quarta-feira, 25 de julho de 2018

Piratas preparam-se para invadir Olhão


Por Sul Informação

Animação de rua, artes circenses , teatro música e dança vão animar a zona ribeirinha de Olhão durante quatro dias.

Olhão voltará a ser invadido por corsários e por outra gente de má índole, em nova edição do Festival Pirata, que vai animar a zona ribeirinha da cidade entre 31 de Julho e 3 de Agosto.

Animação de rua, fogo, lutas, dramatizações, música e dança são algumas das atrações do evento, que acontece sempre entre as 18h00 e as 22h00.

Além dos piratas, «não vão faltar as personagens típicas da época, como leiteiras, peixeiras, lavadeiras, aguadeiras, pescadores, marinheiros, ou burgueses, que protagonizarão momentos de animação, recriação histórica, artes performativas, rábulas, histórias, artes circenses, música e dança», descreve a Câmara de Olhão.
Também haverá, diariamente, um mercado pirata, frente aos Mercados Municipais, e um espetáculo na zona onde está acostado o caíque Bom Sucesso.

O Festival Pirata é organizado pela autarquia olhanense, em parceria com a companhia de teatro Viv’arte.

Fonte: http://www.sulinformacao.pt/2018/07/piratas-preparam-se-para-invadir-olhao/ (24/07/2018)

domingo, 10 de junho de 2018

Predadores marinhos: A vida dos piratas

Quem foram e como viveram os homens que espalharam o terror pelos sete mares no século 18 Foto:Acervo AH

Brutamontes sanguinários ou nobres elegantes? Bandidos violentos ou homens que lutavam por sua liberdade? Bêbados inconsequentes ou estrategistas brilhantes? Quem eram e como viviam os homens que dominaram os mares nos séculos de ouro da navegação europeia?

Por: Bárbara Soalheiro

Bêbado, o velho capitão acordou de repente. Os pelos compridos da barba se agarravam às três argolas de ouro que lhe ornamentavam a orelha. Exalava um cheiro horrível, resultado do esvaziamento de algumas garrafas de rum na noite anterior.

Passou pelo convés e viu o prisioneiro esticado no mastro. Quase morto. Havia uma faca pregada à perna do homem e o capitão se irritou. “Quem foi o imbecil que abandonou sua arma?”, gritou. Ninguém respondeu. O capitão foi até o coitado e retirou-lhe a faca. Viu, pela cor das fitas amarradas no cabo, que ela pertencia ao rapaz novato. “Idiota!”, gritou novamente. E, chamando o mestre quarteleiro, avisou: “Vamos parar na próxima ilha. Prepare uma pistola com uma só bala.”

O personagem dessa história pode ter sido qualquer um dos milhares de piratas que infestaram os mares durante os séculos 16, 17 e 18, a época de ouro da navegação europeia. Ao tentar imaginá-lo, é provável que você o veja de tamanco holandês, calças largas marroquinas, turbante inglês e o peito nu ressaltando as várias correntes de ouro, moda das colônias americanas.


A imagem que fazemos dos piratas é uma mistura de nacionalidades. Mas foram os piratas ingleses que eternizaram seus nomes e se tornaram famosos. Afinal, a maior parte dos registros que temos da vida desses homens se deve aos relatos dos julgamentos ocorridos na Inglaterra no século 18. “As histórias viravam livros. Só no ano em que foi publicado, 1724, Uma História Geral de Roubos e Crimes de Piratas Famosos vendeu 1 milhão de cópias”, diz o jornalista Eduardo San Martin, tradutor da obra.

O livro, assinado por um certo capitão Charles Johnson, tem autor desconhecido e, como quase toda obra da época, mistura episódios reais com detalhes imaginários. “Isso faz com que seja difícil definir o que é real e o que é ficção. A maior parte do que sabemos da vida dos piratas é o que se conta”, afirma San Martin. E o que se conta é o que vem a seguir.

MUNDO DIVIDIDO
No século 16, o mundo foi dividido ao meio pelo Tratado de Tordesilhas. “Portugal e Espanha se tornaram os donos da Terra, literalmente”, diz Sheila Maria Doula, autora da tese Piratas: Discursos e Silêncios. Mas o mar não tinha dono e, para pilhar as riquezas portuguesas e espanholas, os reis da França, Inglaterra e Holanda armavam poderosos navios e colocavam-nos nas mãos de capitães experientes. Eles recebiam uma Carta de Corso autorizando os ataques.

“Nos últimos anos, os corsários são tão numerosos e assíduos que chega a parecer que esses são os portos de seus próprios países”, escreveu Diego de Ybarra, governador da ilha espanhola de Santo Domingo, em 1595. Ele tinha razão em reclamar. Em nenhum outro lugar a presença dos piratas reais foi tão efetiva quanto no Caribe. “Locais como a Jamaica se tornaram dependentes dos corsários, tanto para o comércio quanto para sua segurança”, diz Edward Lucie-Smith em Outcasts of the Sea (“Banidos do Mar”).


Suas conquistas eram de causar inveja a qualquer marinha oficial. Em 1671, 37 navios liderados pelo capitão galês Henry Morgan tomaram e destruíram a antiga cidade do Panamá, considerada o local mais rico do Novo Mundo, com 30 mil habitantes. Com tamanho poder acumulado, os piratas passaram a ser uma força naval tão importante que para atacar a cidade espanhola de Cartagena, em 1697, o capitão francês Baron du Pointis pediu ajuda a Jean Ducasse, um famoso corsário que vivia no Caribe. O assalto foi um sucesso e Du Pointis voltou para a França com 7 milhões de francos em ouro, prata e esmeraldas.

NOVO RUMO
Mas nem toda riqueza confiscada acabava na mão dos financiadores das expedições. Uma vez no mar, os corsários começaram a não ver sentido em arriscar suas vidas para financiar os luxos de reis e rainhas. Assim, passaram a atacar qualquer navio cuja carga lhes parecesse rentável.

Em 1713, o Tratado de Utrecht colocou fim às guerras entre as potências europeias e a história da pirataria tomou novo rumo. “O século 18 é a época dos piratas bandoleiros. Como a Europa não estava mais em guerra, acaba a pirataria oficial”, diz San Martin. Acostumados à vida no mar e às fortunas fáceis e sem emprego no continente, os marinheiros – antes corsários – continuam roubando e se convertem, definitivamente, em piratas.

Sem o apoio bélico real, a vida dos piratas dessa fase é bem menos glamourosa do que imaginamos. A estratégia de combate dos piratas não era nada genial. Tratava-se de enganar o navio inimigo hasteando uma bandeira falsa ou fingindo estar à deriva. Quando o barco desavisado se aproximava, os homens pulavam para lá e partiam para o combate corpo a corpo. A possibilidade de ser morto ou acabar mutilado pelas espadas alheias era grande.

O navio inimigo era tomado e muitas vezes somado à frota pirata. Um capitão de sucesso poderia ter até 15 barcos sob seu comando. Apesar do risco, esses momentos eram saudados aos berros pelos bandidos. Eles adoravam lutar. Até porque, entre uma ação e outra, a vida a bordo era um tédio. Depois do butim dividido em partes iguais (a máxima pirata dizia que, para riscos iguais, recompensas iguais), o que restava era a expectativa de chegar ao porto mais próximo para gastar sua parte. “Eles jogavam dados, bebiam e acabavam brigando entre si”, escreveu Eduardo San Martin, no livro Terra à Vista – Histórias de Náufragos na Era do Descobrimento.

VIDA DIFÍCIL
A falta de suprimentos também fazia a vida no mar bastante difícil. Segundo o relato atribuído ao ex-pirata Charles Johnson, “cada homem tinha direito a apenas uma boca cheia de água por dia. Muitos acabavam bebendo a própria urina”.

Por tudo isso, quando chegavam em terra firme, as tripulações faziam a festa: esbanjavam o dinheiro que ganhavam nos mares com bebidas, jogos e mulheres. Algumas ilhas do Caribe e das Índias Ocidentais se transformaram em redutos quase exclusivos de piratas. Bares, estalagens, prostíbulos, casas de ofícios (que consertavam relógios, bússolas ou armas) e uma série de estabelecimentos eram atraídos para lá. No entanto, as paradas costumavam durar pouco, apenas o tempo de se abastecer de água fresca, fazer pequenos consertos, comprar alguma pólvora, madeira e alimentos.

Esse estilo de vida errante e violento permitiu que os navios piratas continuassem nos mares apesar de todo o esforço das nações europeias para acabar com eles. É verdade que a pirataria começou a declinar a partir da segunda metade do século 18 – o historiador Marcus Rediker estima que, dos aproximadamente 5 mil homens que viviam da vida criminosa em alto-mar nos séculos 16 e 17, restaram apenas 300 deles a partir de 1726. Mas foi só em 1856 que a Declaração de Paris estabeleceu regras definitivas para as relações marítimas, colocando um fim oficial na atividade corsária e transformando em crime qualquer roubo ou saque em alto-mar.

SAIBA MAIS
Piratas – Uma História Geral dos Roubos e Crimes de Piratas Famosos, Charles Johnson, 2003
Outcasts of The Sea, Edward Lucie-Smith, 1978
Between, the Devil and the Deep Blue Sea, Marcus Rediker, 1993
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VIDA NO MAR
Muito do que se imagina sobre eles é pura invenção

PRANCHA


Que fim seria mais cruel do que caminhar para a própria morte? A ideia de que piratas faziam seus prisioneiros caminharem sobre a prancha, a fim de se afogarem em alto-mar, foi eternizada por uma ilustração do americano Howard Pyle. Mas a prancha era, na verdade, utilizada para jogar os corpos dos mortos no mar.
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OLHO DE VIDRO E PERNA DE PAU


Sem médicos ou remédios, era comum ferimentos infeccionados acabarem em amputações. Pernas de pau eram comuns porque sempre havia um carpinteiro a bordo. De ganchos e olhos de vidro, no entanto, não se tem notícias. O tapa olho também era comum.
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OURO ESCONDIDO


O mito nasceu com o capitão Kidd e se espalhou. Como os relatos dos ataques piratas envolviam sempre muito dinheiro – que nunca era recuperado –, dizia-se que eles eram enterrados. “É improvável que eles poupassem alguma coisa. Em geral, gastavam tudo no primeiro porto”, diz San Martin.
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TATOOS E BRINCOS


Eram comuns entre os marinheiros. Os desenhos pelo corpo serviam para marcar grandes feitos ou nomes de namoradas. Os brincos eram colocados na orelha cada vez que se atravessava o cabo da Boa Esperança ou o estreito de Magalhães. Também serviam como amuleto.
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PAPAGAIADA


Foi por causa do pirata Long John Silver, personagem de Stevenson na obra Ilha do Tesouro, que a lenda do papagaio sobre os ombros se espalhou. É pouco provável que qualquer animal de estimação escapasse da fome dos marinheiros, quando nada que pudesse ser comido escaparia da panela.

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/os-piiiiratas.phtml (02/03/2018)

sábado, 2 de junho de 2018

No talvez maior achado marítimo de todos os tempos, 60 naufrágios foram encontrados no Mar Negro

Um dos navios encontrados em um bom estado de conservação Foto:Rodrigo Pacheco-Ruiz

A maioria das embarcações que pertenceram aos impérios romano, otomano e bizantino

Por: Thiago Lincolins

Iniciadas em 2015, as expedições do Black Sea Maritime Archaeology Program, um grupo internacional envolvendo universidades dos EUA, Inglaterra, Suécia e Bulgária, revelaram muito mais do que seus participantes esperavam. Em suas buscas no fundo do Mar Negro, os arqueólogos se depararam com 60 navios afundados, que foram datados em até 2.500 anos.

Inicialmente, os arqueólogos estavam atrás de respostas para as mudanças climáticas ocorridas ao longo da história na Costa da Bulgária. Então toparam com um enorme cemitério de navios dos impérios romano, otomano e bizantino.

Um navio do império bizantino / Rodrigo Pacheco-Ruiz

O excelente estado de preservação dos navios impressionou aos pesquisadores. Ele se deve à notória falta oxigênio no fundo do Mar Megro, por conta de sua natureza meromítica, na qual a água do topo, com oxigênio, não se mistura com a do fundo, que termina totalmente anóxica e hostil à qualquer forma de vida. Como as que naturalmente habitariam e destruiriam os naufrágios.

Várias características vistas nos navios só eram conhecidas de desenhos ou descrições por rescrito. "É como se estivéssemos olhando para um navio de um filme, com cordas ainda no convés e esculturas na madeira.", diz Ed Parker, CEO do Black Sea MAP, ao Mirror. "Quando eu vi esse navio, fiquei realmente emocionado - o que descobrimos é incomparável."


Os detalhes de uma das embarcações encontradas / Rodrigo Pacheco-Ruiz

As imagens foram registradas com câmeras que possuem uma tecnologia 3D. A descoberta traz ao mundo novas informações sobre as atividades coloniais e comerciais destas antigas civilizações.

O time de pesquisadores foi procurado por Andy Byatt, produtor da série Blue Planet, da BBC e vencedor do British Academy Film Awards, que prometeu fazer um documentário sobre a talvez maior descoberta marítima de todos os tempos.

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/no-talvez-maior-achado-maritimo-de-todos-os-tempos-60-naufragios-foram-encontrados-no-mar-negro.phtml (23/10/2017)

Carga de miles de millones: Revelan secretos detalles sobre el 'Santo Grial de los naufragios'

Artefactos hallados en los restos del galeón español San José. Colombian Ministry of Culture / Reuters

El galeón español San José cargado de oro y piedras preciosas fue descubierto en el Caribe hace tres años.

Han sido revelados nuevos detalles sobre un galeón español del siglo XVIII cargado de tesoros, tres años después de que la nave naufragada fuera descubierta cerca de las costas de Colombia. Sin embargo, el lugar concreto se sigue mantenido en secreto.

El San José, de 62 cañones y tres palos, ha sido apodado el 'Santo Grial de los naufragios' debido su carga significativa de oro, plata y piedras preciosas. Se hundió durante una batalla con buques británicos en 1708 durante la Guerra de Sucesión Española, poco después de zarpar de Cartagena de Indias hacia España.


Se cree que los tesoros extraídos de las minas coloniales de Perú y Bolivia estaban destinados a financiar los esfuerzos beligerantes del rey Felipe V de España, y podrían evaluarse en 17.000 millones de dólares.

Los detalles de la búsqueda y del descubrimiento realizado en noviembre del 2015 se mantuvieron en secreto, pero ahora las agencias involucradas en el hallazgo, incluido el Gobierno colombiano, han dado permiso para que la nueva información se haga pública.

La Institución Oceanográfica Woods Hole (EE.UU.) ha confirmado que uno de sus vehículos autónomos submarinos, el REMUS 6000, desempeñó un papel fundamental en la localización del pecio a unos 600 metros de profundidad en un área frente a la península de Barú (isla Barú) en Colombia.

El aparato, lanzado desde un buque de exploración colombiano, descendió hasta 10 metros por encima del pecio, donde sacó fotos de una característica distintiva del San José: sus cañones de bronce con grabados en forma de delfín.

Woods Hole Oceanographic Institution / AP

Los restos del San José han sido objeto de batallas legales entre varias naciones, así como compañías privadas que buscan hacerse con los derechos de este tesoro hundido.

Inmediatamente después de su descubrimiento, la compañía estadounidense Sea Search Armada afirmó que había encontrado el barco y registrado su ubicación en 1982, a lo que el Gobierno colombiano esgrimió que no se trata del mismo lugar. La ubicación exacta del barco sigue siendo un secreto de Estado.

El Gobierno colombiano abrió el año pasado una licitación para atraer a inversionistas dispuestos a recuperar el tesoro. El mes pasado la Unesco instó a Colombia a no aprovechar el hallazgo comercialmente.

El Gobierno sostiene que planea construir un museo y un laboratorio de conservación para preservar y exhibir públicamente los contenidos la nave, incluidos los cañones, la cerámica y otros artefactos.

Fonte: https://actualidad.rt.com/actualidad/272522-carga-miles-millones-revelar-nuevos-detalles-santo-grial-naufragios (22/05/2018)

sábado, 26 de maio de 2018

O naufrágio mais rico de todos os tempos foi achado e vale US$ 17 bi

Nem tão bem preservado, mas muito mais rico Foto:iStock

Confirmado oficialmente só agora, “Santo Graal” dos naufrágios afundou há 310 anos com uma carga de ouro, prata e esmeraldas

Por extenso: dezessete bilhões de dólares. Equivalente ao PIB, o total produzido pela economia, de um país como Moçambique. O valor estimado é 34 vezes maior que o segundo mais rico naufrágio já tirado do mar, o Nuestra Señora de Las Mercedes, encontrado em 2007, que rendeu US$ 500 milhões em artefatos recuperados.

O galeão San José foi ao fundo após ser abatido por uma esquadra britânica na Ação de Wager, em 8 de junho de 1708. Era a Guerra de Sucessão Espanhola, na qual uma disputa após a morte do rei Carlos II, sem filhos, levou a uma guerra internacional entre as facções Bourbon e Habsburgo, apoiadas por duas coalizões. A Inglaterra, com o Sacro Império Romano-Germânico, a República Holandesa e Portugal, estava a favor dos Habsburgo. A França era o principal aliado dos Bourbon, a quem pertencia o navio.

De 600 tripulantes do San José, 11 sobreviveram. O resto foi a fundo com uma gigantesca carga de ouro, esmeraldas e prata tiradas das colônias espanholas.

O San José sendo afundado no quadro Ação em Cartagena, 28 de maio de 1708 Samuel Scott

O naufrágio foi detectado no final de 2015 na Península de Baru, Colômbia. Só agora saiu a confirmação oficial. O arqueólogo em questão foi o submarino Remus 6000 — o mesmo usado para encontrar, em 2011, a carcaça do Airbus A330 do voo 447 Air France, que caíra dois anos antes perto do arquipélago de São Pedro e São Paulo, em Pernambuco.

A expedição foi obra da Instituição Oceanográfica Woods Hole, dos EUA, com a autorização das autoridades locais. “Mantivemos o segredo em respeito ao governo colombiano”, afirmou o vice-presidente da WHOI, Rob Munier, à Associated Press.

Canhões do San José WHOI

Ainda resta saber quem é o dono dessa bolada toda. A ONU já pediu para o governo da Colômbia não explorar o naufrágio comercialmente. A Espanha está também interessada, já que era sua propriedade então. Segundo reportagem da Bloomberg, o mesmo pode ser clamado pela França, na batalha com a Espanha, ou o outro lado, Holanda e Inglaterra, que receberiam o butim do vencedor.

Por hora, por razões óbvias, a localização exata e profundidade exatas do naufrágio continuam a ser segredo de Estado.

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/Naufragio-San-Jose.phtml (23/05/2018)

terça-feira, 22 de maio de 2018

Cádiz, la isla del tesoro para los piratas del siglo XXI


Cañones del yacimiento de Camposoto, en aguas de San Fernando. FOTO: CENTRO DE ARQUEOLOGÍA SUBACUÁTICA DE CÁDIZ.


Más de 800 naufragios y miles de toneladas de plata y oro ocultos se calcula que hay bajo las aguas gaditanas. Los arqueólogos, que reconocen el riesgo de expolio, afirman que el mayor valor de estos pecios es la información histórica que aportan.

POR: JORGE MIRÓ

No hay que irse al Caribe para pensar en piratas y en cofres de oro y plata ocultos en barcos hundidos. El hecho de que la historia de esta provincia sea tan basta y que cuente con ciudades milenarias por las que han pasado diferentes civilizaciones ha hecho que su riqueza arqueológica sea extensa y variada. Pero no toda se encuentra a simple vista y en tierra. Conflictos bélicos, ataques de piratas, temporales o simples errores humanos han provocado miles de naufragios a lo largo de 3.000 años de historia. Joyas ocultas que se esconden en las profundidades del Atlántico, desde galeras romanas hasta poderosos galeones de la época en la que en España no se ponía el sol.

Hace años, la Asociación de rescate de galeones de España calculaba, solo entre Tarifa y Sanlúcar de Barrameda, unos 820 hundimientos censados, la gran mayoría, aquellos que realizaban la llamada Carrera de Indias, y casi una cuarta parte de ellos, navíos procedentes de América cargados con oro, plata, perlas y piedras preciosas que aún descansan en el fondo del mar. “Los arqueólogos no hablamos jamás de la riqueza en términos económicos de oro y plata. La verdadera riqueza es la información histórica que tiene un pecio”, afirma Carmen García, jefa del Centro de Arqueología Subacuática, integrado en la Dirección general de Bienes Culturales a través del Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico de la Junta y radicado en el Balneario de la Palma, en la playa gaditana de La Caleta.

Trabajos de restauración de una pieza de artillería en el Centro de Arqueología Subacuática. FOTO: CENTRO DE ARQUEOLOGÍA SUBACUÁTICA

Desde su puesta en funcionamiento en 1997, el centro trabaja por establecer medidas encaminadas a desarrollar una correcta tutela del patrimonio subacuático a través de trabajos de investigación, documentación, restauración y difusión, siendo este último punto uno de los más importantes gracias al desconocimiento que existe entre la gran población en lo relativo a este tipo de arqueología, mucho más oculta que la terrestre.

“Somos conscientes del desfase que hay entre una y otra y al respecto, la subacuática está un poco olvidada, pero sabemos que existen numerosos yacimientos arqueológicos, aunque hoy conocemos solo una pequeña parte”, explica Carmen García, que enumera en torno a 100 yacimientos subacuáticos en Andalucía, si bien hay unas 1.300 referencias de naufragios en las costas de la comunidad, la mayor parte entre Huelva y Gibraltar. “Muchos se han podido perder y otros se conservan bajo agua y no sabemos donde están. Nos queda mucho camino por recorrer y hay que establecer mayores medidas de protección para que esos yacimientos se mantengan”.

En ese sentido, la jefa del centro arqueológico gaditano menciona que uno de los proyectos conjuntos que llevan a cabo con la consejería de Cultura de la Junta es proteger jurídicamente todo el patrimonio subacuático a través de dos figuras: la zona arqueológica y la zona de servidumbre. “La primera protege los espacios en donde hay constancia de que hay restos, mientras que la servidumbre protege los espacios en los que a priori se presupone que pueden existir”. Al respecto, las fuentes documentales aportan muchísima información a los arqueólogos y permite proteger estos pecios frente a los expolios y grandes empresas de cazatesoros. Una de las más conocidas es Odyssey Marine Exploration, que se hizo famosa después de que en 2007 encontrara bajo aguas de Cádiz los restos de la fragata Nuestra Señora de las Mercedes, con 500.000 monedas de plata y oro, que provocó un litigio entre España y la empresa norteamericana que finalmente cayó de lado español, obligando a Odyssey a devolver el tesoro a nuestro país.

Vista aérea de Caños de Meca, con el Faro de Trafalgar al fondo. En estas aguas se produjo una de las mayores batallas navales entre España e Inglaterra. FOTO: JUAN CARLOS TORO.

“Aunque tuvo que devolver el botín, la ganancia que obtuvo la empresa fue hacer pública la noticia del hallazgo de la Mercedes. Nada más que por eso sus acciones subieron una barbaridad”, afirma el teniente Juan José Águila Navarro, jefe del grupo de Patrimonio Histórico de la Unidad Central Operativa (UCO) de la Guardia Civil.

Águila admite la dificultad que entraña en muchas ocasiones luchar contra estas empresas, que cuentan con grandes presupuestos que destinan para expoliar los yacimientos escondidos en el fondo marino. “Hablamos de grandes medios de localización que no tienen, a veces, ni nuestros propios centros de arqueología subacuática. Para prospectar usan equipos muy caros: magnetómetros, sónar de barrido lateral, vehículos de observación remota…”.

Pero a veces no hace falta gastarse millones de dólares en encontrar un pecio. El boca a boca, transmitido de padres a hijos por cualquier detalle a priori nimio, como un hallazgo de monedas o cualquier otro resto en una jornada de pesca cualquiera —recientemente la UCO llevó a cabo una operación en la que detuvo a tres personas, buceadores dedicados a la extracción de coral rojo—provoca que muchos tengan localizado cualquier tipo de naufragio. Y como reconoce el propio teniente Águila, “en la costa de Cádiz hay gran riesgo de expolios, porque es un medio difícil de moverse ante el gran tráfico de embarcaciones que hay. Y aunque contamos con sistemas integrales de vigilancia exterior, en el medio acuático es fácil trabajar. A veces les basta con soltar la carga por la borda si ven que los pillamos. Y al tener la localización, pueden volver otro día”.

El Archivo de Indias y el experto en naufragios “perseguido” por la ley.

Fragmento de ánfora en el yacimiento de Punta del Nao, Cádiz. FOTO: CENTRO DE ARQUEOLOGÍA SUBACUÁTICA DE CÁDIZ.

Sin embargo, el principal medio con el que trabajan las empresas cazatesoros son las fuentes documentales, y es el Archivo General de Indias el que cuenta con el más exhaustivo y mayor número de ellas: 43.000 legajos, 80 millones de páginas y unos 8.000 mapas y dibujos que proceden, fundamentalmente, de los organismos encargados de la administración de los territorios de ultramar. Claudio Bonifacio, italiano nacido en Trieste, ha pasado cientos de horas entre las paredes del emblemático edificio sevillano estudiando cada documento. Considerado un corsario del siglo XXI —no obstante, estos eran navegantes licenciados por reyes y emperadores para capturar tesoros—, ha puesto nombre y apellidos a cientos de naufragios, ha escrito tratados científicos y libros, ha impartido conferencias, ha trabajado para universidades europeas y americanas y para empresas petrolíferas que buscan yacimientos marinos. También lo ha hecho para países como Cuba o Italia para tender cables o recuperar tesoros sumergidos en aguas soberanas. Afirma que en las costas de Cádiz hay 800 toneladas de oro y 12.000 de plata. “El otro Banco de España. Una fortuna que duerme por intereses ocultos. Todo lo que tiene que ver con oro y plata son intereses ocultos, por más que digan los arqueólogos”. Eso sí, niega que sea un cazatesoros, ni un pirata. “Si vas a sacar algo sin permiso es piratería. Yo soy una persona que me dedico legalmente a participar en proyectos donde siempre ha habido permisos por parte de autoridades competentes”, se defiende.

Sin embargo, el experto en naufraugios, que comenzó en este mundo en 1981 y de quien Arturo Pérez Reverte se basó para uno de sus personajes de La carta esférica, se siente perseguido por la justicia española. En 2006 fue detenido por la Guardia Civil en el marco de la operación Bahía 2, en la que se desmantelaba una presunta red dedicada al expolio de restos arqueológicos submarinos en aguas de Cádiz a bordo de un barco con bandera de San Vicente y Granadina, el Louisa, atracado en El Puerto de Santa María. Bonifacio afirma que todo partió de una denuncia de un particular a la Guardia Civil, informando de que se estaban expoliando restos arqueológicos en la Bahía de Cádiz desde el Louisa, financiado por una compañía estadounidense. El italiano señala que todo fue una trampa en su contra por parte de Odyssey y el denunciante, que resultó ser una persona a sueldo de la empresa norteamericana. Y todo esto, según un investigador privado contratado por Bonifacio, para crear “una efectiva cortina de humo para eliminar a competidores, criminalizar a expertos (entre ellos Claudio Bonifacio) y solapar sus expolios sobre derechos de otros cazatesoros licenciados por autoridades españolas”.

Doce años después, la instrucción del caso sigue estancada y el Louisa aún varado en El Puerto de Santa María, a pesar de una reclamación de 10 millones de dólares de San Vicente y Granadinas a España por la retención del buque que, según este gobierno, solo estaba haciendo prospecciones de hidrocarburos. Una historia de corsarios y piratas, aún inconclusa, que el mismísimo Robert Louis Stevenson habría firmado.

FONTE: HTTPS://WWW.LAVOZDELSUR.ES/CADIZ-LA-ISLA-DEL-TESORO-PARA-LOS-PIRATAS-DEL-SIGLO-XXI/ (22/05/2018)

Pescadores são atacados por “piratas” no mar do Caribe entre a Guiana e Suriname


Por: Wellerson Santana

Cerca de 20 pescadores de quatro barcos foram atacados por piratas no mar do Caribe no oceano Atlântico entre o Suriname e a Guiana. Segundo relato de quatro sobreviventes, incluindo o capitão de uma das embarcações, piratas armados com facões amarraram as pernas e braços das vítimas, cortaram-nas e as jogaram no mar na noite do dia 1° de maio. As autoridades informaram que baseado nos relatos dos sobreviventes, os criminosos seriam da Guiana.

Eles forçaram os pescadores a pularem ao mar, alguns com pesos atados às pernas. Os quatro pescadores que sobreviveram conseguiram nadar até a costa, os corpos de três dos pescadores foram localizados na quarta-feira (3). A Guarda Costeira, membros da Associação Coletiva de Pesca e navios da polícia rastreiam a área em busca de sobreviventes e à procura dos criminosos. Sete suspeitos foram detidos.

O presidente da Guiana, David Granger, descreveu os ataques como um “massacre”, acrescentando que o ato criminoso é um “revés” para o progresso dos dois países no combate à pirataria nos últimos três anos. Já o presidente do Suriname, Desi Bouterse, não quis se pronunciar publicamente sobre os incidentes.


A região onde ocorreram os incidentes é marcada por dificuldades econômicas e ocorre desde a Colômbia até a Guiana Francesa. A Venezuela é outro país que também teve aumento desse prática, em função da crise.

Um outro ataque pirata em separado foi relatado em uma embarcação perto do canal Matapica, que deixou o capitão do navio morto. As buscas pelos corpos dos desaparecidos ainda continuam.


Pirataria nos mares do Caribe
A pirataria tem sido predominante há décadas nas águas do Suriname e da Guiana. Autoridades acreditam que os ataques mais recentes não foram atos aleatórios de pirataria, mas sim realizados por um grupo organizado. Outros relatórios sugeriram que as vítimas podem ter sido mortas como parte de uma disputa territorial entre pescadores locais.

Fonte: http://www.pescamadora.com.br/2018/05/pescadores-sao-atacados-por-piratas-no-mar-do-caribe-entre-a-guiana-e-suriname/ (08/05/2018)