sábado, 12 de fevereiro de 2011

Piratas sequestram petroleiro com crude no valor de 146 milhões de euros

Um grupo armado, provavelmente de piratas somalis, capturou um petrolheiro gerido por uma empresa grega que transportava crude no valor de cerca de 146 milhões de euros. Foi uma das maiores capturas até agora realizadas no Índico.

O Irene SL tem 333 metros de comprimento, o equivalente a três campos de futebol. Seguia com 25 tripulantes e dois milhões de barris de petróleo: quase um quinto das importações diárias dos Estados Unidos.

“Esta manhã o navio foi atacado por homens armados”, afirmou à Reuters a empresa de transportes navais Enesel, que opera o Irene SL a partir de Atenas. “Para já, não há nenhuma comunicação com a embarcação”.

A tripulação – sete gregos, 17 felipinos e um georgiano, segundo as autoridades gregas – está toda nas mãos dos piratas. O petroleiro partira do golfo Pérsico rumo ao golfo do México quando foi atacado, a 650 quilómetros de Mascate, a capital de Omã, uma zona onde os piratas somalis costumam actuar.

“Só podemos especular sobre o local para onde o navio foi levado”, afirmou a comandante Susie Thomson, porta-voz das Forças Marítimas Conjuntas, uma multinacional que combate a pirataria na região.

O incidente surge um dia depois da captura de um petroleiro italiano por piratas somalis, atacado com rockets a 1300 quilómetros da costa de Omã, e reforça os receios da indústria de que a pirataria está “a fugir de controlo”, adianta a agência.

As associações de transportes marítimos avisaram que 40 por cento do fornecimento de petróleo feito por mar que passa pelo golfo de Áden e o mar Arábico (ambos no Índico) está em risco devido aos piratas da Somália, que são capazes de operações cada vez mais distantes da costa e por períodos mais longos.

Phillip Cable, director e fundador do Maritime Asset Security and Training, disse à televisão Al Jazira que os piratas não só estão a alargar a sua zona de acção, como estão a tornar-se cada vez mais eficazes. “O modus operandi dos piratas é alargar os limites [do espaço] onde actuam. Estamos a assistir a ataques tão a sul como o canal de Moçambique e tão a leste que quase chegam à costa da Índia”.

A carga capturada e os resgates exigidos pelos vários sequestros equivalem a muitos milhões de dólares. Antes do último incidente, 29 embarcações e 681 reféns estavam já nas mãos dos piratas.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/piratas-sequestram-petroleiro-com-crude-no-valor-de-146-milhoes-de-euros_1479432 (09/02/2011)

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