domingo, 10 de junho de 2018

Predadores marinhos: A vida dos piratas

Quem foram e como viveram os homens que espalharam o terror pelos sete mares no século 18 Foto:Acervo AH

Brutamontes sanguinários ou nobres elegantes? Bandidos violentos ou homens que lutavam por sua liberdade? Bêbados inconsequentes ou estrategistas brilhantes? Quem eram e como viviam os homens que dominaram os mares nos séculos de ouro da navegação europeia?

Por: Bárbara Soalheiro

Bêbado, o velho capitão acordou de repente. Os pelos compridos da barba se agarravam às três argolas de ouro que lhe ornamentavam a orelha. Exalava um cheiro horrível, resultado do esvaziamento de algumas garrafas de rum na noite anterior.

Passou pelo convés e viu o prisioneiro esticado no mastro. Quase morto. Havia uma faca pregada à perna do homem e o capitão se irritou. “Quem foi o imbecil que abandonou sua arma?”, gritou. Ninguém respondeu. O capitão foi até o coitado e retirou-lhe a faca. Viu, pela cor das fitas amarradas no cabo, que ela pertencia ao rapaz novato. “Idiota!”, gritou novamente. E, chamando o mestre quarteleiro, avisou: “Vamos parar na próxima ilha. Prepare uma pistola com uma só bala.”

O personagem dessa história pode ter sido qualquer um dos milhares de piratas que infestaram os mares durante os séculos 16, 17 e 18, a época de ouro da navegação europeia. Ao tentar imaginá-lo, é provável que você o veja de tamanco holandês, calças largas marroquinas, turbante inglês e o peito nu ressaltando as várias correntes de ouro, moda das colônias americanas.


A imagem que fazemos dos piratas é uma mistura de nacionalidades. Mas foram os piratas ingleses que eternizaram seus nomes e se tornaram famosos. Afinal, a maior parte dos registros que temos da vida desses homens se deve aos relatos dos julgamentos ocorridos na Inglaterra no século 18. “As histórias viravam livros. Só no ano em que foi publicado, 1724, Uma História Geral de Roubos e Crimes de Piratas Famosos vendeu 1 milhão de cópias”, diz o jornalista Eduardo San Martin, tradutor da obra.

O livro, assinado por um certo capitão Charles Johnson, tem autor desconhecido e, como quase toda obra da época, mistura episódios reais com detalhes imaginários. “Isso faz com que seja difícil definir o que é real e o que é ficção. A maior parte do que sabemos da vida dos piratas é o que se conta”, afirma San Martin. E o que se conta é o que vem a seguir.

MUNDO DIVIDIDO
No século 16, o mundo foi dividido ao meio pelo Tratado de Tordesilhas. “Portugal e Espanha se tornaram os donos da Terra, literalmente”, diz Sheila Maria Doula, autora da tese Piratas: Discursos e Silêncios. Mas o mar não tinha dono e, para pilhar as riquezas portuguesas e espanholas, os reis da França, Inglaterra e Holanda armavam poderosos navios e colocavam-nos nas mãos de capitães experientes. Eles recebiam uma Carta de Corso autorizando os ataques.

“Nos últimos anos, os corsários são tão numerosos e assíduos que chega a parecer que esses são os portos de seus próprios países”, escreveu Diego de Ybarra, governador da ilha espanhola de Santo Domingo, em 1595. Ele tinha razão em reclamar. Em nenhum outro lugar a presença dos piratas reais foi tão efetiva quanto no Caribe. “Locais como a Jamaica se tornaram dependentes dos corsários, tanto para o comércio quanto para sua segurança”, diz Edward Lucie-Smith em Outcasts of the Sea (“Banidos do Mar”).


Suas conquistas eram de causar inveja a qualquer marinha oficial. Em 1671, 37 navios liderados pelo capitão galês Henry Morgan tomaram e destruíram a antiga cidade do Panamá, considerada o local mais rico do Novo Mundo, com 30 mil habitantes. Com tamanho poder acumulado, os piratas passaram a ser uma força naval tão importante que para atacar a cidade espanhola de Cartagena, em 1697, o capitão francês Baron du Pointis pediu ajuda a Jean Ducasse, um famoso corsário que vivia no Caribe. O assalto foi um sucesso e Du Pointis voltou para a França com 7 milhões de francos em ouro, prata e esmeraldas.

NOVO RUMO
Mas nem toda riqueza confiscada acabava na mão dos financiadores das expedições. Uma vez no mar, os corsários começaram a não ver sentido em arriscar suas vidas para financiar os luxos de reis e rainhas. Assim, passaram a atacar qualquer navio cuja carga lhes parecesse rentável.

Em 1713, o Tratado de Utrecht colocou fim às guerras entre as potências europeias e a história da pirataria tomou novo rumo. “O século 18 é a época dos piratas bandoleiros. Como a Europa não estava mais em guerra, acaba a pirataria oficial”, diz San Martin. Acostumados à vida no mar e às fortunas fáceis e sem emprego no continente, os marinheiros – antes corsários – continuam roubando e se convertem, definitivamente, em piratas.

Sem o apoio bélico real, a vida dos piratas dessa fase é bem menos glamourosa do que imaginamos. A estratégia de combate dos piratas não era nada genial. Tratava-se de enganar o navio inimigo hasteando uma bandeira falsa ou fingindo estar à deriva. Quando o barco desavisado se aproximava, os homens pulavam para lá e partiam para o combate corpo a corpo. A possibilidade de ser morto ou acabar mutilado pelas espadas alheias era grande.

O navio inimigo era tomado e muitas vezes somado à frota pirata. Um capitão de sucesso poderia ter até 15 barcos sob seu comando. Apesar do risco, esses momentos eram saudados aos berros pelos bandidos. Eles adoravam lutar. Até porque, entre uma ação e outra, a vida a bordo era um tédio. Depois do butim dividido em partes iguais (a máxima pirata dizia que, para riscos iguais, recompensas iguais), o que restava era a expectativa de chegar ao porto mais próximo para gastar sua parte. “Eles jogavam dados, bebiam e acabavam brigando entre si”, escreveu Eduardo San Martin, no livro Terra à Vista – Histórias de Náufragos na Era do Descobrimento.

VIDA DIFÍCIL
A falta de suprimentos também fazia a vida no mar bastante difícil. Segundo o relato atribuído ao ex-pirata Charles Johnson, “cada homem tinha direito a apenas uma boca cheia de água por dia. Muitos acabavam bebendo a própria urina”.

Por tudo isso, quando chegavam em terra firme, as tripulações faziam a festa: esbanjavam o dinheiro que ganhavam nos mares com bebidas, jogos e mulheres. Algumas ilhas do Caribe e das Índias Ocidentais se transformaram em redutos quase exclusivos de piratas. Bares, estalagens, prostíbulos, casas de ofícios (que consertavam relógios, bússolas ou armas) e uma série de estabelecimentos eram atraídos para lá. No entanto, as paradas costumavam durar pouco, apenas o tempo de se abastecer de água fresca, fazer pequenos consertos, comprar alguma pólvora, madeira e alimentos.

Esse estilo de vida errante e violento permitiu que os navios piratas continuassem nos mares apesar de todo o esforço das nações europeias para acabar com eles. É verdade que a pirataria começou a declinar a partir da segunda metade do século 18 – o historiador Marcus Rediker estima que, dos aproximadamente 5 mil homens que viviam da vida criminosa em alto-mar nos séculos 16 e 17, restaram apenas 300 deles a partir de 1726. Mas foi só em 1856 que a Declaração de Paris estabeleceu regras definitivas para as relações marítimas, colocando um fim oficial na atividade corsária e transformando em crime qualquer roubo ou saque em alto-mar.

SAIBA MAIS
Piratas – Uma História Geral dos Roubos e Crimes de Piratas Famosos, Charles Johnson, 2003
Outcasts of The Sea, Edward Lucie-Smith, 1978
Between, the Devil and the Deep Blue Sea, Marcus Rediker, 1993
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VIDA NO MAR
Muito do que se imagina sobre eles é pura invenção

PRANCHA


Que fim seria mais cruel do que caminhar para a própria morte? A ideia de que piratas faziam seus prisioneiros caminharem sobre a prancha, a fim de se afogarem em alto-mar, foi eternizada por uma ilustração do americano Howard Pyle. Mas a prancha era, na verdade, utilizada para jogar os corpos dos mortos no mar.
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OLHO DE VIDRO E PERNA DE PAU


Sem médicos ou remédios, era comum ferimentos infeccionados acabarem em amputações. Pernas de pau eram comuns porque sempre havia um carpinteiro a bordo. De ganchos e olhos de vidro, no entanto, não se tem notícias. O tapa olho também era comum.
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OURO ESCONDIDO


O mito nasceu com o capitão Kidd e se espalhou. Como os relatos dos ataques piratas envolviam sempre muito dinheiro – que nunca era recuperado –, dizia-se que eles eram enterrados. “É improvável que eles poupassem alguma coisa. Em geral, gastavam tudo no primeiro porto”, diz San Martin.
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TATOOS E BRINCOS


Eram comuns entre os marinheiros. Os desenhos pelo corpo serviam para marcar grandes feitos ou nomes de namoradas. Os brincos eram colocados na orelha cada vez que se atravessava o cabo da Boa Esperança ou o estreito de Magalhães. Também serviam como amuleto.
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PAPAGAIADA


Foi por causa do pirata Long John Silver, personagem de Stevenson na obra Ilha do Tesouro, que a lenda do papagaio sobre os ombros se espalhou. É pouco provável que qualquer animal de estimação escapasse da fome dos marinheiros, quando nada que pudesse ser comido escaparia da panela.

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/os-piiiiratas.phtml (02/03/2018)

sábado, 2 de junho de 2018

No talvez maior achado marítimo de todos os tempos, 60 naufrágios foram encontrados no Mar Negro

Um dos navios encontrados em um bom estado de conservação Foto:Rodrigo Pacheco-Ruiz

A maioria das embarcações que pertenceram aos impérios romano, otomano e bizantino

Por: Thiago Lincolins

Iniciadas em 2015, as expedições do Black Sea Maritime Archaeology Program, um grupo internacional envolvendo universidades dos EUA, Inglaterra, Suécia e Bulgária, revelaram muito mais do que seus participantes esperavam. Em suas buscas no fundo do Mar Negro, os arqueólogos se depararam com 60 navios afundados, que foram datados em até 2.500 anos.

Inicialmente, os arqueólogos estavam atrás de respostas para as mudanças climáticas ocorridas ao longo da história na Costa da Bulgária. Então toparam com um enorme cemitério de navios dos impérios romano, otomano e bizantino.

Um navio do império bizantino / Rodrigo Pacheco-Ruiz

O excelente estado de preservação dos navios impressionou aos pesquisadores. Ele se deve à notória falta oxigênio no fundo do Mar Megro, por conta de sua natureza meromítica, na qual a água do topo, com oxigênio, não se mistura com a do fundo, que termina totalmente anóxica e hostil à qualquer forma de vida. Como as que naturalmente habitariam e destruiriam os naufrágios.

Várias características vistas nos navios só eram conhecidas de desenhos ou descrições por rescrito. "É como se estivéssemos olhando para um navio de um filme, com cordas ainda no convés e esculturas na madeira.", diz Ed Parker, CEO do Black Sea MAP, ao Mirror. "Quando eu vi esse navio, fiquei realmente emocionado - o que descobrimos é incomparável."


Os detalhes de uma das embarcações encontradas / Rodrigo Pacheco-Ruiz

As imagens foram registradas com câmeras que possuem uma tecnologia 3D. A descoberta traz ao mundo novas informações sobre as atividades coloniais e comerciais destas antigas civilizações.

O time de pesquisadores foi procurado por Andy Byatt, produtor da série Blue Planet, da BBC e vencedor do British Academy Film Awards, que prometeu fazer um documentário sobre a talvez maior descoberta marítima de todos os tempos.

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/no-talvez-maior-achado-maritimo-de-todos-os-tempos-60-naufragios-foram-encontrados-no-mar-negro.phtml (23/10/2017)

Carga de miles de millones: Revelan secretos detalles sobre el 'Santo Grial de los naufragios'

Artefactos hallados en los restos del galeón español San José. Colombian Ministry of Culture / Reuters

El galeón español San José cargado de oro y piedras preciosas fue descubierto en el Caribe hace tres años.

Han sido revelados nuevos detalles sobre un galeón español del siglo XVIII cargado de tesoros, tres años después de que la nave naufragada fuera descubierta cerca de las costas de Colombia. Sin embargo, el lugar concreto se sigue mantenido en secreto.

El San José, de 62 cañones y tres palos, ha sido apodado el 'Santo Grial de los naufragios' debido su carga significativa de oro, plata y piedras preciosas. Se hundió durante una batalla con buques británicos en 1708 durante la Guerra de Sucesión Española, poco después de zarpar de Cartagena de Indias hacia España.


Se cree que los tesoros extraídos de las minas coloniales de Perú y Bolivia estaban destinados a financiar los esfuerzos beligerantes del rey Felipe V de España, y podrían evaluarse en 17.000 millones de dólares.

Los detalles de la búsqueda y del descubrimiento realizado en noviembre del 2015 se mantuvieron en secreto, pero ahora las agencias involucradas en el hallazgo, incluido el Gobierno colombiano, han dado permiso para que la nueva información se haga pública.

La Institución Oceanográfica Woods Hole (EE.UU.) ha confirmado que uno de sus vehículos autónomos submarinos, el REMUS 6000, desempeñó un papel fundamental en la localización del pecio a unos 600 metros de profundidad en un área frente a la península de Barú (isla Barú) en Colombia.

El aparato, lanzado desde un buque de exploración colombiano, descendió hasta 10 metros por encima del pecio, donde sacó fotos de una característica distintiva del San José: sus cañones de bronce con grabados en forma de delfín.

Woods Hole Oceanographic Institution / AP

Los restos del San José han sido objeto de batallas legales entre varias naciones, así como compañías privadas que buscan hacerse con los derechos de este tesoro hundido.

Inmediatamente después de su descubrimiento, la compañía estadounidense Sea Search Armada afirmó que había encontrado el barco y registrado su ubicación en 1982, a lo que el Gobierno colombiano esgrimió que no se trata del mismo lugar. La ubicación exacta del barco sigue siendo un secreto de Estado.

El Gobierno colombiano abrió el año pasado una licitación para atraer a inversionistas dispuestos a recuperar el tesoro. El mes pasado la Unesco instó a Colombia a no aprovechar el hallazgo comercialmente.

El Gobierno sostiene que planea construir un museo y un laboratorio de conservación para preservar y exhibir públicamente los contenidos la nave, incluidos los cañones, la cerámica y otros artefactos.

Fonte: https://actualidad.rt.com/actualidad/272522-carga-miles-millones-revelar-nuevos-detalles-santo-grial-naufragios (22/05/2018)

sábado, 26 de maio de 2018

O naufrágio mais rico de todos os tempos foi achado e vale US$ 17 bi

Nem tão bem preservado, mas muito mais rico Foto:iStock

Confirmado oficialmente só agora, “Santo Graal” dos naufrágios afundou há 310 anos com uma carga de ouro, prata e esmeraldas

Por extenso: dezessete bilhões de dólares. Equivalente ao PIB, o total produzido pela economia, de um país como Moçambique. O valor estimado é 34 vezes maior que o segundo mais rico naufrágio já tirado do mar, o Nuestra Señora de Las Mercedes, encontrado em 2007, que rendeu US$ 500 milhões em artefatos recuperados.

O galeão San José foi ao fundo após ser abatido por uma esquadra britânica na Ação de Wager, em 8 de junho de 1708. Era a Guerra de Sucessão Espanhola, na qual uma disputa após a morte do rei Carlos II, sem filhos, levou a uma guerra internacional entre as facções Bourbon e Habsburgo, apoiadas por duas coalizões. A Inglaterra, com o Sacro Império Romano-Germânico, a República Holandesa e Portugal, estava a favor dos Habsburgo. A França era o principal aliado dos Bourbon, a quem pertencia o navio.

De 600 tripulantes do San José, 11 sobreviveram. O resto foi a fundo com uma gigantesca carga de ouro, esmeraldas e prata tiradas das colônias espanholas.

O San José sendo afundado no quadro Ação em Cartagena, 28 de maio de 1708 Samuel Scott

O naufrágio foi detectado no final de 2015 na Península de Baru, Colômbia. Só agora saiu a confirmação oficial. O arqueólogo em questão foi o submarino Remus 6000 — o mesmo usado para encontrar, em 2011, a carcaça do Airbus A330 do voo 447 Air France, que caíra dois anos antes perto do arquipélago de São Pedro e São Paulo, em Pernambuco.

A expedição foi obra da Instituição Oceanográfica Woods Hole, dos EUA, com a autorização das autoridades locais. “Mantivemos o segredo em respeito ao governo colombiano”, afirmou o vice-presidente da WHOI, Rob Munier, à Associated Press.

Canhões do San José WHOI

Ainda resta saber quem é o dono dessa bolada toda. A ONU já pediu para o governo da Colômbia não explorar o naufrágio comercialmente. A Espanha está também interessada, já que era sua propriedade então. Segundo reportagem da Bloomberg, o mesmo pode ser clamado pela França, na batalha com a Espanha, ou o outro lado, Holanda e Inglaterra, que receberiam o butim do vencedor.

Por hora, por razões óbvias, a localização exata e profundidade exatas do naufrágio continuam a ser segredo de Estado.

Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/Naufragio-San-Jose.phtml (23/05/2018)

terça-feira, 22 de maio de 2018

Cádiz, la isla del tesoro para los piratas del siglo XXI


Cañones del yacimiento de Camposoto, en aguas de San Fernando. FOTO: CENTRO DE ARQUEOLOGÍA SUBACUÁTICA DE CÁDIZ.


Más de 800 naufragios y miles de toneladas de plata y oro ocultos se calcula que hay bajo las aguas gaditanas. Los arqueólogos, que reconocen el riesgo de expolio, afirman que el mayor valor de estos pecios es la información histórica que aportan.

POR: JORGE MIRÓ

No hay que irse al Caribe para pensar en piratas y en cofres de oro y plata ocultos en barcos hundidos. El hecho de que la historia de esta provincia sea tan basta y que cuente con ciudades milenarias por las que han pasado diferentes civilizaciones ha hecho que su riqueza arqueológica sea extensa y variada. Pero no toda se encuentra a simple vista y en tierra. Conflictos bélicos, ataques de piratas, temporales o simples errores humanos han provocado miles de naufragios a lo largo de 3.000 años de historia. Joyas ocultas que se esconden en las profundidades del Atlántico, desde galeras romanas hasta poderosos galeones de la época en la que en España no se ponía el sol.

Hace años, la Asociación de rescate de galeones de España calculaba, solo entre Tarifa y Sanlúcar de Barrameda, unos 820 hundimientos censados, la gran mayoría, aquellos que realizaban la llamada Carrera de Indias, y casi una cuarta parte de ellos, navíos procedentes de América cargados con oro, plata, perlas y piedras preciosas que aún descansan en el fondo del mar. “Los arqueólogos no hablamos jamás de la riqueza en términos económicos de oro y plata. La verdadera riqueza es la información histórica que tiene un pecio”, afirma Carmen García, jefa del Centro de Arqueología Subacuática, integrado en la Dirección general de Bienes Culturales a través del Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico de la Junta y radicado en el Balneario de la Palma, en la playa gaditana de La Caleta.

Trabajos de restauración de una pieza de artillería en el Centro de Arqueología Subacuática. FOTO: CENTRO DE ARQUEOLOGÍA SUBACUÁTICA

Desde su puesta en funcionamiento en 1997, el centro trabaja por establecer medidas encaminadas a desarrollar una correcta tutela del patrimonio subacuático a través de trabajos de investigación, documentación, restauración y difusión, siendo este último punto uno de los más importantes gracias al desconocimiento que existe entre la gran población en lo relativo a este tipo de arqueología, mucho más oculta que la terrestre.

“Somos conscientes del desfase que hay entre una y otra y al respecto, la subacuática está un poco olvidada, pero sabemos que existen numerosos yacimientos arqueológicos, aunque hoy conocemos solo una pequeña parte”, explica Carmen García, que enumera en torno a 100 yacimientos subacuáticos en Andalucía, si bien hay unas 1.300 referencias de naufragios en las costas de la comunidad, la mayor parte entre Huelva y Gibraltar. “Muchos se han podido perder y otros se conservan bajo agua y no sabemos donde están. Nos queda mucho camino por recorrer y hay que establecer mayores medidas de protección para que esos yacimientos se mantengan”.

En ese sentido, la jefa del centro arqueológico gaditano menciona que uno de los proyectos conjuntos que llevan a cabo con la consejería de Cultura de la Junta es proteger jurídicamente todo el patrimonio subacuático a través de dos figuras: la zona arqueológica y la zona de servidumbre. “La primera protege los espacios en donde hay constancia de que hay restos, mientras que la servidumbre protege los espacios en los que a priori se presupone que pueden existir”. Al respecto, las fuentes documentales aportan muchísima información a los arqueólogos y permite proteger estos pecios frente a los expolios y grandes empresas de cazatesoros. Una de las más conocidas es Odyssey Marine Exploration, que se hizo famosa después de que en 2007 encontrara bajo aguas de Cádiz los restos de la fragata Nuestra Señora de las Mercedes, con 500.000 monedas de plata y oro, que provocó un litigio entre España y la empresa norteamericana que finalmente cayó de lado español, obligando a Odyssey a devolver el tesoro a nuestro país.

Vista aérea de Caños de Meca, con el Faro de Trafalgar al fondo. En estas aguas se produjo una de las mayores batallas navales entre España e Inglaterra. FOTO: JUAN CARLOS TORO.

“Aunque tuvo que devolver el botín, la ganancia que obtuvo la empresa fue hacer pública la noticia del hallazgo de la Mercedes. Nada más que por eso sus acciones subieron una barbaridad”, afirma el teniente Juan José Águila Navarro, jefe del grupo de Patrimonio Histórico de la Unidad Central Operativa (UCO) de la Guardia Civil.

Águila admite la dificultad que entraña en muchas ocasiones luchar contra estas empresas, que cuentan con grandes presupuestos que destinan para expoliar los yacimientos escondidos en el fondo marino. “Hablamos de grandes medios de localización que no tienen, a veces, ni nuestros propios centros de arqueología subacuática. Para prospectar usan equipos muy caros: magnetómetros, sónar de barrido lateral, vehículos de observación remota…”.

Pero a veces no hace falta gastarse millones de dólares en encontrar un pecio. El boca a boca, transmitido de padres a hijos por cualquier detalle a priori nimio, como un hallazgo de monedas o cualquier otro resto en una jornada de pesca cualquiera —recientemente la UCO llevó a cabo una operación en la que detuvo a tres personas, buceadores dedicados a la extracción de coral rojo—provoca que muchos tengan localizado cualquier tipo de naufragio. Y como reconoce el propio teniente Águila, “en la costa de Cádiz hay gran riesgo de expolios, porque es un medio difícil de moverse ante el gran tráfico de embarcaciones que hay. Y aunque contamos con sistemas integrales de vigilancia exterior, en el medio acuático es fácil trabajar. A veces les basta con soltar la carga por la borda si ven que los pillamos. Y al tener la localización, pueden volver otro día”.

El Archivo de Indias y el experto en naufragios “perseguido” por la ley.

Fragmento de ánfora en el yacimiento de Punta del Nao, Cádiz. FOTO: CENTRO DE ARQUEOLOGÍA SUBACUÁTICA DE CÁDIZ.

Sin embargo, el principal medio con el que trabajan las empresas cazatesoros son las fuentes documentales, y es el Archivo General de Indias el que cuenta con el más exhaustivo y mayor número de ellas: 43.000 legajos, 80 millones de páginas y unos 8.000 mapas y dibujos que proceden, fundamentalmente, de los organismos encargados de la administración de los territorios de ultramar. Claudio Bonifacio, italiano nacido en Trieste, ha pasado cientos de horas entre las paredes del emblemático edificio sevillano estudiando cada documento. Considerado un corsario del siglo XXI —no obstante, estos eran navegantes licenciados por reyes y emperadores para capturar tesoros—, ha puesto nombre y apellidos a cientos de naufragios, ha escrito tratados científicos y libros, ha impartido conferencias, ha trabajado para universidades europeas y americanas y para empresas petrolíferas que buscan yacimientos marinos. También lo ha hecho para países como Cuba o Italia para tender cables o recuperar tesoros sumergidos en aguas soberanas. Afirma que en las costas de Cádiz hay 800 toneladas de oro y 12.000 de plata. “El otro Banco de España. Una fortuna que duerme por intereses ocultos. Todo lo que tiene que ver con oro y plata son intereses ocultos, por más que digan los arqueólogos”. Eso sí, niega que sea un cazatesoros, ni un pirata. “Si vas a sacar algo sin permiso es piratería. Yo soy una persona que me dedico legalmente a participar en proyectos donde siempre ha habido permisos por parte de autoridades competentes”, se defiende.

Sin embargo, el experto en naufraugios, que comenzó en este mundo en 1981 y de quien Arturo Pérez Reverte se basó para uno de sus personajes de La carta esférica, se siente perseguido por la justicia española. En 2006 fue detenido por la Guardia Civil en el marco de la operación Bahía 2, en la que se desmantelaba una presunta red dedicada al expolio de restos arqueológicos submarinos en aguas de Cádiz a bordo de un barco con bandera de San Vicente y Granadina, el Louisa, atracado en El Puerto de Santa María. Bonifacio afirma que todo partió de una denuncia de un particular a la Guardia Civil, informando de que se estaban expoliando restos arqueológicos en la Bahía de Cádiz desde el Louisa, financiado por una compañía estadounidense. El italiano señala que todo fue una trampa en su contra por parte de Odyssey y el denunciante, que resultó ser una persona a sueldo de la empresa norteamericana. Y todo esto, según un investigador privado contratado por Bonifacio, para crear “una efectiva cortina de humo para eliminar a competidores, criminalizar a expertos (entre ellos Claudio Bonifacio) y solapar sus expolios sobre derechos de otros cazatesoros licenciados por autoridades españolas”.

Doce años después, la instrucción del caso sigue estancada y el Louisa aún varado en El Puerto de Santa María, a pesar de una reclamación de 10 millones de dólares de San Vicente y Granadinas a España por la retención del buque que, según este gobierno, solo estaba haciendo prospecciones de hidrocarburos. Una historia de corsarios y piratas, aún inconclusa, que el mismísimo Robert Louis Stevenson habría firmado.

FONTE: HTTPS://WWW.LAVOZDELSUR.ES/CADIZ-LA-ISLA-DEL-TESORO-PARA-LOS-PIRATAS-DEL-SIGLO-XXI/ (22/05/2018)

Pescadores são atacados por “piratas” no mar do Caribe entre a Guiana e Suriname


Por: Wellerson Santana

Cerca de 20 pescadores de quatro barcos foram atacados por piratas no mar do Caribe no oceano Atlântico entre o Suriname e a Guiana. Segundo relato de quatro sobreviventes, incluindo o capitão de uma das embarcações, piratas armados com facões amarraram as pernas e braços das vítimas, cortaram-nas e as jogaram no mar na noite do dia 1° de maio. As autoridades informaram que baseado nos relatos dos sobreviventes, os criminosos seriam da Guiana.

Eles forçaram os pescadores a pularem ao mar, alguns com pesos atados às pernas. Os quatro pescadores que sobreviveram conseguiram nadar até a costa, os corpos de três dos pescadores foram localizados na quarta-feira (3). A Guarda Costeira, membros da Associação Coletiva de Pesca e navios da polícia rastreiam a área em busca de sobreviventes e à procura dos criminosos. Sete suspeitos foram detidos.

O presidente da Guiana, David Granger, descreveu os ataques como um “massacre”, acrescentando que o ato criminoso é um “revés” para o progresso dos dois países no combate à pirataria nos últimos três anos. Já o presidente do Suriname, Desi Bouterse, não quis se pronunciar publicamente sobre os incidentes.


A região onde ocorreram os incidentes é marcada por dificuldades econômicas e ocorre desde a Colômbia até a Guiana Francesa. A Venezuela é outro país que também teve aumento desse prática, em função da crise.

Um outro ataque pirata em separado foi relatado em uma embarcação perto do canal Matapica, que deixou o capitão do navio morto. As buscas pelos corpos dos desaparecidos ainda continuam.


Pirataria nos mares do Caribe
A pirataria tem sido predominante há décadas nas águas do Suriname e da Guiana. Autoridades acreditam que os ataques mais recentes não foram atos aleatórios de pirataria, mas sim realizados por um grupo organizado. Outros relatórios sugeriram que as vítimas podem ter sido mortas como parte de uma disputa territorial entre pescadores locais.

Fonte: http://www.pescamadora.com.br/2018/05/pescadores-sao-atacados-por-piratas-no-mar-do-caribe-entre-a-guiana-e-suriname/ (08/05/2018)

domingo, 3 de janeiro de 2016

Espanha quer museu na Colômbia para o navio San José

Foto: O quadro "Ação em Cartagena", que retrata a batalha que afundou o San José. Está no Museu Marítimo, em Londres. O autor é Samuel Scott | DR

Espanha quer participar na criação do museu que venha a ser criado em Cartagena das Índias a partir dos destroços do navio San José.

O presidente da Colômbia, José Manuel dos Santos, foi o primeiro a avançar com a ideia de um museu para albergar os destroços do navio espanhol afundado em 1708 pela armada britânica logo no dia 5, numa conferência de imprensa em Cartagena das Índias. Não se falou na participação de outro país que não a Colômbia. "Este património é de todos os colombianos", disse o chefe do Governo do país sul-americano.

Espanha, através do secretário de Estado da Cultura, José María Lassalle, disse que iria estudar o dossier a fundo e faria o que fosse necessário para defender este património. No sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel García-Margallo, reuniu-se com a homóloga colombiana, Maria Angela Holguín.

Agora, segundo o El Pais, fontes do Governo vêm defender um museu conjunto, que assim evitaria um conflito diplomático entre os dois países cujas relações são boas. Espanha, de resto, não se opõe a que o museu fique em Cartagena, desde que haja uma exposição temporária em Espanha.

Além dos destroços do navio, o San José carregava moedas e pedras preciosas assim como um vasto conjunto de canhões. As mesmas fontes do Governo, citadas pelo diário espanhol, salientam que este conjunto tem um valor histórico incalculável, fundamental para o estudo do império hispânico do século XVIII. "Não queremos que pensem que queremos levar o ouro", avançam fontes diplomáticas.

A mensagem é estabelecer acordos com Colômbia através do diálogo já que um processo jurídico pode ser longo e de consequências inesperadas, contextualiza o El Pais. Por um lado, a Colômbia não subscreve o convénio da Unesco de proteção do património subaquático, de 2001 e rejeita a jurisdição do Tribunal Internacional de Haya.

Mesmo os casos como o do navio Las Mercedes, que Espanha ganhou nos tribunais em Tampa, Floria (EUA), não abrem precedente para o San José. Nesse caso, o país processa uma empresa caça-tesouros.

Espanha defende que um museu com dupla nacionalidade, espanhola e colombiana, também teria vantagens para o país sul-americano, já que partilhariam os gastos. Esse montante não está contabilizado mas é avultado, já que implica trazer à superfície os destroços do navio.

A ministra da Cultura, Mariana Garcés, admitiu já que a investigação dos achados, que começa em 2016, requer equipamento de que o país não dispõe.

Ao mesmo tempo, arqueólogos especialistas em destroços subaquáticos são partidários de que tudo se conserve onde está, segundo o princípio de conservação in situ -- e até que exista tecnologia para o trazer ao de cima sem danos.

Para o presidente colombiano, encontrar o galeão é mais do que uma missão científica ou histórica. É uma questão identitária para o presidente José Manuel dos Santos. A ministra da Cultura diz que foi "um trabalho planificado". Em que está incluída a lei de 2013 que permite entregar até 50% dos achados arqueológicos com empresas caça-tesouros. Segundo o El Pais, esta lei poderia mesmo chamar-se Lei San José, de tal forma foi criada a pensar na possibilidade de se encontrar este navio.

No encontro, no sábado, o representante dos Negócios Estrangeiros de Espanha terá tentado convencer a homóloga de que um mau acordo é melhor do que um bom processo. Ideia que, segundo o El Pais, vale para o Equador e para o Peru, países que também podem vir a reclamar a sua parte no tesouro que venha a emergir do fundo do mar de Cartagena das Índias.

Fonte: http://www.dn.pt/artes/interior/espanha-quer-museu-na-colombia-para-o-navio-san-jose-4928866.html (22/12/2015)

sábado, 12 de dezembro de 2015

Colômbia pode ter encontrado o maior tesouro já descoberto no mar

Foto: Imagem mostra artefatos encontrados em navio naufragado na costa da Colômbia em 1708(Divulgação/Reuters/VEJA)

Arqueólogos acharam navio espanhol que afundou em 1708 no mar do Caribe carregado de ouro, prata, esmeralda e outras pedras preciosas.

Um navio espanhol carregado de ouro, prata, esmeraldas e outras pedras preciosas foi encontrado pela Colômbia mais de 300 anos após naufragar. Segundo o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, o galeão São José pode se o maior tesouro já descoberto no fundo do mar, com valor estimado de pelo menos 1 bilhão de dólares (cerca de 3,7 bilhões de reais).

O navio foi atacado pelos britânicos em 1708 no mar do Caribe, perto da costa de Cartagena. Eles pretendiam roubar a carga do galeão, mas o barco espanhol afundou e os pertences nunca haviam sido encontrados. A carga, que também inclui joias e pertences do então vice-rei do Peru, havia sido coletada na América do Sul em 1708 para ser enviada à Espanha e ajuda a financiar uma guerra do Rei Philip V contra a Grã-Bretanha.

Juan Manuel Santos, que anunciou a descoberta neste sábado em seu pefil do Twitter, disse que um museu será construído no país para expor os objetos encontrados no navio. Um time de arqueólogos continuará trabalhando para preservar a carga encontrada.

(Da redação)

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/colombia-pode-ter-encontrado-o-maior-tesouro-ja-descoberto-no-mar/ (06/12/2015)

sábado, 5 de dezembro de 2015

Colômbia diz ter localizado navio San José, tesouro submerso mais procurado do mundo

Foto: Getty Images. Galeão San José.

Da BBC Mundo

O governo da Colômbia anunciou ter localizado os restos do galeão San José, o mítico barco que afundou perto da costa de Cartagena no século 18 enquanto transportava um grande tesouro com ouro, prata e esmeraldas para a Espanha.

O presidente colombiano Juan Manuel Santos anunciou a descoberta de forma empolgada pelo Twitter nesta sexta-feira. "Grande notícia: encontramos o galeão San José!", disse ele.

O navio, um dos maiores da época, transportava aquilo que viraria o maior tesouro submerso da história quando foi afundado por ingleses perto da península de Barú em junho de 1708.

Acredita-se que, a bordo, estavam 11 milhões de moedas de ouro, além de outras riquezas.

Na década de 1980, o Congresso da Colômbia avaliou a carga em US$ 11 bilhões. Outros cálculos falam em US$ 5 bilhões.

Com o passar os anos, o San José virou o sonho de muitos "caça-tesouros", que chegaram a travar longas batalhas legais com o governo colombiano.

"Acredito que, entre os tesouros lendários que ainda estão sendo buscados, o San José é aquele do qual as pessoas mais falam", disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Mark Gordon, presidente da empresa Odissey Marine Exploration, em 2011.

Em 1982, a empresa Sea Search Armada anunciou o descobrimento do galeão a poucos metros da costa de Cartagena, o que acabou sendo negado pelo governo colombiano.

Mas, em 1989, a empresa deu início a uma disputa legal com a Colômbia.
Em 2007, o tesouro finalmente foi declarado patrimônio cultural e histórico da nação pelo governo colombiano e um tribunal americano se pronunciou a seu favor quatro anos depois.

O governo da Espanha também reclama direitos sobre o San José, argumentando que ele pertencia a uma frota militar espanhola.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2015/12/05/colombia-diz-ter-localizado-navio-san-jose-tesouro-submerso-mais-procurado-do-mundo.htm (05/12/2015)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

CURSO: Piratas e o Novo Mundo


Do USP Online

O Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos, Base Avançada de Cultura e Extensão da USP em Santos, promove o curso de difusão cultural: Piratas e o Novo Mundo.

As atividades acontecerão durante dois finais de semana: dias 5 e 6 e dias 12 e 13 de dezembro. Cada aula terá 3 horas de duração, sendo realizada das 14 às 17 horas aos sábados e das 10 às 13 horas aos domingos.

Ministradas pelo professor Paulo Edson Alves Filho, as aulas apresentarão as influências das investidas corsárias e piratas no Novo Mundo, denominação dada pelos grandes navegadores europeus em suas jornadas pelo hemisfério ocidental, mais especificamente nas Américas, a partir do século 16
As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 16 a 30 de novembro ou enquanto houver vagas pelo telefone (13) 3203-3901 ou pelo email: resjesantos@gmail.com.

Mais informações: (13) 3203-3901, E-mail resjesantos@gmail.com; Site http://www.engenho.prceu.usp.br/

Fonte: http://www.usp.br/agen/?p=224957 (13/11/2015)

sábado, 19 de setembro de 2015

SOS de la sociedad civil panameña frente a los cazatesoros de IMDI y al cártel cazatesoros de Florida.

Publicado por José María Lancho


Siempre que veo en una página en internet, cada vez más, que ésta se puede leer en varios idiomas y junto a la opción del español encuentro la bandera de México, me parece algo emocionante y legítimo. Al menos el liderazgo en la cultura, en lo hispánico, es para quien se lo gana. En patrimonio subacuático México ha demostrado mucho más sentido técnico, jurídico y político que nuestras propias administraciones. Pero esta vez, la bandera grande, la que enlaza con una correcta traducción de la identidad viva que nos vincula, merece ser la de Panamá.

Bandera de Panamá

La sociedad civil panameña ha plantado cara sola al cazatesorismo sobre los galeones hispánicos en las aguas de ese país. En concreto frente a la empresa IMDI (Investigaciones Marinas del Itsmo, S.A.) y toda su conexión con el cártel cazatesoros de Florida, que en situaciones que contradecían cualquier legalidad nacional e internacional, venía explotando comercialmente los restos –al menos- del galeón San José. Fueron esos ciudadanos panameños lo que me permitieron documentar el expolio -consentido y cómplice por anteriores administraciones de aquél país, con silencio del nuestro- sobre un patrimonio histórico común. Efectivamente, el saqueo del San José en aguas del primer Estado que suscribió la Convención UNESCO, era un secreto a voces. Pero pudimos denunciarlo ante la comunidad científica en el Congreso IKUWA celebrado en Cartagena (España) en una ponencia precisamente denominada “Hacia un patrimonio cultural subacuático común hispánico”. Asimismo, fue el primer caso de expolio que se denunció, ante el mundo de la cultura, en un Hay Festival y finalmente, gracias de nuevo al diario ABC, lo fue desde las páginas de este periódico. Entonces, nuestro país tampoco quiso desarrollar una acción de Estado sino que, forzando el sentido de la UNESCO, mandó una representación a la que los cazatesoros respondieron desafiantes no sólo haciendo ostentación de la salida comercial, fuera del país, de buena parte del expolio sino trayendo a Panamá un barco aún mayor: el Sea Reaper III.

El Sea Reaper III, buque de refuerzo q fue traído a Panamá por los cazatesoros

Pero aunque la administración de nuestro país echara algún hueso a la prensa, desde aquí seguía sin hacerse mucho. Los que no cejaron fueron los anónimos héroes de la sociedad civil de Panamá que consiguieron involucrar a sectores jurídicos, culturales y políticos de ambos países. Sabemos que esas personas pueden estar en riesgo por el tipo de redes que andan detrás del expolio de galeones y del respaldo que tienen desde el cártel cazatesoros de Florida con el que, extrañamente, el estado Español jamás se ha enfrentado (hablamos de los Fisher y de un nutrido grupo de familias, empresas y fundaciones que incluso despreciaban a Odyssey por su empleo de alta tecnología para expoliar, pues para ellos bastaba el empleo de “buzones de correo”, es decir las “artes tradicionales” del saqueo y la destrucción de yacimientos arqueológicos de origen hispánico) que consiguen que la ley española no vincule ni siquiera a nuestros altos funcionarios. Interesante…

El Blue Water Rose, buque de los cazatesoros en Panamá

El tesón de la ciudadanía panameña ha servido para que las circunstancias legales, conforme al propio derecho panameño, de la compañía IMDI fueran revisadas. En ese sentido, y este abogado es testigo del inmenso esfuerzo desplegado por esos ciudadanos de Panamá, abordaron el problema de los cazatesoros desde todas las perspectvas posibles. Esas personas han dado la mayor dignidad cultural, ética y cívica a la expresión “hispánico”, y merecerían el mayor reconocimiento, incluido su consideración para el mismísimo Príncipe de Asturias, logrando que la Contraloría General de la República de Panamá denunciase, desde la legalidad panameña y tras un pormenorizado análisis técnico, las actividades de los cazatesoros.

Como primicia cito textualmente la NOTA Nº 2126-15-LEG de 19 de agosto de 2015 Contraloría General de la República que ha sido dirigida se ha recepcionado por la Dirección General del Instituto Nacional de Cultura, en concreto el 24 de agosto, que son los que deberían ahora actuar directamente contra los cazatesoros.

“Le solicitamos que, con fundamento en el artículo 62 de la Ley 38 de 31 de julio de 2000, revoque oficiosamente el permiso otorgado mediante la resolución nº 136-13 de la Dirección Nacional de Patrimonio Histórico de 16 de julio de 2013, así como cualquier otro acto mediante el cual se hubiese extendido la duración de dicho permiso, habida cuenta que, de conformidad con lo previsto en el artículo 12 de la Ley 14-1982, el mismo debe otorgarse mediante un contrato firmado por el Director del Instituto Nacional de Cultura y el concesionario, debe contar con el concepto favorable del Ministerio de Economía y Finanzas y, ser refrendado por la Contraloría General de la República, presupuestos que no fueron cumplidos por el Instituto Nacional de Cultura, quien por tal razón, emitió el mencionado permiso sin competencia para ello.

En caso de que la Dirección Nacional de Patrimonio Histórico del Instituto Nacional de Cultura no revoque oficiosamente la resolución nº 136-13 DNPH de 16 de julio de 2013, así como cualquier otro acto mediante el cual se hubiese extendido su duración, la Controlaría General de la República ejercerá las acciones legales que correspondan en ejercicio de la facultad que le otorga el artículo 280 (numeral 7) de la Constitución Política y el artículo 11 (numeral 8) de la Ley 32 de 8 de noviembre de 1984.

Por otra parte, es oportuno recordarle que cualesquiera actos de disposición, enajenación, adjudicación o traspaso de bienes que sean recuperados y salvados del fondo del mar deben ser sometidos al refrendo de la Contraloría General de la República, a fin de que nuestra Institución, en ejercicio de la función fiscalizadora, determine si dichos actos de afectación de fondos o bienes públicos cumplen con los requisitos establecidos en el ordenamiento jurídico, de conformidad con lo normado en el artículo 280 (numeral 2) de la Constitución Política, desarrollado por los artículos 11, 45 y 48 de la Ley 32 de 1984, entre otras disposiciones legales.”

Esta resolución debe tener consecuencias inmediatas y el más pronto y potente refuerzo desde España y el resto de la comunidad hispánica, incluido Estados Unidos, frente a una práctica que confiamos que acabará siendo asimilada una forma de piratería moderna.


Es fundamental ahora que las Autoridades del Gobierno de Panamá sean congruentes (e invitamos, en ese sentido, a las autoridades del Reino de España, a sus funcionarios del Ministerio de Asuntos Exteriores, de Justicia y desde luego a las autoridades de Cultura a que intervengan) y se persiga no sólo la interrupción de ninguna nueva actividad sobre el pecio, sino que se inste la confiscación y recuperación de los bienes históricos que necesariamente han sido obtenidos de forma irregular -desde luego desde el 2013- no sólo desde el derecho español, sino desde el derecho panameño, y que están en manos de los responsables de IMDI con la intención de comercializarlos. Europa no debería ser nunca más el mercado de este tipo de restos.

Curiosamente, el Sea Reaper III zarpó del puerto de Colón (en el Caribe) el 24 de agosto, el mismo día que el Instituto Naciona de Cultura (INAC) recibió la anterior Nota de la Contraloría.

Pace ser que el navío navegaba en dirección a Estados Unidos y se detuvo en Port Antonio, Jamaica sin ningún sentido aparente. Nos tememos, expresado esto en términos de hipótesis, necesaria dada la actividad cazatesoros sobre un buque histórico que aún ostentaría la cualidad de buque de guerra que hayan buscado un lugar remoto y opaco de Jamaica para descargar el denominado tesoro.


Es hora de no dejar solo a esos ciudadanos de la cultura universal e hispánica, como tantas veces se ha hecho y con tantos héroes anónimos, al menos en este ámbito del patrimonio, y que hacen que todavía tenga un sentido digno sentirse hispánico en el difícil camino de esta humanidad presente.

Fonte: http://abcblogs.abc.es/espejo-de-navegantes/2015/09/09/sos-de-la-sociedad-civil-panamena-frente-a-los-cazatesoros-de-imdi-y-al-cartel-cazatesoros-de-florida/ (09/09/2015)

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Hallan en la costa de Florida 350 monedas de oro valoradas en 4,5 millones dólares

Foto: Abc. Monedas de oro halladas en las costas de Florida

efe / miami

El tesoro está compuesto por «cientos de escudos, doblones y reales» que formaban parte del cargamento que transportaba la Flota Española de 1715

Submarinistas de una compañía cazatesoros de Florida (EE.UU.) han recuperado del fondo marino de Vero Beach, en la costa este del estado, 350 monedas de oro valoradas en 4,5 millones de dólares, procedentes de un galeón español de principios del siglo XVIII, informó hoy la empresa. Menos de un mes después de que una familia recuperara, utilizando un detector de metales, 60 monedas de oro valoradas en más de un millón de dólares, la compañía 1715 Fleet-Queens Jewels, poseedora de los derechos sobre varios lugares del naufragio, ha hecho el anuncio de este nuevo hallazgo.

«Unas 350 monedas de oro, incluidos nueve reales valorados cada uno en 300.000 dólares, fueron recuperadas los pasados 30 y 31 de julio. Este hallazgo asombroso tuvo lugar durante el trigésimo centenario de la flota española de 1715. Felicidades al equipo de (la nave) la Capitana, ¡el mejor que nunca ha tenido!», señala la compañía en su página web, en la que aparece fotografías de los submarinistas exhibiendo las monedas.

El tesoro está compuesto por «cientos de escudos, doblones y reales» que formaban parte del cargamento de oro que transportaba la Flota Española de 1715, que zarpó desde La Habana rumbo a España, pero once naves se hundieron en las costas de Florida debido a un huracán que se cobró la vida de un millar de personas. Una parte del oro, la plata y otros objetos que quedaron diseminados por el suelo marino fueron recuperados tras la tormenta, pero los historiadores y cazatesoros creen que millones de dólares en plata y oro permanecen todavía en el fondo del mar.

La compañía 1715 Fleet-Queens Jewels, fundada en 2010 por William y Brent Brisben, es una de las que opera en aguas de Florida, un Estado que atesora en cada yacimiento subacuático una cápsula del tiempo cuyo valor histórico y cultural permanece todavía sellado en un gran número de casos. Si bien esta empresa afirma en su web que su prioridad es «llevar la asombrosa historia de la flota de 1715 al público» y «educar a la gente sobre la colonización española del Nuevo Mundo», en otra, se convierte en almoneda de oro, plata y artefactos extraídos.

«Aquí está tu oportunidad de poseer una pieza rara y valiosa de la historia del tesoro de la flota 1715. Tenemos escudos de oro y reales de plata. También ofrecemos monedas montadas como joyas, así como balas de mosquete, cañón y fragmentos de cerámica», reza el anuncio de venta en una de las páginas de la compañía.

Fonte: http://www.abc.es/cultura/20150820/abci-hallan-florida-trescientas-cincuenta-201508201717.html (21/08/2015)

domingo, 10 de maio de 2015

Exploradores afirmam ter encontrado tesouro pirata em naufrágio


BBC Brasil

Uma barra de prata de aproximadamente 50 quilos foi supostamente recuperada pelo arqueólogo marinho Barry Clifford no local do naufrágio de um navio, na ilha de Sainte Marie, em Madagascar. Uma equipe de exploradores americanos afirmou ter descoberto o tesouro composto de objetos de prata do barco que teria pertencido ao pirata escocês William Kidd, que teria naufragado na costa de Madagascar

Mergulhadores dizem ter encontrado nas águas de Madagascar, na África, o suposto tesouro de um famoso pirata escocês, William Kidd. A barra de 50kg de prata foi trazida para a superfície e recebida pelo presidente de Madagascar e diplomatas do Reino Unido e dos Estados Unidos. Agora, ela está sob a custódia de soldados na ilha de Sainte Marie.

O repórter da BBC Martin Volgt acompanhou a cerimônia e relata que a descoberta gerou grande entusiasmo em Madagascar. "A equipe do explorador Barry Clifford não tem dúvidas de que o tesouro é genuíno", diz Volgt. Clifford liderou a equipe de mergulhadores que encontrou o suposto tesouro

Clifford e seus mergulhadores acreditam que a barra de prata data do século 17 e foi forjada na Bolívia. Já o navio onde ela se encontrava teria sido fabricado na Inglaterra. No entanto, afirma Volgt, ainda existe um ceticismo em torno da legitimidade do tesouro e provavelmente haverá pedidos para que isto seja provado. Uma alternativa seria retirar amostras da madeira do navio para checar se de fato ele veio da Inglaterra.

Tecidos, ouro e prata
O Capitão Kidd foi executado em 1701 por pirataria depois de retornar de uma viagem pelo oceano Índico. Ele havia sido designado pela Coroa britânica para combater a pirataria e capturar navios franceses inimigos. Em 1698, Kidd saqueou um navio armênio, o Quedagh Merchante, que aparentemente navegava sob a proteção da França. Mas o capitão da embarcação era um inglês, e Kidd foi executado em Londres em 1701. O Quedagh Merchant carregava tecidos, ouro e prata quando foi atacado.
Acredita-se que grande parte de sua carga pertencia à Companhia Britânica das Índias Orientais.

Além da acusação de pirataria, o capitão Kidd foi sentenciado à morte por assassinar um dos seus tripulantes durante uma briga em 1697. Durante sua execução, a primeira corda colocada em seu pescoço arrebentou. Houve ainda uma segunda tentativa, quando a corda arrebentou novamente. Kidd só morreu na terceira tentativa. Seu corpo foi coberto por piche e pendurado por correntes sobre o rio Tâmisa para servir de alerta para os interessados em entrar na pirataria.

A lenda dá conta que Kidd escondeu boa parte de seus saques, o que levou a inúmeras caças ao tesouro e inspirou o autor Robert Louis Stevenson a escrever A Ilha do Tesouro (1883), um dos clássicos da literatura infanto-juvenil.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2015/05/07/exploradores-afirmam-ter-encontrado-tesouro-pirata-em-naufragio.htm (07/05/2015)

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Sueco é alvo de piratas em Cubatão

Foto: Vítimas estavam em barco de alumínio

Por Eduardo Velozo Fuccia

A expedição que um sueco realizava na Bacia Hidrográfica de Cubatão para fotografar e filmar aves, em especial o guará vermelho, foi interrompida pela ação de quatro piratas, que transformaram o passeio ecológico em momentos de pânico.

Em um barco de pequeno porte e com motor de popa de 15 HP, os criminosos portavam armas de fogo e se aproximaram da embarcação na qual estava o estrangeiro e um piloto por ele contratado.

As vítimas estavam perto da margem do Rio Cascalho e foram obrigadas a pular na água. Além da embarcação ocupada pelo sueco e pelo piloto, um biólogo de 45 anos morador em Santos, os ladrões roubaram todos os pertences deles. No mesmo rio, em dezembro de 2012, um turista paulistano de 78 anos morreu afogado após piratas mandarem ele pular na água para roubar o barco. O latrocínio permanece sem esclarecimento.

Como foi
O empresário Lennart Henriksson, de 66 anos, mora na cidade sueca de Hyssna e se interessa por ecologia. As imagens que ele registrava no Rio Cascalho seriam exibidas em seu país e também poderiam atrair para a região não só outros ecologistas da Suécia como de outras partes da Europa.

Para o seu documentário, Lennart alugou um barco em uma garagem náutica localizada na Ilha Caraguatá, em Cubatão, e contratou o biológo para atuar como piloto. Os dois saíram da marina por volta 6 horas de terça-feira, com previsão de retorno às 10 horas.

Na metade da expedição, porém, as vítimas foram rendidas pelos piratas. Por sorte, o barco que elas ocupavam estava perto da margem, em local raso. A embarcação roubada é de alumínio, mede 6,9 metros e possui motor de popa Yamaha de 90 HP e quatro tempos.

O biólogo teve levados binóculos, câmera Nikon D-4, lente 70x200 mm e celular. O sueco ficou sem duas câmeras digitais (Nikon AW 1200 e Panasonic Lumix), minigravador Olympus, relógio italiano Lambretta, celular, outros objetos e R$ 650,00.

Vítimas foram resgatadas em mangue
O local onde aconteceu o ataque dos piratas fica isolado. A pé e na beira do rio, em uma área de mangue, o sueco e o biólogo que pilotava a embarcação não tinham como retornar à garagem náutica ou sequer pedir socorro.

Com menos idade, melhor condição física e conhecedor da área, coube ao biólogo a missão de nadar pelo Rio Cascalho até chegar à moradia de uma família ribeirinha, onde pediu um celular emprestado para comunicar o roubo.

“Ele me ligou para dizer o que tinha ocorrido, informou a sua localização e eu mandei um barco para resgatá-lo junto com o sueco”, disse o dono da garagem náutica da Ilha Caraguatá, que pediu para não ter o nome identificado.

Até que fosse feito o resgate, por volta das 15 horas, as vítimas permaneceram semiatoladas no mangue, debaixo de forte sol, sob intenso calor, sem água e alimentação, porque os assaltantes também haviam levado os lanches e as bebidas delas.

Reabilitação
Na mochila roubada do estrangeiro, que recentemente foi operado para a retirada de tumor nos rins, também havia medicamentos. “Um triste fim de uma viagem que seria de reabilitação e recreação para ele”, comentou a mulher do sueco, por meio de mensagem de Whatsapp ao dono da marina.

Ela também lamentou os prejuízos materiais e a perda da filmagem que Lennart já havia conseguido realizar de guarás vermelhos. No entanto, diante do desfecho ainda mais grave que o episódio poderia ter, a mulher comemorou: “Estou feliz, porque ele está vivo!”

Ave de beleza exuberante e que tem nos manguezais da costa atlântica o seu habitat, o guará vermelho é símbolo da recuperação ambiental de Cubatão, porque chegou a estar em processo de extinção na região, mas nos últimos anos teve significativo aumento de sua população.


Prejuízos ao turismo
Os ataques piratas nos canais da Baixada Santista não trazem prejuízos apenas às vítimas diretas dos roubos, mas ao turismo da região. Eles ainda realçam o contraste das belezas naturais dos rios e braços de mar com o cenário de extrema pobreza formado por palafitas em áreas que deveriam ser intocáveis.

Pescadores, biólogos, ecologistas, pesquisadores e outras pessoas que possam ter interesse em passeios ou expedições pelos canais da Baixada Santista ficam à mercê dos assaltantes que agem nas águas, onde inexiste patrulhamento aquaviário e a segurança é zero.

Durante três anos, entre 2002 e 2005, a Polícia Militar dispôs de cinco embarcações para esse tipo de patrulhamento, mas os barcos ficaram sucateados e esse policiamento especializado deixou de acontecer. Os canais se transformaram em água de ninguém.

Em 27 de dezembro de 2012, o aposentado Hitoshi Suekane, de 78 anos, veio com dois amigos de São Paulo para pescar. As águas calmas do Rio Cascalho foram as escolhidas pelos turistas, que tiveram o seu barco interceptado por outra embarcação ocupada por cerca de cinco homens.

Os marginais atiraram na direção das vítimas, sem atingi-las, e depois as agrediram, jogando-as na água. Apesar de estar com colete salva-vidas, Hitoshi se afogou. Além dos três turistas, um marinheiro incumbido de pilotar a embarcação também foi alvo do bando.

Os criminosos fugiram com os dois barcos e até hoje não foram identificados. Dias depois, a embarcação foi encontrada no Rio do Bugre, em Santos. Avaliada em R$ 30 mil na época, ela estava sem o motor de popa Yamaha de 60 HP.

Nessa mesma data, dois homens moradores em Santos foram assaltados durante passeio de jet ski no braço de mar que passa atrás do São Manoel, em Santos. Os ladrões estavam em um barco e mandaram as vítimas pular na água, fugindo com a motoaquática.

As vítimas usavam colete salva-vidas, mas tiveram dificuldades para nadar até a margem, distante cerca de 250 metros, porque o mar estava revolto. Segundo elas, o jet ski funcionava em baixa rotação, porque um saco plástico ficou preso na turbina, e os piratas se aproveitaram desse situação.

No mais recente roubo, o sueco e o biólogo registraram boletim de ocorrência ontem de manhã no 1º DP de Santos. Eles descreveram os ladrões como brancos, frisando que dois aparentam ser adolescentes.

Informações podem ser transmitidas de forma anônima ao 181, do Disque-Denúncia. Pelo local onde ocorreu o ataque, é provável que os marginais sejam da Vila dos Pescadores, comunidade mais próxima do Rio Cascalho.

Fonte: http://www.atribuna.com.br/pol%C3%ADcia/sueco-%C3%A9-alvo-de-piratas-em-cubat%C3%A3o-1.426378 (29/01/2015)

Un muerto y tres rehenes en el secuestro de un petrolero en Nigeria


El barco de bandera maltesa estaba anclado frente a la costa esperando para cargar cuando fue abordado por piratas.

Un grupo de piratas secuestró un petrolero frente a las costas de Nigeria tomando a tres rehenes y matando al subcomandante griego, indicó este miércoles una portavoz de los guardacostas griegos.

El petrolero "Kalamos", con bandera maltesa y 23 tripulantes, estaba anclado frente a la costa esperando su carga desde el terminal de Qua Iboe, en la costa del sureste de Nigeria, cuando fue abordado.

Entre la tripulación hay diez griegos, entre ellos los tres rehenes, indicó a la AFP la portavoz.

El secuestro del "Kalamos", de 15 años de antigüedad, tuvo lugar en el Golfo de Guinea, que según los expertos es el nuevo epicentro de la piratería en África.

Según la Oficina Marítima Internacional (MIB), entre enero y septiembre de 2014 hubo 33 casos de piratería y robo a mano armada en la zona.

Los piratas que operan en las costas de Nigeria, Togo y Benín van armados, son muy agresivos y suelen tomar rehenes durante varios días, según la MIB.

Fonte: http://subrayado.com.uy/Site/noticia/41669/un-muerto-y-tres-rehenes-en-el-secuestro-de-un-petrolero-en-nigeria (04/02/2015)

Asia registra un 75% de los casos de piratería marítima mundial

SINGAPUR, 14 Ene. (Reuters/EP) –

Tres cuartas partes de los casos de piratería marítima mundial el año pasado se registraron en Asia, un año en el que se incrementó un 22 por ciento los ataques a buques que navegaban en la región.

En total se registraron 183 ataques, entre tentativas y éxitos, en aguas asiáticas, frente a los 150 casos durante el año 2013, tal y como ha informado un grupo de anti piratería intergubernamental.

Según estos datos, Asia aglutina el 75 por ciento de los casos de piratería teniendo en cuenta que la Oficina Marítima Internacional (IMB) confirmó 245 ataques, entre tentativas y éxitos, en su informe mundial de 2014.

"El incremento de un 22 por ciento de la actividad pirata en la región es significativo y preocupante", ha reconocido Tim Wilkins, portavoz regional de una sociedad de cargueros, Intertako.

La zona experimenta así su mayor cifra de ataques armados a navíos desde 2006, año en el que se conformó el Acuerdo de Cooperación Regional para combatir la piratería y el robo a mano armada contra buques en Asia (ReCAAP), un organismo de coordinación con 20 Gobiernos regionales que recopila el número de ataques.

Con respecto al curso anterior, se produce un incremento importante en los casos registrados en aguas asiáticas --en 2013 Asía representó el 60 por ciento de los casos--. No obstante, el principal motivo de los ataques es el robo, en comparación con la piratería mucho más violenta que se vive en África Occidental y Somalia.

Fonte: http://www.europapress.es/internacional/noticia-asia-registra-75-casos-pirateria-maritima-mundial-20150114194030.html (14/01/2015)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Pirataria no Sudeste Asiático


Depois da neutralização da agressiva pirataria que durante anos assolou os navios comerciais que navegavam as águas que banham a Somália, esta criminosa atividade se deslocou principalmente para os mares do sul da Ásia.

Em cada cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), o assunto é citado sem falta dentro do que este bloco considera como desafios não tradicionais que enfrentam em conjunto.

Aparece listado junto a outras ameaças como a criminalidade transfronteiriça, o tráfico humano e de droga, as ingerências cibernéticas, os desastres naturais, a mudança climática e o terrorismo.

O Escritório Marítimo Internacional (IMB em inglês) acaba de informar que de 245 casos de pirataria e complô conhecidos em 2014 em todo mundo, 183 ocorreram nas águas da Ásia, e 141 deste último número correspondem ao Sudeste.

O diretor da entidade, com sede na Malásia, Pottengal Mukundan, apontou que o aumento deste tipo de crime se deve ao aumento dos ataques aos navios petroleiros que transitam por zonas litorais da região.

Trata-se de uma região de itinerários marítimos que transporta metade das mercadorias e um terço dos hidrocarbonetos do mundo.

Apesar dos esforços internacionais para reprimir a pirataria, esta continua com um crescente nível de violência, que deixou no ano quatro tripulantes assassinados, outros 13 feridos e nove sequestrados.

Em menos de três meses dois navios petroleiros do Vietnã foram assaltados na mesma rota entre Cingapura e o sul da Península Indochina - no último caso morreu um engenheiro por golpes - e todos os bens pessoais dos marinheiros foram roubados.

Para o IMB os esforços da polícia marítima da Indonésia merecem elogios por frear o aumento dos ataques em portos e lugares identificados como mais conflituosos.

Fora dos limites costeiros, os piratas são particularmente ativos nas águas ao redor de Palau e o mar do sul da China, onde 11 barcos foram sequestrados em 2014.

Também reconhece as ações adotadas pela Agência de Controle Marítimo da Malásia e outras forças navais de países da região.

Autoridades e especialistas neste tema concordam em apontar que o sudeste da Ásia se converteu em um ponto quente, junto com o golfo da Guiné, depois que o sucesso das operações internacionais reduziu drasticamente o número de assaltos provenientes da Somália.

Mas diferentemente do acordo de forças e recursos em uma zona relativamente limitada do oriente africano, um confronto de tal magnitude ainda está por se conceber nos extensos mares asiáticos.

O Instituto das Nações Unidas para a formação profissional e investigações (Unitar em inglês) expôs em um relatório que "nos países de média-baixa renda da Ásia que experimentam o maior crescimento per capita, as rotas de transporte adicionais devem ser exploradas e avaliadas".

Aponta em particular que a pirataria no estreito de Malaca continua sendo um problema importante para as rotas de segurança no leste do Oceano Índico.

Tirando da cabeça a imagem dos piratas representados em filme que abordavam galeões nos séculos passados, os do século 21 dispõem até do apoio do sistema de posicionamento global por satélite (GPS), usam fuzis automáticos e lança-foguetes, bem como embarcações de alta velocidade. Roubam dinheiro e pertences da tripulação e artigos diversos como televisores e vídeos. Alguns são simplesmente criminosos oportunistas que operam na costa de estados débeis, o que se considera roubo armado.

Os de agora continuam com prioridade a circulação de navios petroleiros, para extrair e levar seu conteúdo a outros cargueiros com dispositivos tecnológicos apropriados.

O Banco Mundial estima que ao todo a pirataria custa à economia global mais ou menos 18 bilhões de dólares, aumentando consideravelmente os custos do comércio marítimo.

A Asean, que no final de 2015 se constituirá em uma comunidade econômica, tem colocado no centro de suas preocupações tamanha ameaça para seus planos de integração e desenvolvimento.

Fonte: Prensa Latina

Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia/257677-9 (25/01/2015)

Primeiros detalhes da trama do novo “Piratas do Caribe” podem ter sido revelados?


Por Cine Set

A trama do vindouro novo filme da franquia “Piratas do Caribe” – o quinto – ainda está sendo mantida sob sigilo, mas o ator Brandon Twaithes pode ter deixado escapar alguns detalhes sobre a futura aventura do capitão Jack Sparrow. Twaithes, que já está confirmado no elenco como um soldado britânico que se alia a Sparrow, insinuou que a trama pode ter a ver com o personagem Davy Jones, vilão do segundo e do terceiro longa da franquia.

“Ainda não sei muito sobre a história, mas estou indo para a Austrália para começar a pré-produção daqui a um mês”, disse Twaithes. “O que sei é que é sobre um filho tentando se reconectar com o pai, Davy Jones. Há uma maldição que o impede de fazer isso. Acho que a trama é sobre isso, sobre ele tentando consertar essa situação e salvar o pai”.

O vilão Davy Jones foi vivido por Bill Nighy em “Piratas do Caribe: O Baú da Morte” (2006) e “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” (2007). No final deste ultimo filme o heroi Will Turner (Orlando Bloom) assumiu o lugar de Davy Jones no fundo do mar, e as declarações de Bloom sobre seu possível retorno neste novo filme agora fazem um certo sentido…

“Pirates of the Caribbean: Dead Man Tell No Tales”, ainda sem título em português, tem data de estreia marcada para 7 de julho de 2017. Além de Twaithes, estão confirmados no elenco Johnny Depp, Geoffrey Rush e Javier Bardem como o vilão da história.

Fonte: http://www.cineset.com.br/primeiros-detalhes-da-trama-novo-piratas-caribe-podem-ter-sido-revelados/ (22/01/2015)

Um segredo, um barco em Lisboa, um tesouro e um pirata


Um novo livro revela segredos históricos do Vaticano e de um tal "São Vicente", um barco que saiu de Lisboa em 1357 com um tesouro de um bispo, capturado por piratas.

O "São Vicente" saiu de Lisboa carregado com o tesouro de um bispo morto, Thibaud de Castillon, que incluía ouro, prata, anéis, tapeçarias, jóias ou altares portáteis.

Pelo que diz o autor do livro, de Castillon não teve que fazer um voto de pobreza (nem todos os sacerdotes eram obrigados a isso) e a forma conseguiu a sua riqueza era questionável. Por isso o Vaticano quis ficar com o espólio do bispo, quando ele morreu.

A missão do "São Vicente" era entregar o tesouro em Avinhão, França, onde estava baseado o Papa Inocêncio VI (1352-1362). Mas quando navegava perto da cidade de Cartagena (no que é hoje Espanha), o navio, com cerca de uma dúzia de tripulantes, foi atacado por dois barcos de piratas. Um deles era comandado por um homem chamado Antonio "Botafoc" (que significaria "explosão de fogo").

Azar dos piratas, já depois de roubarem o "São Vicente": o seu barco encalhou perto da cidade de Aigues-Mortes, França, e os marinheiros foram enforcados.

Leia mais (em inglês) sobre esse livro no link abaixo:
http://www.livescience.com/48067-pirate-tale-revealed-in-vatican-archives.html?cmpid=558326

Fonte: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=4159532 (03/10/2014)

Caçador de tesouros busca ouro nas praias de Pernambuco

Engenheiro usa detector de metais para encontrar objetos. Foto: teresa MAia/DP/D.A Press

Por Marcionila Teixeira

O anel de ouro pesava 12 gramas. Cravado nele, um diamante. A joia brotou da areia do mar, depois de sabe-se lá quanto tempo perdida. Naquele dia, o caçador de tesouros deu um dos sorrisos mais largos de sua vida. Vendeu a preciosidade e recebeu dinheiro suficiente para sustentar a mulher e quatro filhos pequenos durante meses. A história do carioca Iguatemi Gonçalves de Souza, 47, e sua busca incansável pelo ouro no litoral pernambucano, começou durante um passeio despretensioso na praia.

A cena era aparentemente simples, mas Iguatemi, engenheiro mecânico formado pela Unisinos, no Rio Grande do Sul, não segurou a curiosidade. “O que você está cavando?”, perguntou a um desconhecido que mergulhava e, em seguida, cavava.

“Procuro objetos perdidos”, revelou. Desempregado, Iguatemi enxergou ali uma forma de fazer dinheiro. Se tivesse um detector de metais, além de sorte, talvez fosse mais bem sucedido que aquele homem.

Inicialmente, ele comprou um aparelho que não era à prova d’água e limitou suas pesquisas à areia seca. Depois, adquiriu outro, capaz de operar na água. Com parte do dinheiro da venda do anel de 12 gramas e diamante, investiu em um detector profissional, com capacidade para mergulhar até 63 metros. E os achados se multiplicaram.

Hoje, Iguatemi leva a vida mergulhando em busca de tesouros perdidos no Litoral Sul, onde vive desde abril do ano passado. Em alguns dias, chega a ficar 12 horas no mar, muitas vezes de madrugada, na maré baixa. Antes disso, viajava o país na função de supervisor de montagem industrial. “Com essa auditoria na Petrobras não estão contratando. Na verdade, estão demitindo”, lamenta o engenheiro, que acumula no currículo uma pós-graduação na Unicamp em terminologia de soldagem, além de passagem por Suape, onde trabalhou durante seis meses.

As alianças de ouro são os principais achados do caçador de tesouros. No dia em que o Diario acompanhou Iguatemi na praia de Muro Alto, em Ipojuca, ele localizou em pouco tempo três alianças de ouro. Uma delas pesava sete gramas e foi avaliada em R$ 560.

Entre os achados, estão relíquias comok uma moeda do século 18

Objetos antigos e raros também chegam às mãos dele. Um exemplo é o anel em ouro de 1736 - que diz ter pertencido a um pirata - composto por uma caveira com dois olhos de rubi. Moedas antigas, do século 18, ele guarda. “Estou pensando agora em negociar com colecionadores.”

Mas o detector de metais também avisa dos dejetos jogados ao mar. Os lacres de garrafas de alumínio são vendidos pelo filho de 14 anos. As tampinhas plásticas ganham o destino correto: o lixo. Iguatemi confessa ser viciado no que faz, mas deseja um emprego fixo. “Queria ir para o mar como hobby. Sonhava com aqueles garimpeiros em Serra Pelada. O que ganho hoje é uma incógnita”, desabafa. Morador de uma casa simples em Ipojuca, a vida do caçador de tesouros não é tão fácil quanto parecem ser seus achados.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/01/26/interna_vidaurbana,556681/cacador-de-tesouros-busca-ouro-nas-praias-de-pernambuco.shtml (26/01/2015)