domingo, 24 de fevereiro de 2013

Los ataques piratas generan unos costes de casi 9.000 millones al año

Un informe advierte de que los abordajes en Somalia, donde cada vez se registran menos, suponen la mitad del gasto para sufragar los daños

J. CARUNCHO A CORUÑA Los ataques de piratería que se registran en todo el mundo suponen un gasto para la economía mundial de hasta 12 billones de dólares al año (9.000 millones de euros), según un estudio publicado por la fundación One Earth Future (OEF), que advierte de que la piratería somalí es la más activa, con un coste global de hasta más de 5.000 millones anuales.
Entre los costes que generan los actos de piratería se incluyen los rescates, el pago de una tarifa a las aseguradoras, el re-enrutamiento de los barcos fuera del riego de piratería, los costos de combustible asociado al aumento de la velocidad que utilizan los botes de tránsito como medida para pasar por las zonas de peligro lo más rápido posible y el costo de las fuerzas navales.
Las empresas especializadas en seguridad marítima advierten, además, de que hay que tener en cuenta también el costo humano de la piratería que, "aunque no es cuantificables en términos económicos", es "el mayor costo" de estos ataques.
Aunque ha habido una disminución de la piratería en la costa de Somalia, los ataques -advierten- van en aumento en otras localizaciones, especialmente en el Golfo de Guinea e Indonesia. Según el informe La piratería y el atraco a mano armada contra los buques, elaborado por la Oficina Marítima Internacional, en 2012 hubo un total de 297 ataques denunciados en todo el mundo. Indonesia fue el país donde más casos se registraron (81), seguida de Somalia (49), Nigeria (27), Togo (15), Mar Rojo (13), el golfo de Adén (13), Malasia (12) y Bangladesh (11).
El contraalmirante de la Marina Rusa, Vasily Lyashok, advierte de que los piratas somalíes se han vuelto más flexibles y mejor organizados, cuentan con armas más modernas y han mejorado las comunicaciones entre ellos. El número de ataques de piratas somalíes disminuyó el pasado ejercicio a sus niveles más bajos desde 2009, gracias, en parte, a la severa acción de buques de otros países en la zona y de equipos de seguridad privada armados que consiguieron disuadir a las bandas piratas, según informó recientemente la Oficina Marítima Internacional.

 

Pirataria marítima mundial caiu para seu nível mais baixo em 2012

Segundo organização, patrulhamento por Marinhas internacionais nas águas africanas reduziu pirataria somali; em 2012, foram 297 ataques, enquanto em 2011 houve 439

Foto: AP

A pirataria marítima mundial caiu para seu nível mais baixo em cinco anos em 2012, graças a uma enorme redução na pirataria somali, de acordo com a Agência Internacional Marítima.
Segundo a organização, 297 ataques foram registrados no ano passado ao redor do mundo, bem abaixo dos 439 de 2011. Um total de 28 navios foram sequestrados, com 585 tripulantes feitos reféns e seis mortos durante 2012, de acordo com dados compilados pela agência com sede em Londres.
A instituição disse que apenas 75 ataques foram registrados na costa da Somália e no Golfo de Áden contra 237 em 2011. Piratas somalis sequestraram 14 navios, metade do total de 2011.
A agência elogiou Marinhas internacionais que patrulham as águas africanas, dizendo que seus ataques preventivos e de ação robusta contra navios-mãe ajudaram a deter a pirataria. Disse também que as medidas de segurança adotadas por navios, tais como a contratação de guardas armados, também ajudaram a afastar os piratas.
"A presença contínua das Marinhas é vital para garantir que a pirataria somali continue em baixa. Esse progresso pode ser facilmente revertido se os navios de guerra forem retirados da região", disse o capitão Pottengal Mukundan.
A agência afirmou que os navios piratas foram vistos no Golfo de Omã, no sul do Mar Vermelho e na baía da Somália. Desde o final do ano passado, piratas somalis fizeram 104 reféns em oito navios - outros 23 foram detidos em terra.
O relatório disse que as águas ao leste e oeste da África continuavam perigosas. A pirataria cresceu no Golfo da Guiné, com 58 ocorrências registradas no ano passado, incluindo dez sequestros e 207 tripulantes feitos reféns. Segundo o documento, os piratas da região eram particularmente violentos, com pelo menos 37 ataques com uso de armas.
A Nigéria apresentou 27 incidentes no ano passado, contra 10 em 2011. Togo registrou um aumento de cinco relatos em 2011 para 15 em 2012, incluindo quatro sequestros. A Costa do Marfim teve apenas um incidente em 2011, mas cinco em 2012, incluindo o primeiro sequestro de um petroleiro ao largo de suas costas.
Quatro navios foram sequestrados no sudeste da Ásia, incluindo um navio-tanque malaio que foi recapturado no Vietnã no último trimestre de 2012. Ao redor do arquipélago da Indonésia, a agência disse que houve 81 relatos de pequenos furtos, que representam mais de um quarto dos incidentes globais de 2012.