arqueológicos subaquáticos no Brasil

Por: Keila Grinberg

Publicado em 10/07/2009 | Atualizado em 14/12/2009

Naufrágio, tela de 1805 do pintor inglês J. M. W. Turner.
Imagine um navio repleto de africanos nos mares do Caribe em pleno século 18. Invadido em alto mar, o navio, de negreiro, passa a pirata. Após vagar pela costa das Américas, vem o naufrágio. Parece roteiro de cinema? Pois a história é real. Descoberto em 1984 pelo explorador Barry Clifford na costa norte dos Estados Unidos, a incrível história do navio Whydah é agora contada na exposição Real Pirates (Piratas Reais), em cartaz no Field Museum de Chicago (EUA) e acessível na página da instituição na internet.

O Whydah era um dos navios negreiros licenciados pela Royal African Company, que controlava praticamente todo o tráfico britânico de escravos para o Caribe no século 18. Ele começou a atuar em 1715 e foi construído com a melhor tecnologia então disponível, o que o fazia especialmente rápido para a sua época. Como todos os navios negreiros daquele tempo, o Whydah também carregava um arsenal de armas destinadas à defesa contra ataques de... piratas.

O aparato de defesa não foi suficiente, no entanto, para que o Whydah resistisse às investidas de Sam Bellamy, talvez o pirata britânico mais bem sucedido do século 18, que aterrorizou com sua tripulação os mares do Caribe. Em 1716, o Whydah deixou o porto livre de Uidá, na África Ocidental, para dar início àquela que seria sua última viagem como navio negreiro. Após deixar 312 africanos escravizados nos mercados de escravos na Jamaica, então colônia britânica, o navio começou sua viagem de retorno pelo Caribe em direção à Inglaterra.

Ao passar pelas Bahamas, o navio começou a ser perseguido por Sam Bellamy. Depois de três dias de fuga e perseguição, o capitão Lawrence Prince rendeu-se. Bellamy e sua tripulação rapidamente transformaram o Whydah em um navio pirata, desfazendo-se de todas as partes da embarcação destinadas ao transporte de escravos. Além disso, o navio ganhou um número extra de dez canhões, além dos 18 que já possuía.


Mas a alegria de Bellamy com a nova estrela de sua frota não duraria muito. No dia 26 de abril de 1717, ao passar pela costa nordeste da América do Norte, o Whydah não resistiu a uma grande tormenta e afundou com um tesouro estimado em quatro toneladas e meia de ouro e prata no porão que antes carregava africanos escravizados. Dos 146 homens que estavam a bordo do Whydah naquela noite, apenas dois se salvaram.

Caça ao tesouro
Essa fortuna ainda estaria embaixo d’água, não fossem as expedições do caçador de tesouros Barry Clifford, que, depois de seis anos de buscas, encontrou o sino com a inscrição “The Whydah Gally 1716”. O objeto foi a pista que faltava para que os vestígios do navio – e do tesouro – fossem encontrados e restaurados.

O achado de Clifford chama a atenção para a importância das expedições de investigação em sítios arqueológicos subaquáticos, que nem sempre abrigam tesouros em forma de moedas de ouro e prata, escondidos nos fundos de rios e mares. A costa brasileira é especialmente rica nesse sentido. Desde o século 16 – e especialmente nos séculos 17 e 18 –, há registros de naufrágios de navios à época denominados piratas. Essa é a parte mais visível do patrimônio cultural subaquático brasileiro.

Esse tema aqui no Brasil, assim como em qualquer parte do mundo, tem grande presença midiática – quem nunca sonhou em encontrar um tesouro como o de Sam Bellamy? No entanto, o investimento em pesquisa na área ainda é desproporcional à riqueza dos sítios arqueológicos. Esse é o discurso de pesquisadores como Gilson Rambelli e Leandro Domingues Duran, dois dos poucos especialistas em arqueologia subaquática no país e membros do Centro de Estudos de Arqueologia Náutica e Subaquática da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Piratas subaquáticos?
Para Rambelli, o apelo midiático e o fascínio causado pela ideia da caça ao tesouro são responsáveis por serem os navios naufragados da costa brasileira alvo da cobiça de mergulhadores aventureiros, mais preocupados em desenterrar objetos – para fins comerciais, muitas das vezes – do que em contribuir para a pesquisa científica.

Apesar do valor arqueológico dos navios naufragados, a legislação brasileira atual permite a exploração comercial dos sítios subaquáticos encontrados na costa do país (foto: Wikimedia Commons).

A questão fica ainda mais complicada ao se analisar a legislação brasileira sobre o assunto. No ano de 2001, a Unesco sancionou a “Convenção sobre a proteção do patrimônio cultural subaquático”, cujo artigo 2º diz, expressamente, que o “patrimônio cultural subaquático não será objeto de exploração comercial”. O Brasil não está entre os signatários da Convenção, sob a alegação de já possuir lei própria a respeito.

De fato. Por ter sancionado a Lei Federal 10.166/00 no ano anterior, o Brasil realmente tinha legislação a respeito. Só que a legislação brasileira não proíbe, na prática, a exploração comercial dos achados arqueológicos das águas brasileiras, ao permitir que bens possam ser retirados de embarcações naufragadas por organizações que desenvolvam atividades sem fins científicos e sejam por elas comercializados.

A comunidade científica e acadêmica vem se mobilizando e discutindo o assunto, principalmente através do projeto de lei 45/2008, atualmente em tramitação no Senado Federal. Entre outras questões, o projeto defende que as escavações de sítios arqueológicos submersos sejam submetidas à mesma legislação de licenciamento ambiental (estudos de impacto ambiental) que rege as obras que afetem sítios arqueológicos terrestres.

Falta ainda que o tema mobilize a população e seus representantes no Senado. Afinal, se a situação permanecer como está, a costa brasileira continuará sendo alvo de investidas de piratas à caça de tesouros como o do Whydah. Piratas reais, contemporâneos, que atacam o riquíssimo patrimônio cultural subaquático brasileiro.

SUGESTÕES PARA LEITURA
RAMBELLI, Gilson. Arqueologia até debaixo d’água. São Paulo: Maranta, 2002.
RAMBELLI, Gilson. “Patrimônio Cultural Subaquático da Humanidade: um patrimônio sem fronteiras.” Diálogos, DHI/PPH/UEM, v. 10, n. 3, p. 19-32, 2006.
LIVRO Amarelo: Manifesto Pró-Patrimônio Cultural Subaquático Brasileiro. Campinas: Centro de Estudos de Arqueologia Náutica e Subaquática (CEANS), do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Estadual de Campinas (NEE / UNICAMP), 2004.
Página virtual da Unesco – Patrimônio Subaquático Brasileiro
Página virtual da Sociedade de Arqueologia Brasileira
“ Carta de São Paulo sobre a proteção do patrimônio cultural subaquático”, Revista Internacional de Direito e Cidadania nº 3, fevereiro de 2009.

Keila Grinberg
Departamento de História
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
10/07/2009

Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/piratas-reais

quarta-feira, 7 de março de 2012

Piratas nigerianos aproveitam experiência de “colegas” da Somália

Foto: EPA

Dois marinheiros russos foram sequestrados por piratas nigerianos e levados em sentido desconhecido em resultado de um ataque cometido terça-feira contra um navio no golfo da Guiné. Desde então, os piratas não entraram em contato e não apresentaram quaisquer exigências.

"O cargueiro holandês Breeze Clipper estava ancorado no mar perto da cidade de Port Harcourt com uma tripulação de 14 pessoas, inclusive seis russos, ucranianos e filipinos. Oito piratas, munidos de armas de fogo retiraram todos os bens aos tripulantes antes de fugirem com dois reféns", – disse o embaixador da Rússia na Nigéria, Aleksandr Poliakov:
"Eles atacaram o navio, conseguiram penetrar na embarcação e prenderam dois membros da tripulação – o capitão Pikus e o chefe das máquinas, Melnikov. Os dois são cidadãos russos. O próprio navio não foi sequestrado e encontra-se atualmente bastante longe da costa. Um membro da tripulação – cozinheiro filipino – foi ferido, mas a sua vida está fora de perigo. Os restantes marinheiros estão sãos e salvos. A Embaixada da Rússia mantém os contatos necessários com as autoridades nigerianas e estruturas militares do país, assim como com a companhia proprietária do navio. Foi criado também um centro de coordenação de ações, estando sendo tomadas todas as medidas para libertar os reféns".

A Nigéria, pelo grau de ameaça para a navegação mercante, cede apenas à Somália. Só no ano passado, perto do litoral do país, foram efetuados 58 ataques de piratas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, dispensou recentemente especial atenção a este fato. Segunda-feira passada, o Conselho de Segurança da ONU apoiou a sua proposta de convocar uma cimeira regional para a elaboração de uma estratégia de contraposição à pirataria no golfo da Guiné. No litoral ocidental de África atuam habitualmente pequenos grupos de nigerianos armados. As autoridades locais não podem influir na situação e não se esforçam muito por fazê-lo, destaca o vice-diretor do Instituto de África da Academia de Ciências da Rússia, Dmitry Bondarenko:
"A situação na Nigéria é complexa. Primeiro, o Governo tem muitos problemas sérios, sobretudo políticos, ligados tanto a agrupamentos islamitas, quanto aos movimentos de protesto no país. Segundo, tais grupos de bandidos são dificilmente controláveis.

Por isso, atualmente, o Governo é incapaz de lutar eficazmente contra este fenómeno. Entretanto, a situação na Somália é cardinalmente diferente da situação na Nigéria. A Somália é um Estado que se desintegrou de fato em várias partes. A Nigéria, apesar de todos os seus problemas, mantém a unidade estatal. Neste caso, na Nigéria, pode ser destacado o elemento de um banditismo puro".

Tranquiliza apenas o fato de os piratas nigerianos não serem tão sanguinários como os seus “colegas” somalis. Conforme comunicou o embaixador russo Aleksandr Poliakov, a Embaixada da FR na Nigéria já tem experiência de libertação de seus cidadãos capturados por piratas. Até hoje, todos regressaram sãos e salvos, podendo alguns até ter fugido, mas habitualmente os marinheiros são libertados após um resgate.

Portanto, agora é necessário esperar que os criminosos entrem em contato. Por outro lado, os peritos não excluem que nos próximos tempos os navios mercantes no golfo da Guiné também precisem da escolta militar como na região do Corno Africano.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2012_03_01/67254544/ (01/03/2012)

Grécia abandona operação contra piratas do mar


Por Redação

A Grécia anunciou a retirada da fragata cedida para a operação antipirataria Atalanta, devido aos cortes orçamentais.

A operação, liderada pela União Europeia, visa a proteção de embarcações em águas do Oceano Índico e Somália.

A decisão foi anunciada esta segunda-feira pelo ministério de Defesa grego, que esclareceu que os cortes orçamentais retiram fundos também ao setor militar, avaliados entre 400 milhões e 500 milhões de euros, avança a agência EFE.

Com a retirada da embarcação o governo grego espera economizar 7,5 milhões de euros em 2012.

Fonte: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=319488 (05/03/2012)

Dois reféns mortos e 16 resgatados em operação contra piratas somalis

Imagem de soldados australianos abordando piratas somalis em abril de 2011 (AFP/Arquivo, -)
(AFP)

COPENHAGUE — Dois reféns morreram após a libertação por um navio de guerra dinamarquês de 18 reféns que estavam em poder de piratas em um barco ao longo da costa somali, anunciou nesta terça-feira a Marinha dinamarquesa.

"O navio de guerra Absalon interceptou um barco-mãe de piratas no dia 27 de fevereiro de 2012. Durante a operação, dois reféns foram mortos", segundo um comunicado da Marinha que não indica a nacionalidade dos reféns mortos.

"Dois reféns foram encontrados gravemente feridos, mas, apesar da ação rápida do médico do Absalon, suas vidas não puderam ser salvas", explica a Marinha.

"O navio de guerra seguia o barco dos piratas há vários dias. Na noite de domingo para segunda-feira, quando os piratas tentaram deixar a costa, o Absalon interveio e interceptou o barco-mãe, antes que pudesse ser uma ameaça à navegação em alto-mar", acrescenta o comunicado.

"As circunstâncias exatas que levaram à morte dos dois reféns ainda não estão esclarecidas", de acordo com o comunicado.

Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hPxjrNMqu0vaND1WPUrh2Uj-0AJQ?docId=CNG.392f354eaa191826411cb9264e1bdf4c.91 (28/02/2012)