quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dinamarqueses querem solução para pirataria

Armadores falam num problema geopolítico de segurança, que precisa da ajuda dos Estados, porque a pirataria ao largo da Somália tornou-se numa indústria.

A Associação dos Armadores dinamarqueses quer organizar, no fim de Janeiro, uma reunião sobre o problema alarmante da pirataria, em conjunto com a Câmara Internacional da Marinha Mercante (ICS), indicou o seu vice-presidente.

Segundo noticia a AFP, Jan Fritz Hansen afirmou que, “enquanto grande nação marítima”, a Dinamarca quer que a ICS – que reúne três quartos das companhias marítimas do mundo – “dê mais atenção a esta questão muito preocupante e a leve mais uma vez às Nações Unidas e à Organização Marítima Internacional”.

Exprimindo as “frustrações” dos membros da sua associação “com a lentidão da comunidade internacional em erradicar este grave problema”, o responsável frisou que é necessário “atacar de frente a pirataria no Oceano Índico, que atingiu um nível inaceitável”.

“[A pirataria] não é apenas um problema marítimo que possamos resolver sozinhos, mas também, e sobretudo, um problema geopolítico de segurança, que precisa da ajuda dos Estados, porque a pirataria ao largo da Somália tornou-se numa indústria”, realçou Jan Fritz Hansen.

Disse ainda que “a presença de uma frota internacional no Golfo de Áden é uma coisa boa, que permitiu evitar muitos ataques de piratas, mas não existe estratégia para erradicar a pirataria, que ameaça as trocas comerciais e a ajuda ao desenvolvimento da África Oriental, que dela muito precisa”.

A associação dos armadores da Dinamarca pretende apresentar ao Parlamento dinamarquês e ao conselho nórdico um plano de vigilância costeira da África Oriental, para obter a sua ajuda para desenvolver contactos para o concretizar com outros países.

Segundo a associação, os piratas somalis detêm actualmente cerca de 30 barcos e 700 tripulantes e os ataques dos piratas, incluindo as capturas de navios mercantes, totalizaram 189 em 2010, contra 48 em 2005.

Fonte: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=93&did=137937 (18/01/2011)

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