terça-feira, 16 de novembro de 2010

Robert Louis Stevenson

Nascido em Edimburgo em 1850, Robert Louis (originalmente, Lewis) Balfour Stevenson era filho de um próspero engenheiro civil. Seu pai desejava que ele seguisse sua profissão, porém a má saúde e a fraca disposição de seu filho significavam que teriam de decidir-se por uma carreira alternativa. Escolhendo o curso de Direito como um compromisso, Stevenson matriculou-se na Universidade de Edimburgo, porém sua crescente desilusão com a respeitabilidade presbiteriana da classe de seus pais conduziu a freqüentes discussões e ele distanciou-se da família, preferindo em vez disso levar uma vida boêmia. Sua fascinação pela vida do baixo mundo da cidade e pelos caracteres bizarros que nela encontrava forneceu um rico material para suas histórias posteriores. Em 1875, quando Stevenson completou seus estudos de Direito, já estava determinado a tornar-se um escritor profissional.

Quando ainda se encontrava no princípio da casa dos vinte anos, ele começou a sofrer de severos problemas respiratórios, que o clima escocês não fez nada para melhorar. Na tentativa de aliviar seus sintomas, ele passou grande parte de sua vida viajando para climas mais quentes; e foi enquanto vivia na França, em 1876, que conheceu sua futura esposa, Mrs. Fanny Osbourne, uma mulher dez anos mais velha do que ele. Em 1879, ele a seguiu até a Califórnia, viajando em um navio de imigrantes, e depois ambos se casaram, assim que o divórcio dela foi oficializado. As primeiras obras publicadas de Stevenson, Uma Viagem pelo interior (1878) e Viagens com um burro nas Cervennes (1879), baseadas em suas próprias aventuras, foram seguidas por um fluxo constante de artigos e ensaios.

Todavia, foi somente em 1883 que apareceu sua primeira obra de ficção extensa, A ilha do tesouro. Uma fase grave de doença, seguida por um período de descanso em Bournemouth, colocou Stevenson em contato com Henry James e os dois ficaram grandes amigos. O reconhecimento que Stevenson recebeu após a publicação de A ilha do tesouro cresceu com a publicação de O estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde (O médico e o monstro) e Raptado, em 1886. Em 1888, ele levou sua família para os Mares do Sul, novamente em busca de um clima que melhor se coadunasse com suas condições de saúde. Após estabelecer-se em Samoa, ganhou reputação como contador de histórias, especialmente entre os nativos. Morreu de uma hemorragia cerebral, enquanto trabalhava em sua obra-prima inacabada, Weir of Hermiston, em 1894.

A criação calvinista de Stevenson e sua constante luta contra a má saúde conduziram à sua preocupação com a morte e o lado mais escuro da natureza humana, como é revelado em seu trabalho. A despeito da afirmação de Stevenson de que “a ficção é para o homem adulto o que o brinquedo representa para a criança”, ele havia, no final de sua vida, dominado uma enorme variedade de tipos de ficção, desde os contos de aventuras históricas e romances de espadachins até as histórias de horror em estilo gótico.

Fonte: http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?TroncoID=805134&SecaoID=948848&SubsecaoID=0&Template=../livros/layout_autor.asp&AutorID=064809


A Ilha do Tesouro

A Ilha do Tesouro fixou o padrão da narrativa de aventuras para jovens, uma vez que tem como narrador um herói adolescente que conta a sua própria história. Na altura da sua publicação, esta era já uma prática comum nas revistas de aventuras para jovens. No entanto, é a qualidade da escrita e o apelo dos temas que fazem do livro de Stevenson um sucesso permanente a nível internacional. Jim Hawkins ajuda os pais na estalagem Admiral Benbow, numa parte da costa inglesa pouco frequentada. Um marinheiro velho e tirano, Billy Bones, vai para lá viver e aterroriza toda a gente.

O Dr. Livesey dá uma consulta ao pai de Jim que está gravemente doente, e enfrenta sozinho o rufia do marinheiro. Um dia, Jim é forçado a chamar o médico para consultar o seu ''amigo Bill''. Depois, o Bill tem um ataque de que recupera muito lentamente. Nesse mesmo dia, um cego, Pew, aparece na estalagem para convocar Bill para um encontro. Bill tem outro ataque e morre. Jim e sua mãe escapam a tempo do ataque dos piratas depois de vasculharem os bolsos de Bill. Na confusão que se segue, Pew morre. Uma das coisas que conseguiram tirar dos bolsos de Bill é um mapa completo de uma ilha com latitude e longitude e uma anotação " tesouro aqui". John Trelawney propõe desde logo que ele e o médico arranjem um navio e vão em busca do tesouro. Vai até Bristol onde compra um navio para a viagem, o Hispaniola. Depois chama Jim e contrata Long John Silver, o proprietário de um bar e antigo marinheiro que tem uma perna artificial. Cabe-lhe arranjar uma tripulação e fazer de cozinheiro e de agente dos seus interesses quando o navio iniciar a viagem. Algumas coisas têm um ar vagamente suspeito. O Capitão Alexander Smollett substituiu o Capitão Flint e opõe-se a quase tudo. A sua primeira ordem é guardar as armas e as munições em local a que a tripulação não tenha acesso. A viagem até à ilha dá-se sem incidentes. Mas, exactamente antes do desembarque, Jim sobe a uma barrica para ir buscar uma maçã e ouve o plano de Silver para fazerem um motim com os antigos membros da tripulação do Capitão Flint. Nesse momento a ilha fica à vista. Jim revela o seu segredo ao capitão. Este permite que a tripulação desembarque na manhã seguinte. Jim vai também para poder espiar. Já em terra, Silver mata dois dos marinheiros que recusaram juntar-se ao motim, agredindo-os com a sua perna-de-pau antes de os matar a tiro. Na tentativa de escapar, Jim acaba por encontrar um velho na ilha, Ben Gunn, chegado lá havia três anos. Ben Gunn orienta Jim até uma parte da ilha onde o capitão e a tripulação, em menor número, foram forçados a procurar refúgio. Na Hispaniola flutua agora a bandeira com a caveira e os ossos. Os que se mantêm leais conseguem aguentar o primeiro ataque, depois Jim junta-se-lhes. As suas provisões são escassas. Silver pede tréguas, oferecendo a liberdade em troca do mapa, mas o capitão ri-se desta proposta. Pouco depois, os piratas atacam de novo e em força, mas são repelidos a custo. O médico parte em busca de Ben Gunn e Jim decide fazer o mesmo. Depois de dar com o barco feito por Ben, rema até ao portal do Hispaniola e corta as amarras dos escaleres para retirar aos piratas meios de fuga. A ondulação acaba por destruir o barco de Ben. Jim regressa ao local onde estavam os seus amigos, mas os piratas já lá estavam e capturam-no. Os outros tripulantes tinham procurado refúgio na caverna de Ben Gunn. Quando Jim lhes conta que tomou o navio, os homens rejeitam a autoridade de Silver e planeiam matar Jim. Contudo, Silver consegue ganhar a sua confiança e evitar que matem Jim. Na manhã seguinte, chega o Dr Livesey e trata dos feridos e dos doentes - de acordo com o pacto que fizera com os piratas. Apesar de ser encorajado pelo médico a fugir, Jim recusa - tinha dado a sua palavra, não queria voltar atrás. Silver promete zelar pela vida de Jim e o médico promete fazer os possíveis para evitar o enforcamento do pirata. Benn confidencia a Livesey que, na altura em que chegou à ilha, tropeçou num tesouro e transportou-o para a sua caverna. Os piratas não abandonarão a ilha sem o tesouro. Inicialmente os sinais parecem bons: encontram um esqueleto que parece apontar para determinado local.

Quando chegam lá, verificam que está vazio. Receando retaliações, Silver dá uma arma a Jim e salva-lhe de novo a vida. O médico e a sua companhia conseguem matar dois piratas e dar fuga aos outros. O grupo de Trelawney regressa à caverna de Ben, recolhe o seu prémio e dirige-se para o navio com Long John Silver e Ben Gunn. Três dos revoltosos são abandonados na ilha. Durante a viagem de regresso, o Hispaniola pára brevemente nas Índias Ocidentais e Long John consegue escapar com um saco de moedas. Os outros chegam sãos e salvos a Bristol.

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/children-and-youth/1705921-ilha-tesouro/

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