quinta-feira, 22 de abril de 2010

Destroier dos EUA persegue piratas no Golfo de Áden

Um destroier norte-americano perseguiu, nesta sexta-feira (16), um grupo de piratas que haviam atacado um barco no Golfo de Áden. Um helicóptero no navio Farragut viu como os piratas jogavam objetos na água, possivelmente armas. Uma equipe de abordagem confiscou o material e ordenou que a embarcação regressasse para a costa somali, disseram as Marinhas dos países ocidentais em declaração.

Uma vez em terra, os militares destruíram o barco e libertaram os piratas.

Os militares disseram que os piratas haviam atacado o barco tailandês Thor Traveler com foguetes e fuzis às 3h.

O fato de os piratas terem sido libertados expõe um dos problemas que a comunidade internacional ainda não resolveu: que país deve receber os suspeitos e julgá-los.

Este foi pelo menos o quarto encontro entre embarcações de guerra norte-americanas e piratas nas últimas semanas.

A Marinha capturou pelo menos 21 supostos piratas desde 31 de março nas águas da costa somali e regiões vizinhas, onde navios norte-americanos integram uma flotilha internacional. Mas nenhuma decisão foi tomada a respeito.

Neste mês, o Quênia passou a se recusar a aceitar suspeitos de pirataria, afirmando que eles estavam sobrecarregando seu sistema judicial.

Um grupo de dez piratas somalis que atacaram um navio alemão e foram capturados pela Marinha holandesa, chegaram nesta semana à Holanda. Eles são processados na Alemanha, país que emitiu um mandato de prisão contra eles e pretende julgá-los, um raro exemplo de um país europeus que quer levar piratas à Justiça.

A Somália é um Estado que não tem um sistema judicial em funcionamento, embora centenas de piratas tenham sido transferidos para prisões localizadas na região semiautônoma de Puntland.

Vários piratas capturados estão presos no Iêmen e nas Maldivas.

Em outra região, um navio de guerra espanhol da Força Naval da União Europeia rastreou, abordou e destruiu uma embarcação pirata na quinta-feira.

Fonte: www.odiariomaringa.com.br/ (16/04/2010)

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