quarta-feira, 25 de maio de 2011

Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011)

Por Dalton Delfini Maziero

Assisti ao filme “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” neste final de semana. A crítica, de uma forma geral, detestou o filme. Alguns acharam escuro, outros apontaram falta de ritmo, falta de batalhas navais. Muitos alegam ser “Mais do Mesmo”...O que achei ótimo! Mais do mesmo é tudo que nós precisamos para nos divertirmos como antes! E Piratas do Caribe 4 é exatamente isso: mais uma boa dose de pura diversão!

Levar o filme – qualquer um deles – a sério é uma insanidade. A franquia veio com uma proposta clara de humor, ação e diversão. A nova aventura, com enredo mais simples (devo dizer, objetivo?) e menos efeitos especiais, aposta nas piadas pontuais, em novos personagens e em cenários inusitados. A sequência das sereias e do navio do espanhol Ponce de León são marcantes. Mesmo com boa parte do filme em terra firme – sim, existem poucas tomadas e batalhas no mar – o diretor Rob Marshall consegue imprimir bom ritmo a aventura.
Novos e velhos personagens também desfilam pelo filme. Barbossa (Geoffrey Rush) surpreende mais uma vez, e já se torna quase tão importante quanto Jack Sparrow. Barba Negra (Ian McShane) exibe um dos rostos mais marcantes que já vi nos últimos tempos! Sua caracterização ficou excelente para o mundo do cinema...e igualmente mentirosa para o mundo real! Na vida real, Barba Negra (Edward Teach) foi um homem de quase 2 metros de altura. Não possuía dotes “mágicos”, não comandava zumbis e nem de longe tinha um navio como aquele apresentado. Entendam sua imagem como uma brincadeira irresponsável. A única verdade em sua criação para o cinema foram as “fumarolas” existentes em sua longa barba, apresentadas discretamente em sua primeira aparição. Penélope Cruz - maravilhosa como sempre - convenhamos, está em um papelzinho bem meia boca. Descartável eu diria. Jack Sparrow nesse episódio chega a ser quase um coadjuvante em algumas partes do filme. Mas da mesma forma, cristaliza-se como um dos personagens mais marcantes da história do cinema. Uma imagem tão forte e icônica quanto à de Indiana Jones ou Darth Vader.
Talvez a grande diferença deste para o anterior seja o abandono do exagero. Um filme mais simples em todos os sentidos, enxuto, onde o espírito da pirataria é resgatado de forma sincera. Os piratas roubam e são traiçoeiros a todo o momento. Existem claro, críticas sinceras ao filme. O enredo apresenta buracos e falhas. Barba Negra surge do nada, sem explicações sobre sua origem e poderes paranormais.
Vale a pena mencionar ainda, a boa trilha sonora, que desta vez ganhou elementos de música espanhola! Ficou incrível! Ah...claro! Não saia antes de terminar os créditos finais. Existe uma cena surpresa que já indica uma possível situação para o próximo filme.

Agora, é esperar pelo quinto filme da franquia.

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