quinta-feira, 29 de abril de 2010

EUA indicia 11 piratas por ataque a navios na África

Uma corte da Virgínia, nos Estados Unidos, indiciou ontem onze supostos piratas por ataques contra duas embarcações da Marinha americana, na costa da África. O indiciamento foi revelado uma hora depois dos suspeitos chegarem à corte federal de Norfolk, sob forte segurança. Um dos piratas acusados tinha uma bandagem na cabeça e outro foi carregado para dentro do prédio.

Além de pirataria, os 11 piratas são acusados de ataque contra uma embarcação da Marinha, ataque com arma perigosa e uso de arma de fogo durante um crime de violência. A identidade e nacionalidade dos suspeitos não foi revelada, mas a Somália, país que não tem governo efetivo desde 1991, é considerada o maior reduto dos piratas - que veem nos resgates milionários pagos pelas empresas donas das embarcações um caminho alternativo à pobreza endêmica.

Cinco dos suspeitos foram capturados em 31 de março passado, depois que a fragata USS Nicholas trocou fogo com uma suposta embarcação pirata no oeste das ilhas Seychelles, afundando uma lancha e confiscando a nave-mãe. Os outros seis foram capturados depois de terem aberto fogo contra o navio anfíbio USS Ashland, em 10 de abril passado, a cerca de 612km de Djibouti, pequena nação vizinha ao Iêmen.

A transferência do caso para uma corte nos Estados Unidos ocorre em meio a discussões sobre a criação de uma corte internacional especial para casos de pirataria - o que algumas nações ainda estão relutantes em fazer devido às dificuldades de transportar os suspeitos, além do riscos de que os processos sejam adiados por pedidos de asilo e outras questões legais. A Quênia, ao sul da Somália, já levou alguns piratas a suas cortes. O país alega agora que eles exigem muitos recursos do sistema judiciário do país.

Alguns piratas capturados durante ataques tiveram que ser liberados pela falta de nações dispostas a processá-los.

Fonte: www.jornalagora.com.br/ (25/04/2010)

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