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Há pelo menos 50 embarcações afundadas no litoral do Paraná

Pelo menos 50 embarcações afundadas no litoral do Paraná marcam o estado como ponto importante na história naval brasileira. O movimento das marés guarda sob as águas do litoral paranaense inúmeras histórias de navios que afundaram na região. Pelo menos 50 embarcações naufragaram no estado em aproximadamente quatro séculos, de acordo com levantamentos de historiadores. A presença dos navios afundados no litoral mostra que o Paraná teve participação importante na história da navegação brasileira. Embarcações que seguiam com ouro e prata passavam pelo estado para reabastecer com mantimentos e também comprar mão de obra no mercado de escravos. A Baía de Paranaguá é a que concentra mais navios sob as águas, localizados próximo a entrada do Rio Itiberê (acesso à cidade pelo mar), na região das ilhas do Mel, das Peças e Superagui. Apesar da pouca visibilidade, os naufrágios representam uma possibilidade de incremento do turismo e valorização da cultura local. Junto com a história de um navio...

Louise, o navio pirata de Paranaguá

Texto Marcello De Ferrari As primeiras referências ligadas a este naufrágio aparecem, na forma de um comunicado, em 1717: "Entrou neste anno nas Bahias de Pernaguá hum galeão hespanhol, do qual era Capitão Mr. Bolorot, que veio a refrescar, e refazer-se de mantimentos e aguada, por ter que seguir sua viagem ao porto do Chile, no mar pacifico". Esta embarcação, na realidade de bandeira da França, retornou no ano seguinte. No ínicio de 1718, entrou na baia de Paranaguá vinda de Valparaizo do Chile com uma grande carga em prata. Fundeou para abastecer-se de água e mantimentos antes de voltar para a Europa. Naquelas águas também estava a sumaca armada Louise que, vendo a embarcação francesa decidiu tentar apossar-se da mesma. Vendo que a sumaca pirata era mais rápida, o navio francês ancorou na parte interna da Ilha da Cotinga. Enquanto os piratas fundeavam na parte externa da ilha, o cargueiro rumou novamente para as proximidades de Paranaguá, fundeando no porto chamado "d...

Túnel da pirataria

A revelação das falcatruas no Porto de Paranaguá resgatou do poço do esquecimento o lendário Pirata Zulmiro e o assombroso túnel que o corsário inglês teria escavado nas Ruínas de São Francisco, passando por baixo da rua Jaime Reis, subterrâneo que daria acesso a um fabuloso tesouro escondido no Alto das Mercês. Além do mau cheiro proveniente de grãos de soja apodrecidos nas ruas da cidade, quanto mais a Polícia Federal aprofunda as investigações, maior é o chorume que escapa dos subterrâneos de Paranaguá. Com toda esta fedentina, historiadores recuperam a história do Pirata Zulmiro para estudar antigos traçados do túnel das Mercês que, segundo o Professor Doutor Bazinga, teria ligação com o túnel encontrado junto à Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) para acobertar reuniões dos piratas de terno e gravata. Depois do jornalista Luiz Geraldo Mazza, o Professor Doutor Bazinga é o maior conhecedor das falcatruas do Paraná, começando pelo berço da história paranaense que...